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sábado, 1 de agosto de 2015

O que aconteceu na semana de 27-07-2005?


Notícias:

- Acontece o Festival Vilar de Mouros.


- "The Essential Michael Jackson" é um flop, vendendo apenas 8 mil unidades na 1ª semana. MJ tinha acabado de ser ilibado da acusação de abuso de menores.

- Festival Cool Jazz acontece em Oeiras, Mafra e Cascais, trazendo nomes como Mariza, Marianne Faithful, Jamie Cullum, Maria Bethânia, José Feliciano e Thievery Corporation.

- Bryan Ferry & Roxy Music actuam na Praia da Falésia e Gilberto Gil e Maria João sobem ao palco do Parque de Monsanto.

Edições:

Alice Cooper - Dirty Diamonds
Natasha Bedingfield - Unwritten
Public Enemy - Power to the People and the Beats
Cowboy Junkies - Early 21st Century Blues

Citações com dez anos:

- “Estava desidratado e perdeu uma grande quantidade de peso. Não tem conseguido comer bem." (Thomas Mesereau, advogado de Michael Jackson, depois deste ter dado entrada no hospital)

- "[Se estou farto do "American idiot"?] Não, para dizer a verdade, ainda hoje estive a ouvir o disco e estou muito orgulhoso. Tem muito conteúdo e acho que é por isso que continua a ter pernas para andar durante mais uns tempos." (Billie Joe Armstrong)

- "Eles são sem dúvida a melhor banda do mundo." (Brandon Flowers sobre os U2)

- Ainda não tentámos gravar nada, mas não sei como soaria [um novo álbum]. O Joey [Santiago, guitarrista] disse-me para não me preocupar. Ele disse: «escreve umas canções e os PIXIES começarão a soar a Pixies." (Frank Black)

quarta-feira, 10 de junho de 2015

O que aconteceu na semana de 08-06-2005?



Notícias: 

- Pink Floyd confirmam reunião para uma única noite, no Live 8;

- Os The Faint visitam o Jimmy Kimmel Live:



- Foo Fighters dão concerto no The Late Show With David Letterman:



- Michael Jackson é ilibado do crime de abuso sexual de um jovem de 13 anos, na sua propriedade, "Neverland".

- "X&Y" dos Coldplay torna-se no 2º disco que mais vendeu durante a 1ª semana, com 464,471, apenas sendo superado por "Be Here Now" e as suas incríveis 695,761.

Disco da Semana: 

Jamie Lidell - Multiply

Depois da edição do álbum de estreia dos Maximo Park, a Warp confirma um aligeirar de edições com este Multiply, de Jamie Lidell, O.V.N.I. funk branco lançado apenas uma semana antes de um novo álbum de Jamiroquai, cuja carreira já se encontrava em período descendente. Lidell terá levado cinco anos a criá-lo, justificando assim a mudança radical de som para o projecto Super_Collider, que partilhava com Christian Vogel. É um tratado funk, soul, r&b e até jazz que significa um corte com o passado, mesmo que se note o dedo de produtor - recorde-se que Lidell, em 2005, já não era um novato. Terá aberto várias portas, sendo o seu sucessor mais óbvio Mayer Hawthorne que haveria de explodir quatro anos depois. 


Outras edições: 

Foo Figthers - In Your Honor
Brian Eno - Another Day on Earth
Backstreet Boys - Never Gone
The Magic Numbers - The Magic Numbers
Alanis Morissette - Jagged Little Pill Acoustic
Funeral For a Friend - Hours
Static-X - Start a War

Citações com dez anos:

- “Criámos uma ideia e escrevemos tudo, de forma dolorosa, entre soundchecks." (Daniel Kessler, guitarrista dos Interpol, sobre "Direction", a canção que gravaram para a série Six Feet Under)



- "Será a resposta a "Nevermind" [dos Nirvana] via Detroit." (Jack White, sobre aquilo a que viria a ser o álbum de estreia dos The Raconteurs)

- "Palermas. Não têm nada melhor para fazer? Eu cá nunca voltaria a ver um concerto nosso para o analisar. Não é à toa que eles são a maior banda do mundo: "Oh, Edge, o quarto solo não te saiu bem esta noite". "Oh, desculpa, Bono". Se é isto que as pessoas acham que o rock é..." (Liam Gallagher, sobre o facto de os U2 reverem os seus próprios concertos)

- “O nosso 2º álbum é incrível. Acredito que está destinado a ter um sucesso tremendo." (Frankie Poullain, guitarrista dos The Darkness)

- “Eu e a Meg esquecemo-nos de dar um conselho relativamente aos livros dos The White Stripes: não os comprem. São todos horrendos, sendo o "Fell in Love With a Band", do Chris Handyside, especialmente mau. Que monte de bosta!" (Jack White)

- "Trabalhamos juntas como Destiny's Child desde os 9 anos. Fazemos digressões desde os 14. Depois de muita discussão percebemos que esta digressão deu-nos a oportunidade de deixar o projecto em grande. É tempo de seguirmos os nossos objectivos pessoais." (Comunicado das Destiny's Child, anunciado o fim do projecto)

Damon Albarn e o Live 8: 

- "Não quero fazer parte de um evento tão exclusivo. Será esta a maneira mais eficaz de ajudar África?"

- "O país é incrivelmente diverso e a cultura negra é, mais do que nunca, parte integral da sociedade. Assim sendo, porque é que o projecto lei é tão anglo-saxão?"

- "A forma como o Live 8 está a ser organizado, não te faz sentir próximo de África, trata o continente como se estivesse a cair aos pedaços, doente e cansado."

- "Não tenho quaisquer dúvidas que todos os artistas que lá tocarem, vão aumentar as vendas dos discos."

terça-feira, 24 de março de 2015

O que aconteceu na semana de 23-03-2005?


Notícias:

- Black Eyed Peas são confirmados no Super Bock Super Rock.

- Josephine Foster actua na Galeria Zé Dos Bois e Cradle of Filth e Moonspell nos Coliseus.

- Joss Stone é confirmada no Festival Vilar de Mouros.

Discos da semana: 

New Order - "Waiting For the Sirens Call" / The Bravery - "The Bravery"

É interessante perceber que os New Order (ou os Joy Division) resistiram muito bem à perda de Ian Curtis, mas com o aproximar do século XX não conseguiram acompanhar os tempos, ao ponto de terem implodido. Waiting For the Sirens Call não adianta nada ao que está para trás e o que Peter Hook tem feito é reciclar os bons velhos tempos. É o último verdadeiro discos dos New Order - Lost Sirens, de 2013, já é gravado com base naquilo que Peter Hook tinha deixado nestas gravações -, depois disto os três ex-Joy Division chateiam-se, mais de 30 anos depois do início. Os sinais iam sendo dados há algum tempo, Get Ready, de 2001, foi editado oito (!) anos - ritmo Malickiano - depois. É um disco de um trio sem nada a provar, expressão que é chamada à baila quando o objecto em análise não é mais do que razoável.

Na mesma semana, a estreia dos Bravery, eles que curiosamente pegam em alguns dos ensinamentos dos New Order. Envolveram-se numa guerra de palavras com os Killers - outros obreiros dessa causa que é o revivalismo 80s, ou seja, canções recheadas a sintetizadores, muitos - e com um vocalista cuja voz se confunde facilmente com a de Robert Smith dos Cure. Depois disto, tantos os New Order como os Bravery, por motivos distintos, haveriam de cair no esquecimento.




Outras edições:

Beck - Guero
Morrissey - Live at Earls Court
Three 6 Mafia - Choices II: The Setup
Porcupine Tree - Deadwing
Lifehouse - Lifehouse
Will Smith - Lost And Found

Citações com dez anos: 

- "Para que não pensem que o primeiro álbum foi um acidente, neste precisávamos de expandir o som". (Jesse Hughes, vocalista dos Eagles Of Death Metal)

- "A interpretação do título ["Demon Days"] só é completa pelo instinto do ouvinte. Por um lado, o demónio é uma doença e uma doença é a ausência de pensamento. É o inimigo invisível: o regresso do ogre, a ascensão da besta." (Noodle, guitarrista dos Gorillaz)

- "Não posso jogar videjogos quando estou em digressão ou no estúdio porque ficaria viciado. E se há coisa de que não preciso é de mais um vício." (Josh Homme, ao revelar que está a gravar para um videojogo)

- "Isto foi mil vezes melhor do que ganhar o Big Brother. (Bez, dançarino dos Happy Mondays, após a reunião da banda num concerto na O2 Academy Brixton)

- "Estou completamente inocente. Quero que saibam que há um enorme conspiração a acontecer enquanto falo." (Michael Jackson)

- "Podíamos ter feito trinta novas «Luz Vaga», mas optámos por fazer coisas novas." (João Pedro Coimbra, teclista e baterista dos Mesa)

- "A DFA é responsável pelo trabalho de produção mais interessante do momento." (Trent Reznor, mentor dos Nine Inch Nails)

- "A Def Jam é a Motown Records dos nossos dias." (DJ Spooky)

Obituário:

- Paul Hester, baterista fundador dos Crowded House. Suicídio. Tinha 46 anos.

terça-feira, 10 de março de 2015

O que aconteceu na semana de 09-03-2005?


Notícias: 

- Michael Jackson apresenta-se várias horas atrasado e de pijama no tribunal.

- Queen + Paul Rodgers anunciam concerto no Estádio do Restelo.

- Michael Bolton actua no Salão Preto e Prata - Casino Estoril e Keane e Rufus Wainwright sobem ao palco do Coliseu dos Recreios.

- FBI fecha a investigação do assassinato de The Notorious B.I.G. e abandona a teoria de que um polícia poderia estar envolvido no mesmo.

- U2, Pretenders, Buddy Guy, The O'Jays e Percy Sledge entram para o Rock and Roll Hall of Fame.

Disco da Semana:

Queens of the Stone Age - Lullabyes to Paralyze

Peguemos nas palavras de Nick Oliveri, pouco antes da edição de Lullabies to Paralyze: "já o ouvi e é um bom álbum, mas estava à espera de um regresso às origens - um disco de guitarras mais pesadas". Assim sendo, caso Oliveri não tivesse sido despedido da banda por mal comportamento, os dois elementos mais importantes dos Queens of the Stone Age, colegas, amigos, irmãos, Nick Oliveri e Josh Homme, teriam provavelmente chegado ao ponto das diferenças criativas. Que disco seria Lullabies to Paralyze, caso Oliveri tivesse feito parte do processo? Provavelmente, mais linha de baixo, menos linha de baixo, seria o mesmo - por mais que a soma das parte fizesse um todo magnífico, Homme sempre foi o cérebro da banda de Palma Desert. Até "I Never Came", ou seja, durante as oito primeiras faixas, a linha é, mais coisa menos coisa, a de Songs for the Deaf. A partir de "Someone's Wolf" explora algum psicadelismo assegurando uma das linhas que sempre orientou Homme: a constante mudança de som.



Outras edições: 

Daft Punk - Humar After All
Stereophonics - Language. Sex. Violence. Other?
Moby - Hotel
Louis XIV - The Best Little Secrets Are Kept
Al Green - Everythink's OK
Paradise Lost - Paradise Lost

Citações com dez anos:

- "Nunca pensei fazer isto outra vez. Sempre fui contra a ideia de convidar alguém para personificar o Freddie Mercury e, de repente, olho para este tipo que não o está a tentar fazer de modo algum. [O Paul Rodgers] está a fazer de si mesmo." (Brian May relativamente à reunião dos Queen)

- "É como se alguém tivesse pegado no nosso primeiro álbum e colorido-o de uma ponta à outra". (D-2, vocalista dos Gorillaz)

- "Tivemos vários problemas a gravar o disco. Desconcentrados, perdemos o entusiasmo pelo que estávamos a fazer e confrontámos-nos várias vezes uns com os outros questionando o futuro da banda." (Shirley Manson, vocalista dos Garbage)

- "Nunca pensei lutar com o Elvis [Presley]" (Kelly Jones, vocalista dos Stereophonics, depois da banda atingir o 1º lugar no Top de singles britânica, com "Dakota", destronando Elvis)

- "Estou a lançar uma instituição que apoie as pessoas a ultrapassar obstáculos e mudar as suas vidas para melhor. Chama-se G-Unit Foundation Inc. Assim, eu e o The Game queremos dar o exemplo." ( 50 Cent, anunciando o fim da rivalidade com The Game.)

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

[Semana 10-11-04] Eminem edita "Encore"


É com Encore que Eminem dá início o período de declínio criativo que ainda hoje dura. Irónico, pois: um encore, se exceptuarmos um concerto de Eddie Vedder (com ou sem os Pearl Jam) tende a ser um fim. Em sua defesa podemos escrever que nem com os seus piores discos, os que não ligámos nenhuma, a dupla Relapse e Recovery, Eminem perdeu a relevância, principalmente se tivermos em conta a comercial. 

Mas não é apenas a decadência criativa que Encore anuncia. Meses antes Kanye West tinha-se estreado com The College Dropout. O plano de domínio global começava a ganhar forma. As listas anuais davam conta da ascensão de um e o declínio de outro. Relembre-se: estamos ainda no âmbito criativo, Eminem ainda hoje quebra records e a Internet garantiu-lhe a frescura mediática que lhe tem faltado em estúdio. 

Na altura, College Dropout tinha passado despercebido para grande parte do público de Eminem. Encore e How To Dismantle an Atomic Bomb dos U2 disputavam protagonismo e as apostas sucediam-se: qual dos dois blockbusters da reentrée "leakará" primeiro? Eminem ia dando nas vistas com o vídeo de "Just Lose It", os U2 chamavam atenções através de projetos como o Band Aid 20 e a gravação de uma nova versão de "Do They Know It's Christmas?". A polémica, o instrumento de propaganda favorito de Eminem, ele, sempre foi de alvos fáceis. Michael Jackson no vídeo de "Just Lose It", George W. Bush no de "Mosh" são os mais óbvios. Resultado: críticas em relação ao primeiro - Stevie Wonder chegou a dizer que "não se bate em alguém que já está no chão" - e problemas com a lei em relação ao segundo - em causa, a escolha das palavras: "Fuck money / I don't rap for dead presidents / I'd rather see the president dead / It's never been said, but I set precedents".

Encore é um rapper no topo do mundo, sem nada a provar. A falta de ideias deixaria-o cinco anos longe das edições.