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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

[Os melhores álbuns de 2005] 2º - Kanye West - Late Registration


Com Late Registration, Kanye consegue aquilo que nem Jay-z, nem Nas conseguiram: um segundo álbum ao nível da estreia. West admitira: "College Dropout tem coisas que foram feitas à pressa". Este não, seria à prova de bala, não fosse o magnífico produtor um rapper mediano. Em 2005, o ego já se manifestava, mas este é um Kanye mais humano - "Roses", por exemplo, é sobre a quase morte da avó e "Hey Mama" é um agradecimento à mãe. Lembramo-nos dos discos mais recentes e da forma como West vai potenciando as suas colaborações, Late Registration já tem isso: os versos do estreante Lupe Fiasco, do chefe Jay-z e do ex-arqui-inimigo Nas são pérolas ao nível da produção do West. "Sempre quis fazer um som que parecesse que estou a rappar do alto de uma montanha", dizia, como no vídeo de "Touch the Sky", com Pamela Anderson, em que a personagem de West acaba por se despenhar. Não é mais do que isso, um vídeo, pois Kanye, o polarizador, continua lá no alto da montanha.

sábado, 12 de dezembro de 2015

[Os melhores álbuns de 2005] 19º - The Game - The Documentary


Na longa lista de mártires do hip hop não constam os nomes de 50 Cent e The Game. Ambos foram brutalmente alvejados antes de se lançarem como apostas pessoais de Dr. Dre. Afinal de contas, uma boa história é também uma excelente ferramenta de marketing. The Documentary, muito pessoal álbum de estreia, o rapper menciona vários clássicos do hip hop. De cabeça: Ready to Die de B.I.G., Reasonable Doubt de Jay-z, Doggy Style de Snoop Dogg, Death Certificate de Ice Cube, Illmatic de Nas e, claro, The Chronic de Dr. Dre - produtor, mentor e padrinho. Está na noção do legado hip hop e da vontade de criar algo que garanta o estatuto de clássico uma das grandes forças de The Documentary. O resto está numa criteriosa escolha de colaborações e produtores que vão de 50 Cent a Kanye West, passando por Timbaland, Eminem ou Just Blaze.

sábado, 17 de janeiro de 2015

[Semana 12-01-05] The Game edita "The Documentary"


Na longa lista de mártires do hip hop não constam os nomes de 50 Cent e The Game. Ambos foram brutalmente alvejados antes de se lançarem como apostas pessoais de Dr. Dre. Afinal de contas, uma boa história é também uma excelente ferramenta de marketing. The Documentary, muito pessoal álbum de estreia, o rapper menciona vários clássicos do hip hop. De cabeça: Ready to Die de B.I.G., Reasonable Doubt de Jay-z, Doggy Style de Snoop Dogg, Death Certificate de Ice Cube, Illmatic de Nas e, claro, The Chronic de Dr. Dre - produtor, mentor e padrinho. Está na noção do legado hip hop e da vontade de criar algo que garanta o estatuto de clássico uma das grandes forças de The Documentary. O resto está numa criteriosa escolha de colaborações e produtores que vão de 50 Cent a Kanye West, passando por Timbaland, Eminem ou Just Blaze. 


quarta-feira, 4 de setembro de 2013

[Semana 02-09-03] Outkast editam "Speakerboxxx/The Love Below"


Na verdade, este disco foi editado na semana de 26 de Agosto de 2003, mas, na ressaca das férias, não houve tempo para escrever este texto a tempo e horas. Spearkerboxxx/The Love Below é a lição pop dos Outkast. É a resposta à mais difícil das questões: o que fazer quando um dos mais fascinantes grupos de rap nascidos nos 90s se depara com divergências criativas? Juntam-se dois discos completamente diferentes nu só, duplo, que, ou cai com estrondo ou se torna uma dos maiores marcos discográficos dos últimos 10/15 anos. Speakerboxxx, a parte de Big Boi é uma equação mais conversadora e prevísível que une doses iguais de hip hop, funk e rock. É a metade mais Outkast, mas menos estimulante. The Love Below, a parte de Andre 3000, é mais exposta e arriscada. Andre 3000, fiel às sua crenças - dizia ele na altura, à imagem de Nas, que o hip hop estava morto - cria canções à Prince, mas melhor que as canções de Prince dos últimos muitos anos. The Love Below, disco confessional, sexy, libidinoso, carnal, é, provavelmente, dez anos, depois a mais arriscada e vencedora criação de 2003.