Podemos perder-nos em eventuais metáforas relativamente ao título e identidade do artista Antony Hegarty. "Sou um artista, um animista, transgénero, ateu e um mamífero", esclareceu em entrevista à Out, sete anos depois. Mas I Am a Bird Now não é apenas um enorme desabafo de Hegarty, é o disco mais emocional desde... bem, desde Funeral dos Arcade Fire, editado meses antes. Os vários convidados - alguns andróginos, todos singulares - Boy George, Lou Reed, Rufus Wainright e Devendra Banhart - dão uma ajuda numa obra que tem muito de poética e que se baseia essencialmente na voz e piano, quase jazz, muito Nina Simone. Se não choraram ao ouvi-lo são bem capazes de não ter coração.
Mostrar mensagens com a etiqueta Rufus Wainwright. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Rufus Wainwright. Mostrar todas as mensagens
domingo, 27 de dezembro de 2015
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
[Os melhores álbuns de 2005] 23º - Andrew Bird - Andrew Bird - The Mysterious Production of Eggs
É o sexto álbum, mas soa a primeiro. Até The Mysterious Production of Eggs, quase nove anos depois do debutante Music of Hair, Andrew Bird foi modelando uma identidade. Percebe-se que é aqui que a alcança e daí que, dez anos depois, pareça o primeiro. Até aqui, Bird andou pelo country e o bluegrass e, acima de tudo, pelo jazz, na companhia dos Bowl of Fire. O anterior Weather Systems já dava algumas pistas relativamente ao passo seguinte - assobiador profissional e mudança para um som folk - mas até aqui, a formação clássica parecia condicionar as composições e escolhas do músico. Ei-lo então diferente, em 2005, mais ambicioso e a fazer sombra a Rufus Wainright com um dos mais celebrados discos do ano. E a folk era a nova grande cena.
quarta-feira, 22 de abril de 2015
O que aconteceu na semana de 20-04-2005?
Notícias:
- Pelo 2º ano consecutivo, a Love Parade de Berlim é cancelada. Os organizadores referem que a grande razão é a "doente economia alemã".
- Jamie Cullum actua no Freeport Alcochete, Colleen na Galeria Zé dos Bois, Rufus Wainwright nos Coliseus e Nina Nastasia sobe ao palco da Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão.
Disco da Semana:
Bruce Springsteen - Devils And Dust
Não é um álbum de protesto, mas é um disco patriota. Sim, é mais um disco de Bruce Springsteen carregado de referências à América, à administração Bush, à Guerra do Iraque, mas também à Bíblia - são várias as referências e as tangentes ao gospel. Isto numa altura em que uma nova vaga de bandas liderada pelos Hold Steady começava a aparecer. O Boss voltava ao uso exclusivo da guitarra acústica, à imagem do que fizera nas duas décadas anteriores - em Nebraska de 82 e The Ghost of Tom Joad de 95 - picando o ponto nos anos 00. Num pormenor paradoxal, muitas destas canções já estavam escritas há mais de dez anos.
Outros Álbuns Editados:
Robert Plant and the Strange Sensation - Mighty ReArranger
The Mountain Goats - The Sunset Tree
Robyn - Robyn
Data Rock - Data Rock
Citações com dez anos:
- "Lembro-me que quando os The Strokes apareceram, as repercussões já tinham começado, as pessoas passaram do «eles são tão fixes» para o «odeio-os tanto» e o álbum ainda nem tinha chegado." (Sam Endicott, vocalista dos The Bravery)
- "Quando és prolífico deves aproveitar e mandar cá para fora. Nos 60s e 70s, por vezes, eram editados três álbuns por ano. Isso seria perfeito para nós que adoramos escrever e torar coisas novas." (Brandon Flowers)
- "Gosto de trabalhar com gente talentosa." (Steve Lyon, produtor que trabalhou com Paul McCartney, The Cure, Suzanne Vega e Depeche Mode, justificando a produção de um álbum dos Polo Norte)
- "Se eu roubasse um Opel, um Lancia ou um Audi, iria para a prisão." (Tom Waits, relativamente ao polémico anúncio da OPEL que terá utilizado uma canção música e uma voz semelhante a sua, sem autorização)
Etiquetas:
Brandon Flowers,
Bruce Springsteen,
Data Rock,
Jamie Cullum,
Nina Nastasia,
Robert Plant,
Robyn,
Rufus Wainwright,
The Bravery,
The Mountain Goats,
Tom Waits
terça-feira, 10 de março de 2015
O que aconteceu na semana de 09-03-2005?
Notícias:
- Michael Jackson apresenta-se várias horas atrasado e de pijama no tribunal.
- Queen + Paul Rodgers anunciam concerto no Estádio do Restelo.
- Michael Bolton actua no Salão Preto e Prata - Casino Estoril e Keane e Rufus Wainwright sobem ao palco do Coliseu dos Recreios.
- FBI fecha a investigação do assassinato de The Notorious B.I.G. e abandona a teoria de que um polícia poderia estar envolvido no mesmo.
- U2, Pretenders, Buddy Guy, The O'Jays e Percy Sledge entram para o Rock and Roll Hall of Fame.
Disco da Semana:
Queens of the Stone Age - Lullabyes to Paralyze
Peguemos nas palavras de Nick Oliveri, pouco antes da edição de Lullabies to Paralyze: "já o ouvi e é um bom álbum, mas estava à espera de um regresso às origens - um disco de guitarras mais pesadas". Assim sendo, caso Oliveri não tivesse sido despedido da banda por mal comportamento, os dois elementos mais importantes dos Queens of the Stone Age, colegas, amigos, irmãos, Nick Oliveri e Josh Homme, teriam provavelmente chegado ao ponto das diferenças criativas. Que disco seria Lullabies to Paralyze, caso Oliveri tivesse feito parte do processo? Provavelmente, mais linha de baixo, menos linha de baixo, seria o mesmo - por mais que a soma das parte fizesse um todo magnífico, Homme sempre foi o cérebro da banda de Palma Desert. Até "I Never Came", ou seja, durante as oito primeiras faixas, a linha é, mais coisa menos coisa, a de Songs for the Deaf. A partir de "Someone's Wolf" explora algum psicadelismo assegurando uma das linhas que sempre orientou Homme: a constante mudança de som.
Outras edições:
Daft Punk - Humar After All
Stereophonics - Language. Sex. Violence. Other?
Moby - Hotel
Louis XIV - The Best Little Secrets Are Kept
Al Green - Everythink's OK
Paradise Lost - Paradise Lost
Citações com dez anos:
- "Nunca pensei fazer isto outra vez. Sempre fui contra a ideia de convidar alguém para personificar o Freddie Mercury e, de repente, olho para este tipo que não o está a tentar fazer de modo algum. [O Paul Rodgers] está a fazer de si mesmo." (Brian May relativamente à reunião dos Queen)
- "É como se alguém tivesse pegado no nosso primeiro álbum e colorido-o de uma ponta à outra". (D-2, vocalista dos Gorillaz)
- "Tivemos vários problemas a gravar o disco. Desconcentrados, perdemos o entusiasmo pelo que estávamos a fazer e confrontámos-nos várias vezes uns com os outros questionando o futuro da banda." (Shirley Manson, vocalista dos Garbage)
- "Nunca pensei lutar com o Elvis [Presley]" (Kelly Jones, vocalista dos Stereophonics, depois da banda atingir o 1º lugar no Top de singles britânica, com "Dakota", destronando Elvis)
- "Estou a lançar uma instituição que apoie as pessoas a ultrapassar obstáculos e mudar as suas vidas para melhor. Chama-se G-Unit Foundation Inc. Assim, eu e o The Game queremos dar o exemplo." ( 50 Cent, anunciando o fim da rivalidade com The Game.)
Etiquetas:
50 Cent,
Al Green,
BIG,
Daft Punk,
Elvis Presley,
Gorillaz,
Keane,
Michael Bolton,
Michael Jackson,
Moby,
Pretenders,
Queen,
Queens of the Stone Age,
Rufus Wainwright,
Stereophonics,
The Game,
U2
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
O que aconteceu na semana de 16-02-2005 ?
Notícias:
- Da Weasel esgotam Coliseu dos Recreios.
- Joe Cocker é confirmado no Festival Vilar de Mouros.
- Rufus Wainwright visita o Late Night With Conan O'Brien, para interpretar "Stairway To Paradise", tema da banda sonora de The Aviator.
- TMN lança o "TMN Garage Sessions". O vencedor teria direito a gravar um registo fonográfico, presença assegurada numa das campanhas da TMN e a actuação no Festival Sudoeste.
Discos da Semana:
M. Ward . Transistor Radio / Josh Rouse - Nashville
Depois de Andrew Bird, M. Ward e Josh Rouse. Folk, a nova grande cena. Nos anos seguintes, M. Ward haveria de se juntar à estrela pop Zooey Deschanel nos She & Him e formar um super grupo do género com Jim James e Conor Oberst, os muito apropriadamente nomeados Monsters of Folk. Josh Rouse haveria de semi-desaparecer do mapa. Se os colocarmos em confronto directo, pese as diferenças, M. Ward safa-se bem melhor. Não que Nashville seja mau, é apenas um disco folk nada de especial com muito de Being There dos Wilco mas em pior e aqui e ali uns toques de Smiths. Transistor Radio já é de outro calibre, é o disco em que Ward mais denúncia a influência dos seus heróis, de forma óbvia em "Sweethearts on Parade", original de Louis Armstrong, e "You Still Believe Me", instrumental de um original dos Beach Boys, e de forma menos óbvia no fingerpicking à John Fahey ou nos apontamentos western. A partir daqui, assistiremos a uma queda do revivalismo pós-punk e à ascensão da folk americana.
Outros álbuns editados:
- The Howling Hex - All-Night Fox
- Tori Amos - The Beekeeper
- Steve Vai - Real Illusions: Reflections
Citações com dez anos:
- "Muitos pensam que a "Everybody Knows That You're Insane" é sobre o Nick Oliveri, mas não é." (Troy Van Leeuwen, guitarrista dos Queens of the Stone Age)
- "Sei que há grupos nas tabelas de vendas que são recebidos como salvadores do rock'n'roll, mas não passam de amadores. Não sabem de onde vem a música que tocam. Se tivesse nascido nos tempos de hoje, não teria sido músico. Teria tido interesse por arquitectura ou algo do género.". (Bob Dylan)
- "[O novo álbum] é bastante rock, motivo pelo qual já não fazemos clubes. Para fazeres parte de uma género musical tens que estar envolvido com ele." (Bernard Sumner, baterista dos New Order)
- "O título do álbum é "Demon Days". Já o terminámos. A Noodle e o DangerMouse estão só a dar os últimos toques". (Russell, baterista dos Gorillaz)
Obituário:
- Chris Curtis, baterista original dos The Searchers, com 64 anos.
Etiquetas:
Andrew Bird,
Bob Dylan,
Da Weasel,
Gorillaz,
Joe Cocker,
Josh Rouse,
M Ward,
New Order,
Queens of the Stone Age,
Rufus Wainwright,
Smiths,
Steve Vai,
Sudoeste,
The Howling Hex,
TMN,
Tori Amos,
Wilco
sábado, 7 de fevereiro de 2015
[Semana 02-02-05] Andrew Bird edita "Andrew Bird & The Mysterious Production of Eggs"
É o sexto álbum, mas soa a primeiro. Até The Mysterious Production of Eggs, quase nove anos depois do debutante Music of Hair, Andrew Bird foi modelando uma identidade. Percebe-se que é aqui que a alcança e daí que, dez anos depois, pareça o primeiro. Até aqui, Bird andou pelo country e o bluegrass e, acima de tudo, pelo jazz, na companhia dos Bowl of Fire. O anterior Weather Systems já dava algumas pistas relativamente ao passo seguinte - assobiador profissional e mudança para um som folk - mas até aqui, a formação clássica parecia condicionar as composições e escolhas do músico. Ei-lo então diferente, em 2005, mais ambicioso e a fazer sombra a Rufus Wainright com um dos mais celebrados discos do ano. E a folk era a nova grande cena.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
O que aconteceu na semana de 02-02-2005 ?
Notícias:
- Paul McCartney actua no intervalo do Super Bowl.
- 50 Cent faz participação em The Simpsons.
- Gang of Four, Cocteau Twins e Bauhaus reúnem-se.
- The Prodigy actuam no Super Bock Super Rock.
Disco da Semana:
É o sexto álbum, mas soa a primeiro. Até The Mysterious Production of Eggs, quase nove anos depois do debutante Music of Hair, Andrew Bird foi modelando uma identidade. Percebe-se que é aqui que a alcança e daí que, dez anos depois, pareça o primeiro. Até aqui, Bird andou pelo country e o bluegrass e, acima de tudo, pelo jazz, na companhia dos Bowl of Fire. O anterior Weather Systems já dava algumas pistas relativamente ao passo seguinte - assobiador profissional e mudança para um som folk - mas até aqui, a formação clássica parecia condicionar as composições e escolhas do músico. Ei-lo então diferente, em 2005, mais ambicioso e a fazer sombra a Rufus Wainright com um dos mais celebrados discos do ano. E a folk era a nova grande cena.
Citações com dez anos:
- "Há uns anos fui aceite no Seminário de Wisconsin e ia para padre." (Jack White)
- "Tudo o que posso dizer é que vamos surpreender as pessoas. É algo que nunca imaginei que uma banda pudesse fazer." (Dave Grohl sobre o novo álbum dos Foo Fighters)
Citações com dez anos:
- "Há uns anos fui aceite no Seminário de Wisconsin e ia para padre." (Jack White)
- "Tudo o que posso dizer é que vamos surpreender as pessoas. É algo que nunca imaginei que uma banda pudesse fazer." (Dave Grohl sobre o novo álbum dos Foo Fighters)
Etiquetas:
50 Cent,
Andrew Bird,
Bauhaus,
Cocteau Twins,
Dave Grohl,
Foo Fighters,
Gang of Four,
Jack White,
Paul McCartney,
Rufus Wainwright,
Super Bowl,
The Prodigy
sábado, 31 de janeiro de 2015
[Semana 26-01-05] Antony and the Johnsons editam "I Am a Bird Now"
Podemos perder-nos em eventuais metáforas relativamente ao título e identidade do artista Antony Hegarty. "Sou um artista, um animista, transgénero, ateu e um mamífero", esclareceu em entrevista à Out, sete anos depois. Mas I Am a Bird Now não é apenas um enorme desabafo de Hegarty, é o disco mais emocional desde... bem, desde Funeral dos Arcade Fire, editado meses antes. Os vários convidados - alguns andróginos, todos singulares - Boy George, Lou Reed, Rufus Wainright e Devendra Banhart - dão uma ajuda numa obra que tem muito de poética e que se baseia essencialmente na voz e piano, quase jazz, muito Nina Simone. Se não choraram ao ouvi-lo são bem capazes de não ter coração.
terça-feira, 30 de julho de 2013
[Jukebox de há dez anos] Davide Pinheiro
É ingrato isto de tentar apresentar os convidados que já fizeram muito em meia dúzia de linhas. Davide Pinheiro começou a escrever sobre música há precisamente dez anos. O résumé inclui o Diário de Notícias, Disco Digital, PARQ Magazine, Vogue e uma actividade regular como DJ. Recentemente, lançou o blogue Mesa de Mistura que, apoiado por uma dinâmica página de Facebook, já se tornou numa referência para aqueles que procuram o que de mais estimulante se criar no mundo pop. O facto de não nos ter dado tempo para o convidar fala por si: o Davide é dos maiores melómanos que já tivemos o prazer de conhecer. A partir daqui as palavras são dele:
2003. Ano de primeiras escutas profissionais e de trabalho numa loja de discos. De The's como os Beatles. De afirmação do rock como força motriz da música de princípio de milénio. Do grime enquanto próxima grande cena. Dos Rapture enquanto primeiros cabeças de cartaz da DFA. De Outkast, Beyoncé ou Kelis enquanto símbolos de uma pop negra dançável, inteligente, íntegra e, no primeiro caso, genial como Prince. Ano de seca na música portuguesa em que o consenso da crítica patinou artisticamente num disco menor como é "Irmão do Meio". Dez anos é muito tempo e a memória para cá de Badajoz pouco mais retém que o EP de estreia dos X-Wife, o álbum dos Spaceboys e "A Ópera Mágica de um Cantor Maldito" chamado Fausto.
Os discos mais importantes de 2003 para Davide Pinheiro:
1. Outkast - Speakerboxx/Love Below
A canção da década está aqui num álbum que já anunciava a separação confirmada pela abstinência do nome Outkast pós-Idlewild. Um concentrado de música negra soul, R&B e hip-hop e talvez o melhor disco de música negra desde Prince e Michael Jackson.
2. The Postal Service - Give Up
Agora reeditado, Give Up é um prenúncio electropop que ganhou importância pela ausência de um sucessor. À distância de dez anos, está longe de ser uma obra-prima mas continua a soar fresco.
3. Dizzee Rascal - Boy in da Corner
Dizzee Rascal não mais voltou a ser tão pleno e urgente como em Boy In Da Corner mas juntamente com Mike Skinner (The Streets) anunciava uma cena nova inglesa que viria a manter-se actual até ao fim da década.
4. The Rapture - Echoes
A grande banda da DFA viria a ser a do patrão, James Murphy, mas ainda em 2003 ainda só havia um single dos LCD Soundsystem e o primeiro álbum a chamar a atenção para o ressurgimento punk funk foi Echoes dos Rapture.
5. The Kills - Keep On Your Mean Side
Num ano de The's, os Kills adaptaram o formato fadista ao rock'n'roll e captaram memórias dos blues e dos Velvet Underground num álbum poderoso de estreia.
6. Yeah Yeah Yeahs - Fever to Tell
Outro tiro certeiro à primeira. Num momento de grande efervescência no rock nova-iorquino, os Yeah Yeah Yeahs trouxeram de volta a explosão arty dos Blondie.
7. The Thrills - So Much For the City
A Califórnia vista da Irlanda e o single bronzeado de verão - "Big Sur". Prometiam muito mas apagaram-se e hoje quase ninguém os recorda.
8. The Mars Volta - De-Loused In Comatorium
A ressaca produtiva dos At The Drive-In num álbum em que os Mars Volta se distinguem pela fusão entre o excesso progressivo e sangue latino. O mesmo exotismo que fazia dos Jane's Addiction um ovni pré-grunge em Los Angeles.
9. Rufus Wainwright - Want One
O melhor álbum de Rufus Wainwright, capaz de fazer chorar as pedras da calçada. Arranjos grandes e operáticos para um disco opulento e de grande profundidade na escrita.
10. Beyoncé - Dangerously In Love
O princípio pós-Destiny's Child num disco que, além de bom, foi importante para infernizar preconceitos indie que lentamente se esbateram para uma noção de integridade despegada do género ou da projecção.
Etiquetas:
Beyonce,
Davide Pinheiro,
Dizzee Rascal,
Jukebox,
Outkast,
Rufus Wainwright,
The Kills,
The Mars Volta,
The Postal Service,
The Rapture,
The Thrills,
Yeah Yeah Yeahs
Subscrever:
Mensagens (Atom)


















