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sábado, 12 de dezembro de 2015

[Os melhores álbuns de 2005] 19º - The Game - The Documentary


Na longa lista de mártires do hip hop não constam os nomes de 50 Cent e The Game. Ambos foram brutalmente alvejados antes de se lançarem como apostas pessoais de Dr. Dre. Afinal de contas, uma boa história é também uma excelente ferramenta de marketing. The Documentary, muito pessoal álbum de estreia, o rapper menciona vários clássicos do hip hop. De cabeça: Ready to Die de B.I.G., Reasonable Doubt de Jay-z, Doggy Style de Snoop Dogg, Death Certificate de Ice Cube, Illmatic de Nas e, claro, The Chronic de Dr. Dre - produtor, mentor e padrinho. Está na noção do legado hip hop e da vontade de criar algo que garanta o estatuto de clássico uma das grandes forças de The Documentary. O resto está numa criteriosa escolha de colaborações e produtores que vão de 50 Cent a Kanye West, passando por Timbaland, Eminem ou Just Blaze.

terça-feira, 10 de março de 2015

O que aconteceu na semana de 09-03-2005?


Notícias: 

- Michael Jackson apresenta-se várias horas atrasado e de pijama no tribunal.

- Queen + Paul Rodgers anunciam concerto no Estádio do Restelo.

- Michael Bolton actua no Salão Preto e Prata - Casino Estoril e Keane e Rufus Wainwright sobem ao palco do Coliseu dos Recreios.

- FBI fecha a investigação do assassinato de The Notorious B.I.G. e abandona a teoria de que um polícia poderia estar envolvido no mesmo.

- U2, Pretenders, Buddy Guy, The O'Jays e Percy Sledge entram para o Rock and Roll Hall of Fame.

Disco da Semana:

Queens of the Stone Age - Lullabyes to Paralyze

Peguemos nas palavras de Nick Oliveri, pouco antes da edição de Lullabies to Paralyze: "já o ouvi e é um bom álbum, mas estava à espera de um regresso às origens - um disco de guitarras mais pesadas". Assim sendo, caso Oliveri não tivesse sido despedido da banda por mal comportamento, os dois elementos mais importantes dos Queens of the Stone Age, colegas, amigos, irmãos, Nick Oliveri e Josh Homme, teriam provavelmente chegado ao ponto das diferenças criativas. Que disco seria Lullabies to Paralyze, caso Oliveri tivesse feito parte do processo? Provavelmente, mais linha de baixo, menos linha de baixo, seria o mesmo - por mais que a soma das parte fizesse um todo magnífico, Homme sempre foi o cérebro da banda de Palma Desert. Até "I Never Came", ou seja, durante as oito primeiras faixas, a linha é, mais coisa menos coisa, a de Songs for the Deaf. A partir de "Someone's Wolf" explora algum psicadelismo assegurando uma das linhas que sempre orientou Homme: a constante mudança de som.



Outras edições: 

Daft Punk - Humar After All
Stereophonics - Language. Sex. Violence. Other?
Moby - Hotel
Louis XIV - The Best Little Secrets Are Kept
Al Green - Everythink's OK
Paradise Lost - Paradise Lost

Citações com dez anos:

- "Nunca pensei fazer isto outra vez. Sempre fui contra a ideia de convidar alguém para personificar o Freddie Mercury e, de repente, olho para este tipo que não o está a tentar fazer de modo algum. [O Paul Rodgers] está a fazer de si mesmo." (Brian May relativamente à reunião dos Queen)

- "É como se alguém tivesse pegado no nosso primeiro álbum e colorido-o de uma ponta à outra". (D-2, vocalista dos Gorillaz)

- "Tivemos vários problemas a gravar o disco. Desconcentrados, perdemos o entusiasmo pelo que estávamos a fazer e confrontámos-nos várias vezes uns com os outros questionando o futuro da banda." (Shirley Manson, vocalista dos Garbage)

- "Nunca pensei lutar com o Elvis [Presley]" (Kelly Jones, vocalista dos Stereophonics, depois da banda atingir o 1º lugar no Top de singles britânica, com "Dakota", destronando Elvis)

- "Estou a lançar uma instituição que apoie as pessoas a ultrapassar obstáculos e mudar as suas vidas para melhor. Chama-se G-Unit Foundation Inc. Assim, eu e o The Game queremos dar o exemplo." ( 50 Cent, anunciando o fim da rivalidade com The Game.)

sábado, 17 de janeiro de 2015

[Semana 12-01-05] The Game edita "The Documentary"


Na longa lista de mártires do hip hop não constam os nomes de 50 Cent e The Game. Ambos foram brutalmente alvejados antes de se lançarem como apostas pessoais de Dr. Dre. Afinal de contas, uma boa história é também uma excelente ferramenta de marketing. The Documentary, muito pessoal álbum de estreia, o rapper menciona vários clássicos do hip hop. De cabeça: Ready to Die de B.I.G., Reasonable Doubt de Jay-z, Doggy Style de Snoop Dogg, Death Certificate de Ice Cube, Illmatic de Nas e, claro, The Chronic de Dr. Dre - produtor, mentor e padrinho. Está na noção do legado hip hop e da vontade de criar algo que garanta o estatuto de clássico uma das grandes forças de The Documentary. O resto está numa criteriosa escolha de colaborações e produtores que vão de 50 Cent a Kanye West, passando por Timbaland, Eminem ou Just Blaze.