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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

[Os melhores álbuns de 2005] 8º - LCD Soundsystem - LCD Soundsystem


Em 2001, quando fundou a DFA, James Murphy virava trintão. Pouco depois, quando lança o single "Losing My Edge", tem 31. Em 2005, quando este muito antecipado homónimo chega às lojas já conta 34. Nunca encaixou nas premissas de uma estrela pop - demasiado peso, demasiado recatado e, pelo menos aparentemente, demasiado desajeitado, James Murphy é o herói indie improvável, chave mestra para aquela espécie de revolução que haveria de se seguir. O electroclash perde popularidade, a frente ofensiva da DFA tem os Rapture de "House of Jealous Lovers" em estado de graça e é a nova grande cena. LCD Soundsystem faz a ponte entre aquilo que os putos alternativos gostavam na altura - o pós-punk dos Bloc Party e Franz Ferdinand, o garage dos White Stripes e o rock dos Strokes - e a música de dança que, três anos depois, haveria de aprimorar e transformar numa obra-prima chamada Sound of Silver. Cerca de seis anos depois da estreia, Murphy, sabemos hoje, matou o projecto que "obrigou" os miúdos indie a dançar.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

O que aconteceu na semana de 15-11-2005?


Notícias: 

- Salvatore Acquaviva, um desconhecido escritor de canções belga, ganha o caso em que acusa Madonna de o ter plagiado em "Frozen". A canção da Rainha da pop ficava então proibida de ser transmitida ou vendida na Bélgica.



- Coldplay e Busta Rhymes actuam no Pavilhão Atlântico, Sigur Rós e Emir Kusturica & The No Smoking Orchestra no Coliseu dos Recreios, Mercury Rev no Centro Cultural de Belém, Donavon Frankenreiter na Aula Magna e Boney M. e Vllage People na Noite Disco Fever.

Disco da Semana:

System of a Down - Hypnotize

Em 2005, o duplo Mesmerize/Hypnotize soou a uma enorme injustiça para com Daron Malakian, ele que terá sido o grande responsável por tudo o que ouvimos aqui. Os fãs adoram-no, mas os críticos apontam: devia ter continuado de boca fechado, tem demasiado protagonismo nesta ambiciosa investida. Percebemos que prefiram ouvir Serj Tankian, claro, é incomparavelmente melhor voz, mas Malakian não se sai assim tão mal e as baboseiras que vai cuspindo acabam por contribuir para uma das características que contribui para a impressão digital dos System of a Down (SOAD): humor. Independentemente das muitas coisas políticas que são ditas em Mesmerize e Hypnotize, o humor é omnipresente. E quanto mais estapafúrdio, mais político. É o último disco dos SOAD e nem vale a pena referir o nu-metal que a determinada altura lhes foi associado. Hypnotize mistura vários estilos sim, como o punk de "Kill Rock 'n Roll" e o trash metal de "Attack", passando por baladas como "Lonely Day". O ambicioso passo acabou por ser bem medido, os dois discos separados por seis meses acabaram por lhes dar protagonismo ao longo dos 12 meses de 2005. Dominaram o ano.



Outras Edições: 

Fort Minor - The Rising Tied 
Bonnie Prince Billy - Summer in the Southeast 
Mike Ladd - Father Divine
Chamillionaire - The Sound of Revenge
Queens of the Stone Age - Over the Years and Through the Woods

Citações com dez anos:

- "Ouvi uma voz na minha cabeça que dizia: "fá-lo, fá-lo, fá-lo!". E, quando [Lennon] passou por mim, puxei a arma, apontei as costas dele e apertei o gatilho 5 vezes." (Mark Chapman, assassino de John Lennon)

- "Antes de mais, [o Pete Doherty] não faz rock. Em segundo lugar, ele só vende discos porque as pessoas têm curiosidade em saber a que soa um junkie." (Justin Hawkins, vocalista dos The Darkness)

- "Estamos a ficar sem coisas para fazer, sem sítios para tocar e sem ar para respirar. Ainda assim, sentimo-nos melhor do que nunca." (Jack White, sobre os The White Stripes)

Obituário: 

- Link Wray, o inventor do power chord, morre aos 76 anos, em Copenhaga. devido a insuficiência cardíaca.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

O que aconteceu na semana de 08-06-2005?



Notícias: 

- Pink Floyd confirmam reunião para uma única noite, no Live 8;

- Os The Faint visitam o Jimmy Kimmel Live:



- Foo Fighters dão concerto no The Late Show With David Letterman:



- Michael Jackson é ilibado do crime de abuso sexual de um jovem de 13 anos, na sua propriedade, "Neverland".

- "X&Y" dos Coldplay torna-se no 2º disco que mais vendeu durante a 1ª semana, com 464,471, apenas sendo superado por "Be Here Now" e as suas incríveis 695,761.

Disco da Semana: 

Jamie Lidell - Multiply

Depois da edição do álbum de estreia dos Maximo Park, a Warp confirma um aligeirar de edições com este Multiply, de Jamie Lidell, O.V.N.I. funk branco lançado apenas uma semana antes de um novo álbum de Jamiroquai, cuja carreira já se encontrava em período descendente. Lidell terá levado cinco anos a criá-lo, justificando assim a mudança radical de som para o projecto Super_Collider, que partilhava com Christian Vogel. É um tratado funk, soul, r&b e até jazz que significa um corte com o passado, mesmo que se note o dedo de produtor - recorde-se que Lidell, em 2005, já não era um novato. Terá aberto várias portas, sendo o seu sucessor mais óbvio Mayer Hawthorne que haveria de explodir quatro anos depois. 


Outras edições: 

Foo Figthers - In Your Honor
Brian Eno - Another Day on Earth
Backstreet Boys - Never Gone
The Magic Numbers - The Magic Numbers
Alanis Morissette - Jagged Little Pill Acoustic
Funeral For a Friend - Hours
Static-X - Start a War

Citações com dez anos:

- “Criámos uma ideia e escrevemos tudo, de forma dolorosa, entre soundchecks." (Daniel Kessler, guitarrista dos Interpol, sobre "Direction", a canção que gravaram para a série Six Feet Under)



- "Será a resposta a "Nevermind" [dos Nirvana] via Detroit." (Jack White, sobre aquilo a que viria a ser o álbum de estreia dos The Raconteurs)

- "Palermas. Não têm nada melhor para fazer? Eu cá nunca voltaria a ver um concerto nosso para o analisar. Não é à toa que eles são a maior banda do mundo: "Oh, Edge, o quarto solo não te saiu bem esta noite". "Oh, desculpa, Bono". Se é isto que as pessoas acham que o rock é..." (Liam Gallagher, sobre o facto de os U2 reverem os seus próprios concertos)

- “O nosso 2º álbum é incrível. Acredito que está destinado a ter um sucesso tremendo." (Frankie Poullain, guitarrista dos The Darkness)

- “Eu e a Meg esquecemo-nos de dar um conselho relativamente aos livros dos The White Stripes: não os comprem. São todos horrendos, sendo o "Fell in Love With a Band", do Chris Handyside, especialmente mau. Que monte de bosta!" (Jack White)

- "Trabalhamos juntas como Destiny's Child desde os 9 anos. Fazemos digressões desde os 14. Depois de muita discussão percebemos que esta digressão deu-nos a oportunidade de deixar o projecto em grande. É tempo de seguirmos os nossos objectivos pessoais." (Comunicado das Destiny's Child, anunciado o fim do projecto)

Damon Albarn e o Live 8: 

- "Não quero fazer parte de um evento tão exclusivo. Será esta a maneira mais eficaz de ajudar África?"

- "O país é incrivelmente diverso e a cultura negra é, mais do que nunca, parte integral da sociedade. Assim sendo, porque é que o projecto lei é tão anglo-saxão?"

- "A forma como o Live 8 está a ser organizado, não te faz sentir próximo de África, trata o continente como se estivesse a cair aos pedaços, doente e cansado."

- "Não tenho quaisquer dúvidas que todos os artistas que lá tocarem, vão aumentar as vendas dos discos."

quarta-feira, 3 de junho de 2015

O que aconteceu na semana de 01-06-2005?



Notícias: 

- Na sequência de uma das mais emotivas finais da UEFA Champions League, os fãs de Elvis Costello exigem ser reembolsados. Motivo: o artista, fervoroso adepto do Liverpool FC, só tocou depois da decisão das grandes penalidades.



- More Than a Thousand fazem digressão com Papa Roach no Reino Unido.

- The Kills, Emir Kusturica & The No Smoking Orchestra e K-Os são confirmados no Sudoeste tmn.

- Antony And The Johnsons actuam no Coliseu dos Recreios, Billy Corgan e 3 Doors Down na Aula Magna e Giant Sand na Casa da Música.

Disco da Semana:

The White Stripes - Get Behind Me Satan

Eis os White Stripes, ainda seis anos antes do fim, nos píncaros do rock do século XXI, numa altura em que, todos os dias, se criavam dezenas de bandas dadas a revivalismo pós-punk. Elephant, de 2003, deu-nos "Seven Nation Army", principal responsável pelas grandes expectativas que giravam à volta de Get Behind Me Satan, canção que virou hino de estádio (literalmente), e essa outra "The Hardest Button to Button", que valeu imortalidade nos Simpsons. A ressaca de Elephant deu-lhes críticas mais frias do que as merecidas. Um álbum sem singles óbvios, dizia-se, como se fosse necessariamente mau. Numa crítica mais inspirada, um rapaz do Village Voice dizia que "de Lil Jon a Thom Yorke, a pop alimenta celebridades mais cool do que Jack White, cujos ideais estéticos é mais limitada que a técnica da Meg". No lado das verdades, dizia-se que Get Behind Me... é menos sumptuoso, menos rock e menos acessível.  Os anos e as mais variadas gimmicks (bandas, instrumentos, visuais) de White viriam a defendê-lo - como se preciso fosse.



Outros Álbuns Editados:

Coldplay - X&Y
Saint Etienne - Tales from Turnpike House
Dream Theater - Octavarium
Geri Halliwell - Passion
Isolée - We Are Monster
Anastacia - Anastacia
Ry Cooder - Chavez Ravine
Ringo Starr - Choose Love
Avenged Sevenfold - City & Evil
Fear Factory - Demanufacture
Shakira - Fijación Oral Vol. 1
Black Eyed Peas - Monkey Business
MxPx - Panic
Tom Zé - Estudando o Pagode

Citações Com Dez Anos: 

- "O sapo provoca-me urticaria. Devíamos cortar-lhe as pernas e servi-lo num restaurante. O que estou eu a dizer? Adoramo-lo." (Chris Martin, relativamente a "Crazy Frog")

- "Nos 70s e 80s havia essa moda de colocar mensagens satânicas escondidas nas canções. Quisemos fazer o oposto: colocar coisas positivas escondidas nas músicas. Há uma no álbum, no início do segundo verso da «Michael»" (Alex Kapranos)

- "Percebemos que estávamos apaixonados no momento em que nos conhecemos. (Jack White, sobre o casamento com Karen Olsen)

-  "[O Glastonbury] ofereceu-nos um lugar como cabeças de cartaz, mas recusámos. Somos uma banda com pouco mais de um ano. Não merecemos, só temos um álbum." (Ronnie Vannucci, baterista dos The Killers)

- “Será um glorioso falhanço para todos os envolvidos." (Bob Geldof, antecipando as eventuais (não) mudanças provocadas pelo Live 8, no encontro dos G8, na Escócia)

quinta-feira, 12 de março de 2015

[Semana 09-03-05] Daft Punk editam "Human After All"


Afinal os robots também sabem falhar. São humanos, diz-nos o título: Human After All. Em 2015, feitas as contas, o patinho feio da discografia da dupla francesa envelheceu bem e é tão incontornável como a restante discografia. O mito foi tão grande que muitos piratas chegaram a acreditar que o leak que colocou o disco nos sites de partilhas de ficheiros era fake. Haveríamos de pagar pelo erro - O castigo deu-nos oito anos sem Daft Punk, apesar da (essa sim) irrelevante banda sonora e de um registo ao vivo. Human After All é uma tremenda ironia que fez acreditar que os dois Daft Punk gravaram um disco em 16 dias e que, por isso, este som soa a 16 dias de gravação - crítica que, aliás, os White Stripes já tinham sido alvo com Elephant. Não soa a 16 dias de estúdio nem é um decalque dos trabalhos anteriores, como a maior parte sugeriu. Nem é uma manobra Dylanesca de auto-depreciação. É mesmo o mais singular trabalho da dupla, uma armadilha que todos pisaram.



quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

[Semana 19-01-05] LCD Soundsystem editam "LCD Soundsystem"


Em 2001, quando fundou a DFA, James Murphy virava trintão. Pouco depois, quando lança o single "Losing My Edge", tem 31. Em 2005, quando este muito antecipado homónimo chega às lojas já conta 34. Nunca encaixou nas premissas de uma estrela pop - demasiado peso, demasiado recatado e, pelo menos aparentemente, demasiado desajeitado, James Murphy é o herói indie improvável, chave mestra para aquela espécie de revolução que haveria de se seguir. O electroclash perde popularidade, a frente ofensiva da DFA tem os Rapture de "House of Jealous Lovers" em estado de graça e é a nova grande cena. LCD Soundsystem faz a ponte entre aquilo que os putos alternativos gostavam na altura - o pós-punk dos Bloc Party e Franz Ferdinand, o garage dos White Stripes e o rock dos Strokes - e a música de dança que, três anos depois, haveria de aprimorar e transformar numa obra-prima chamada Sound of Silver. Cerca de seis anos depois da estreia, Murphy, sabemos hoje, matou o projecto que "obrigou" os miúdos indie a dançar.



terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O que aconteceu na semana de 19-01-2005 ?



Notícias:

- É anunciado um concerto dos U2 no Alvalade XXI.

- "Ray" é nomeado em 6 categorias para os Óscares: "Melhor Filme", "Melhor Realização", "Melhor Actor", "Melhor Guarda-Roupa", "Melhor Montagem" e "Melhor Som".



Disco da Semana:

LCD Soundsystem - LCD Soundsystem

Em 2001, quando fundou a DFA, James Murphy virava trintão. Pouco depois, quando lança o single "Losing My Edge", tem 31. Em 2005, quando este muito antecipado homónimo chega às lojas já conta 34. Nunca encaixou nas premissas de uma estrela pop - demasiado peso, demasiado recatado e, pelo menos aparentemente, demasiado desajeitado, James Murphy é o herói indie improvável, chave mestra para aquela espécie de revolução que haveria de se seguir. O electroclash perde popularidade, a frente ofensiva da DFA tem os Rapture de "House of Jealous Lovers" em estado de graça e é a nova grande cena. LCD Soundsystem faz a ponte entre aquilo que os putos alternativos gostavam na altura - o pós-punk dos Bloc Party e Franz Ferdinand, o garage dos White Stripes e o rock dos Strokes - e a música de dança que, três anos depois, haveria de aprimorar e transformar numa obra-prima chamada Sound of Silver. Cerca de seis anos depois da estreia, Murphy, sabemos hoje, matou o projecto que "obrigou" os miúdos indie a dançar.

Outros álbuns editados: 

Apocalyptica - Apocalyptica
M83 - Before the Dawn Heals Us
Lou Barlow - Emoh
The Chemical Brothers - Push the Button
Mercury Rev - The Secret Migration
Bright Eyes - Digital Ash in a Digital Urn
Bonnie 'Prince' Billy and Matt Sweeney - Superwolf
...And You Will Know Us by the Trail of Dead - Worlds Apart

Citações com dez anos:

- "Estávamos para editar um álbum duplo, mas, uma vez que é o nosso último com a Sony, não lhes quisemos dar demasiado. Que se lixem! (Noel Gallagher)

- "A ameaça transformou-se em oportunidade!" (John Kennedy, responsável máximo pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica, na sequência do melhor ano de sempre para o mercado digital)

- "Durante muito tempo achei que seria melhor não fazer um filme sobre Ian Curtis, mas parece-me que finalmente encontrámos as pessoas certas para contar a história". (Deborah Curtis, viúva de Ian Curtis)

- "Nunca acabámos. Simplesmente não tocamos nem gravamos há alguns anos. Continuamos a visitar-nos e a escrever música." (Geoff Barrow, multi-instrumentista dos Portishead revelando que a banda vai editar um novo álbum)

Obituário:

- Morre Consuelo Velazquez, vítima de um problema cardiovascular.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

[Os melhores álbuns de 2004] 4º - Death From Above 1979 - You're a Woman, I'm a Machine


Num contexto em que o rock pouco ou nada trazia de novo, este som que é punk e que é dançável e que é suado acaba por soar fresco. Um baixo e uma bateria, um ritmo infernal que, ironicamente, não ficaria mal como carta fora do baralho (a par dos Rapture) na DFA de James Murphy, a mesma que obrigou Sebastien Grainger e Jesse F. Keeler a colar um ano (o último da década de 70) ao nome pensado a priori. 

domingo, 10 de agosto de 2014

[Semana 04-08-04] Mark Lanegan Band edita "Bubblegum"


Seria difícil para Mark Lanegan ter criado um álbum mais americano do que este. Na verdade, não fosse a participação de PJ Harvey em duas canções e o sexto álbum do ex-Screaming Trees seria uma ode às terras do Tio Sam. Nesta altura, o rock voltava a ser entusiasmante. Os Strokes mantinham a chama acesa e os White Stripes criavam hinos de estádio, a vaga pós-punk (Franz Ferdinand, Futureheads, etc) dava os primeiros passos, e, acima de todos os outros, os Queens of the Stone (QOTSA), donos de um indisputável trono rock' n' roll do início do século. Não admira que, como ex-colaborador dos QOTSA, Lanegan tenha dado uso à sua lista de contactos e listado Josh Homme e Nick Oliveri - em sessões marcadas para horas e dias diferentes, presume-se - para participações, a par de Greg Dulli - que, mais tarde viria a colaborar no projecto The Gutter Twins -, Dean Ween e a já citada PJ Harvey. Blues, rock, Tom Waits, referências western, uma ode à americana. 

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

[Jukebox de há dez anos] TAPE JUNk


TAPE JUNk é João Correia, também vocalista nos Julie and The Carjackers. Há quatro meses editou The Good and the Mean, cujas referências estão mais que descortinadas - algumas estão neste mesmo Top 10 do ano em que Johnny Cash nos deixou.

Os discos mais importantes de 2003 para TAPE JUNk:

1. Johnny Cash - Unearthed


2. Mars Volta - Deloused In The Comatorium


3. Outkast - Speakerboxxx/TheLove Below


4. Jay Z - Black Album


5. King Crimson - The Power To Believe


6. Radiohead - Hail to the thief


7. Amy Whinehouse - Frank


8. Blur - Think Tank


9. Sun Kill Moon - Ghosts Of The Great Highway


10. The White Stripes - Elephant

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

[Semana 09-09-03] Spiritualized editam "Amazing Grace"


O que fazer depois de um álbum clássico (Ladies and Gentlemen We Are Floating in Space) e de um outro cheio de tudo - cheio de si, cheio de músicos, orquestrações, ambição (Let It Come Down)? A resposta de Jason Pierce, senhor Spiritualized, está num álbum despido, num regresso às raízes - não as suas, mas as do rock. A influência dos Stooges é óbvia - Pierce parece ter o diabo no corpo, ou seja, parece ter sido tomado pela velha iguana, Iggy Pop -, mas é no registo back to basics dos White Stripes que o ex-Spaceman situa Amazing Grace, o último álbum antes dos problemas de saúde que o afectaram durante anos e que foram adiando Songs in A&E até 2008.



domingo, 28 de julho de 2013

[Semana 22-07-03] Raveonettes editam "Chain Gang of Love"


O Guardian descreveu-os como a versão indie dos Roxette e acrescentou que "pelo menos os Roxette tinham melodias". A comparação é tão descabida que não tivemos em pejo em começar por aqui.

Os Raveonettes, duo rapaz-rapariga na altura tão em voga, tiveram uma ideia, uma das boas: juntar as guitarras sujas de um clássico da década de 80 - Psychocandy, o álbum seminal dos Jesus & the Mary Chain - ao doo wop das girls groups dos 60s, girls groups como as Rounettes. O baptismo do projecto não será inocente, a estética a preto e branco também não. No fundo, dos White Stripes aos My Bloody Valentine, o que estes dinamarqueses ainda hoje fazem é tão simples como reciclar as estéticas que mais os influenciaram como músicos. Resultou.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

[Jukebox de há dez anos] Gobi Bear


Foto: Rui Farinha

Gobi Bear enviou-nos esta lista a meio da digressão que o tem levado a viajar pela Europa. Folk cândida que se espalha num trio de EPs gravados em apenas 365 dias. 

Os discos mais importantes de 2003 para Gobi:

1. The White Stripes - Elephant 


2. The Strokes - Room on Fire


3. Sérgio Godinho - O Irmão do Meio


4. Los Hermanos - Ventura


5. José Gonzales - Veneer


6. Jay-Z - The Black Album


7. Explosions in the Sky - The Earth is Not a Cold Dead Place


8. Eels - Shootenanny!


9. Comeback Kid - Turn it Around


10. Cat Power - You Are Free


segunda-feira, 15 de julho de 2013

[Jukebox de há dez anos] Flávio Torres


Uns receiam usar a termo, Flávio Torres usa-o sem reservas: cantautor. É-o na medida em que escreve e compõe as suas canções. Canções de amor, canções de protesto, canções (algumas inspiradas) que compõe "Canções de Bolso", álbum de estreia que pode ser ouvido no Spotify.

Flávio Torres revela que "é com muita satisfação [que] relembro aquilo que ouvia ou pelo menos parte do que ouvia em 2003. Inclusive tornei a relembrar alguns discos que têm passagens pessoais para mim muito importantes. Neste ano vivia entre Peniche (cidade onde estudava) e a Covilhã (Cidade que me viu nascer) grande parte deste período a minha ligação ao mar foi muito forte e o Verão inesquecível, em que uma onda de som vibrante entoava até mim. Guitarras na praia, cerveja entre amigos e partilha de muita música fizeram deste ano um dos melhores da minha vida. Aqui fica a minha lista desse ano de 2003 - Porque dez anos é muito tempo."

Os dez discos mais importantes de 2003 para Flávio Torres:

1. Sérgio Godinho - Irmão do Meio


Este é um disco de irmandade com excelentes canções do Sergio [Godinho] reinterpretados em colaboração com outros artistas nacionais, desde a Teresa Salgueiro ao José Mario Branco. Gostava muito de ouvi-lo pela noite fora, foi sem dúvida [um] dos grandes trabalhos discográficos nacionais de 2003. Para mim o melhor.

2. Ben Harper - Diamonds on the Inside


Ainda hoje considero este um dos melhores trabalhos do Ben Harper. Fiquei vidrado neste disco durante meses, a particularidade do roots rock e bluesy na alma destas canções trazem-me grandes memórias e fazem-me viajar não sei bem para onde. É um disco magico.

3. The White Stripes - Elephant


Disco que ouvia diariamente, para mim foi um dos grandes momentos de 2003, em que o rock foi reinventado de uma forma genial por Jack e Meg White - com garra e alma.

4. Jane's Addiction - Strays


Um disco explosivo que me agarrou na primeira audição. Lembro-me que quando ouvi o single “Just Because” senti de imediato aquela vontade de por em repeat. O resto do disco foi–se entranhando naturalmente, grandes musicas.

5. Fausto - A Ópera Mágica de um Cantor Maldito



É o 11º álbum deste grande artista nacional que infelizmente caiu no esquecimento de muitos e também [tem sido] desprezado. Este disco é grande como todos os outros do Fausto, a letra é magistral e gloriosa, a musica é fabulosa. É um disco para todas as idades, um verdadeiro álbum português. O Fausto acompanha-me sempre.

6. Calexico - Feast of Wire


Este álbum conta com instrumentais lindíssimos com a insubstituível trompete e aquela voz que se enquadra neste desenho perfeito. Este é um disco de melodias e de verdadeiras canções, "Black Heart" é uma das minhas favoritas [e] ouvia[-a] junto à tranquilidade do mar.

7. Neil Young - Greendale


Um disco acústico ao vivo de canções simples e nostálgicas que dispensam grandes apresentações. São canções que falam de uma localidade fictícia, Greendale, e dos seus habitantes, [os] que Neil [Young] criou. Mais tarde esta história saiu em filme. Acompanhou-me por noites a fio. Disco 5 estrelas.

8. The Black Keys – Thickfreakness


Este segundo trabalho dos The Black Keys conta com um mix de heavy-blues-garage fabuloso, na altura foi um pouco comparado com o Elephant dos manos White Stripes. No entanto, para mim, as diferenças são enormes e incomparáveis. Grande disco.

9. Easy Star All Stars - Dub Side of the Moon 


Se alguma vez ouvi um disco de versões em que estas são originais, têm a mesma alma e onde o destino da viagem é precisamente o mesmo, este é o disco. Versões do disco Dark Side of the Moon de Pink Floyd em modo dub/reggae muito bem feitas. Aconselho esta experiência. Este acompanha-me ainda hoje no carro.

10. Massive Attack - 100th Window


Como só os Massive [Attack] fazem - um Trip-Hop electrónico genuíno e bastante dark. Foi para mim, neste ano de 2003, um disco de refúgio onde as canções sintetizadas, não dançáveis e depressivas me comprometiam para relaxar e procurar alguma introspecção. Foi um disco de cabeceira muito bom.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

[Jukebox de há dez anos] Manuel Fúria


Desde os tempos em que dava voz aos Golpes que percebemos que Manuel Fúria não é apenas mais um a deixar-se levar pela leva que canta a língua de Camões. Da guitarra e fotografias promocionais aos títulos (do álbum, das canções), nada é deixado ao acaso. Quando pedimos a Manuel Fúria para construir uma lista dos 10 discos mais importantes de 2003, desconfiamos que, na altura, não estaria satisfeito com o estado das coisas no nosso Portugal. Estávamos cobertos de razão.

2003 foi um ano muito fixe em discos. Quer dizer, muito fixe menos em Portugal, onde as listas são deploráveis; o único sítio onde encontramos coisas boas é no catálogo da Florcaveira e isto porque a Amor Fúria ainda não existia. Para além dos discos, 2003 foi responsável por um dos melhores Verões de sempre. Os discos são estes e estão colocados aleatoriamente.

Os dez discos mais importantes de 2003 para Manuel Fúria:

The White Stripes - Elephant


Rebentam para o mundo com a "Seven Nation Army" dos estádios de futebol. Um disco poderoso.

Lou Reed - The Raven


Este disco marcou-me especialmente porque o Lou Reed autografou-mo a meio metro de mim, rapaz novo e impressionável. Em Coimbra, no Jardim da Sereia.

Ryan Adams - Love Is Hell, Pts. 1 & 2


Tem a versão do "Wonderwall" dos Oasis e é mesmo bonita.

Tiago Guillul - Mais 10 Fados Religiosos


Só ouvi este disco em 2007, mas é o meu preferido do Tiago. É aqui que está o grande êxito: "Quando Sangro do Nariz".

Lightning Bolt - Wonderful Rainbow


Lobster antes dos Lobster

Outkast - Speakerboxxx/The Love Below


Provavelmente o melhor disco destes todos. E eu não percebo  hip hop.

The Strokes - Room on Fire


Tem a "Reptilia" que é a melhor canção roque dos anos zero.

The Rapture - Echoes


Bateu bué.


The Sea And Cake - One Bedroom


Ouvi isto em dias de Sol, especialmente a versão do "Sound And Vision" do David Bowie.