"London, quiet down I need to make a sound. New York, quiet down I need to make a sound. Kingston, quiet down I need to make a sound. Brazil, quiet down I need to make sound". Arranca assim "Bucky Done Gun" (saudades deste Diplo?), um dos singles mais fortes de Arular. Está tudo aqui: o grime londrino - que, na altura, ainda vivia tempo excitantes com Dizzee Rascal e The Streets em topo de forma -, o hip hop nova-iorquino, o dub de Kingston e o baile funk brasileiro. M.I.A., um O.V.N.I. que, encorajado por Peaches, criou um álbum cujos beats base feitos numa Roland MC-505 - uma artista de quarto antes da propagação da espécie? - e politicamente inspirada nos tempos difíceis que terá viveu no Sri Lanka - o título é inspirado num nome código político usado pelo pai de M.I.A.: Arul Pragasam. Do título às letras é, portanto, justo referir que Arular é tremendamente influenciado pelo pai. Mais tarde viria a dizer que a cena punk londrina também teve uma grande influência no disco: dos Clash a Malcolm McLaren. Muito de vez em quando lá vem um álbum como Arular, complexo, que começa na capa e termina muitos anos mais tarde. Já o podemos classificar como clássico?
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
quarta-feira, 27 de maio de 2015
O que aconteceu na semana de 25-05-2005?
Notícias:
- Queens of the Stone Age e Foo Fighters são confirmados no Festival Paredes de Coura;
- O Super Bock Super Rock traz Incubus, System of a Down, The Prodigy, The Hives, Moby, New Order, Marilyn Manson, Iggy Pop, Audioslave e Slayer ao Parque Tejo.
- É fechado o cartaz do Festival Ilha do Ermal, com nomes como Morbid Angel, Beck, Dizzee Rascal!, John Butler Trio e The Wailers.
- Bob Geldof confirma Live 8.
Disco da Semana:
Oasis - Don't Believe the Truth
Os Oasis de Don't Believe the Truth prolongam a memorabilia pop, citando por exemplo, os Beatles, os Kinks e os Velvet Underground. Contavam-se 10 anos desde (What's the Story) Morning Glory?, o último disco memorável da irmandade, e o 6º álbum de estúdio dos Gallagher pode não ser grande coisa, mas dá um passo na direcção que o último disco dos irmãos, Dig Out Your Soul, viria a cimentar: uma banda confortável no papel de quase veteranos. Embora o domínio de Noel seja claro, todos os elementos da formação da época 2004/2005 contribuíram com canções para a manutenção dos Oasis na Premier League britânica. Os Oasis voltariam, com Dig Out Your Soul, a ganhar o respeito entretanto perdido, editado três anos depois, para depois, por fim, terminarem como que dizendo: agora até já temos algum juízo, vamos seguir carreiras separadas e voltamos daqui a dez anos. Vai uma aposta?
Outors Álbuns Editados:
Four Tet - Everything Ecstatic
Smog - A River Ain't Too Much To Love
Stephen Malkmus - Face the Truth
Belle And Sebastian - If You're Feeling Sinister: Live at the Barbican
Citações com dez anos:
- "Só tenho uma irmã pelo que sempre olhei para ele como um irmão - é uma pena esta enorme falha de comunicação." (Damon Albarn, sobre o distanciamento de Graham Coxon)
- "Desde que desisti de ser um consumidor de drogas profissional, sou viciado em comprar coisas. Neste momento estou viciado em guitarras." (Noel Gallagher)
- "Estamos a trabalhar num novo álbum." (Pras Michel, baterista dos Fugees. O álbum nunca viria a ser editado)
- "Estamos naquele momento em que esperamos pelo resultado do exame. Quando recebes o resultado de um exame há uma sensação de alivio, mesmo que tenhas uma má nota." (Chris Martin, descrevendo a expectativa relativamente à recepção de "X&Y")
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domingo, 22 de março de 2015
[Semana 16-03-05] M.I.A. edita "Arular"
"London, quiet down I need to make a sound. New York, quiet down I need to make a sound. Kingston, quiet down I need to make a sound. Brazil, quiet down I need to make sound". Arranca assim "Bucky Done Gun" (saudades deste Diplo?), um dos singles mais fortes de Arular. Está tudo aqui: o grime londrino - que, na altura, ainda vivia tempo excitantes com Dizzee Rascal e The Streets em topo de forma -, o hip hop nova-iorquino, o dub de Kingston e o baile funk brasileiro.
M.I.A., um O.V.N.I. que, encorajado por Peaches, criou um álbum cujos beats base feitos numa Roland MC-505 - uma artista de quarto antes da propagação da espécie? - e politicamente inspirada nos tempos difíceis que terá viveu no Sri Lanka - o título é inspirado num nome código político usado pelo pai de M.I.A.: Arul Pragasam. Do título às letras é, portanto, justo referir que Arular é tremendamente influenciado pelo pai. Mais tarde viria a dizer que a cena punk londrina também teve uma grande influência no disco: dos Clash a Malcolm McLaren.
Muito de vez em quando lá vem um álbum como Arular, complexo, que começa na capa e termina muitos anos mais tarde. Já o podemos classificar como clássico?
terça-feira, 17 de março de 2015
O que aconteceu na semana de 16-03-2005?
Notícias:
- N*E*R*D chegam ao fim.
- Pixies são confirmados no Festival Paredes de Coura.
- Queens of the Stone Age actuam no Late Night with David Letterman.
Disco da Semana:
M.I.A. - Arular
"London, quiet down I need to make a sound. New York, quiet down I need to make a sound. Kingston, quiet down I need to make a sound. Brazil, quiet down I need to make sound". Arranca assim "Bucky Done Gun" (saudades deste Diplo?), um dos singles mais fortes de Arular. Está tudo aqui: o grime londrino - que, na altura, ainda vivia tempo excitantes com Dizzee Rascal e The Streets em topo de forma -, o hip hop nova-iorquino, o dub de Kingston e o baile funk brasileiro.
M.I.A., um O.V.N.I. que, encorajado por Peaches, criou um álbum cujos beats base feitos numa Roland MC-505 - uma artista de quarto antes da propagação da espécie? - e politicamente inspirada nos tempos difíceis que terá viveu no Sri Lanka - o título é inspirado num nome código político usado pelo pai de M.I.A.: Arul Pragasam. Do título às letras é, portanto, justo referir que Arular é tremendamente influenciado pelo pai. Mais tarde viria a dizer que a cena punk londrina também teve uma grande influência no disco: dos Clash a Malcolm McLaren.
Muito de vez em quando lá vem um álbum como Arular, complexo, que começa na capa e termina muitos anos mais tarde. Já o podemos classificar como clássico?
Outras edições:
- The Decemberists - Picaresque
- Ocean Colour Scene - A Hyperactive Workout for the Flying Squad
- Angels of Light - The Angels of Light Sing 'Other People'
Citações com dez anos:
- "Acho que o Gary [Lightbody] queria mais controlo e menos interferência. Agora, uma vez que ele passará a ser o único a contribuir para o material original da banda [os Snow Patrol] passarão a ser um projecto a solo." (Mark McCLeland, baixista dos Snow Patrol, depois de ter sido despedido da banda)
- “Trabalhar nos vídeos [dos Gorillaz] é muito intenso e leva cerca de 3 meses." (Damon Albarn)
- "Não olho para rótulos: vejo o rock como uma arte crua e que pertence às pessoas. mas que também pode ser misturada com poesia e política, assim como ser espiritual e revolucionário." (Patti Smith)
- "Podia ir para estúdio e escrever umas coisas novas, mas porquê fazer um álbum novo se não está ao nível dos Black Sabbath?" (Ozzy Osbourne)
Obituário:
Lyn Collins, voz que acompanhou James Brown nos anos 70, com 56 anos, vitima de Arritmia cardíaca. A sua voz foi samplada em "It Takes Two", o clássico hip hop de 1988 de Rob Base & DJ EZ.
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sexta-feira, 26 de dezembro de 2014
[Os melhores álbuns de 2004] 2º - The Streets - A Grand Don't Come For Free
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
[Os melhores álbuns de 2004] 7º - Dizzee Rascal - Showtime
Terá sido o canto do cisne do efémero grime. Showtime é o último bom disco do género que nasceu no East End londrino e que nos deu duas obras primas: A Grand Don't Come For Free dos Streets e Boy in the Corner. Mantém-se a produção caseira, com beats que são bits, 8 bits, mas que também são sons de consolas e outras pérolas que servem perfeitamente às letras narcisistas de Rascal. Não é tão bom como o antecessor, mas augurava um futuro que não se veio a cumprir.
domingo, 14 de setembro de 2014
[Semana 08-09-04] Dizzee Rascal edita "Showtime"
Terá sido o canto do cisne do efémero grime. Showtime é o último bom disco do género que nasceu no East End londrino e que nos deu duas obras primas: A Grand Don't Come For Free dos Streets e Boy in the Corner, o primeiro de Dizzee Rascal, o miúdo que, com apenas 19 anos, venceu o Mercury Prize. Mantém-se a produção caseira, com beats que são bits, 8 bits, mas que também são sons de consolas e outras pérolas que servem perfeitamente às letras narcisistas de Rascal. Não é tão bom como o antecessor, mas augurava um futuro que não se veio a cumprir. Hoje em dia, a frescura Dizzee Rascal anda perdida algures entre a naftalina de Robbie Williams e o mau gosto de Will I Am.
domingo, 1 de junho de 2014
[Semana 26-05-04] The Streets editam "A Grand Don't Come For Free"
Contas feitas, o grime foi um género de miúdos - os autores dos melhores discos do género, Dizzee Rascal e Mike Skinner, foram perdendo frescura com o passar dos anos. O primeiro continua a editar baixando a fasquia, álbum após álbum, o segundo fechou a loja em 2011, com o discreto Computers & Blues. A Grand Don't Come For Free, álbum conceptual que sucede o já excelente Original Pirate Material, balança-se entre a sorte e o azar, o jogo e o amor, o azar ao jogo, a sorte no amor, a sorte no jogo, o azar no amor, o azar no jogo, o azar no amor. Tudo muito bem arquitectado. Não há uma canção que soe deslocada e tudo soa a material clássico. Material original clássico.
sexta-feira, 21 de março de 2014
[Jukebox de há dez anos] MGDRV
Os discos mais importantes de 2004 para os MGDRV:
1. Mos Def - The New Danger
2. The Roots - Tipping Point
3. Sagespectro - Sagespectro
4. Kanye West - The College Dropout
5. The Streets - A Grand Don't Come For Free
6. Dizzee Rascal - Showtime
7. Aïr - Talkie Walkie
8. Humanos - Humanos
9. Pluto - Bom Dia
10. Prodigy - Always Outnumbered, Never Outgunned
domingo, 3 de novembro de 2013
[Semana 28-10-03] Basement Jaxx editam "Kish Kash"
Dez anos antes dos Disclosure recolherem algumas das mais elogiosas prosas de 2013, os Basement Jaxx reuniram nos mais de 50 minutos de Kish Kash convidados tão diversos como Lisa Kekaula (BellRays), Dizzee Rascal, Siouxsie Sioue e JC Chasez ('N Sync). Os dois primeiros são responsáveis por duas das grandes canções do álbum. "Good Luck" confirma que, dos BellRays a uma colaboração com Legendary Tigerman, Kekaula tem uma das mais incríveis vozes soul do século XXI. Dizzee Rascal, por seu lado, omnipresente e em grande forma, com esse clássico do hip hop britânico Boy in the Corner acabado de editar, dá continuidade ao momento-estado-de-graça na incrível "Lucky Star" - o hip hop deitado sobre uma impecável cama oriental. Siouxsie representa a ausência de fronteiras e JC Chasez uma vontade de atingir outros públicos. Infelizmente, o álbum perde alguma força no último terço, nada que o impeça de se tornar num dos grandes álbuns de música de dançar de 2003.
sábado, 26 de outubro de 2013
[Semana 21-10-03] Dizzee Rascal edita "Boy in the Corner"
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
[Jukebox de há dez anos] Trêsporcento
A moldura é a mesma há quatro anos. O que muda é o que está lá dentro, são os pormenores. O último "Quadro", acabado em 2012, confirma o rock de pinceladas indie, apromado com metáforas que por vezes começam no título das canções.
Os discos mais importantes de 2003 para os Trêsporcento:
1. The Postal Service - Give Up
2. Josh Rouse - 1972
3. The Strokes - Room on Fire
4. TV on the Radio - Young Liars EP
5. Kings of Leon - Youth and Young Manhood
6. Dizzee Rascal - Boy in the Corner
7. Belle & Sebastian - Dear Catastrophe Waitress
8. The Shins - Chutes Too Narrow
9. The Darkness - Permission to Land
10. Massive Attack - 100th Window
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terça-feira, 30 de julho de 2013
[Jukebox de há dez anos] Davide Pinheiro
É ingrato isto de tentar apresentar os convidados que já fizeram muito em meia dúzia de linhas. Davide Pinheiro começou a escrever sobre música há precisamente dez anos. O résumé inclui o Diário de Notícias, Disco Digital, PARQ Magazine, Vogue e uma actividade regular como DJ. Recentemente, lançou o blogue Mesa de Mistura que, apoiado por uma dinâmica página de Facebook, já se tornou numa referência para aqueles que procuram o que de mais estimulante se criar no mundo pop. O facto de não nos ter dado tempo para o convidar fala por si: o Davide é dos maiores melómanos que já tivemos o prazer de conhecer. A partir daqui as palavras são dele:
2003. Ano de primeiras escutas profissionais e de trabalho numa loja de discos. De The's como os Beatles. De afirmação do rock como força motriz da música de princípio de milénio. Do grime enquanto próxima grande cena. Dos Rapture enquanto primeiros cabeças de cartaz da DFA. De Outkast, Beyoncé ou Kelis enquanto símbolos de uma pop negra dançável, inteligente, íntegra e, no primeiro caso, genial como Prince. Ano de seca na música portuguesa em que o consenso da crítica patinou artisticamente num disco menor como é "Irmão do Meio". Dez anos é muito tempo e a memória para cá de Badajoz pouco mais retém que o EP de estreia dos X-Wife, o álbum dos Spaceboys e "A Ópera Mágica de um Cantor Maldito" chamado Fausto.
Os discos mais importantes de 2003 para Davide Pinheiro:
1. Outkast - Speakerboxx/Love Below
A canção da década está aqui num álbum que já anunciava a separação confirmada pela abstinência do nome Outkast pós-Idlewild. Um concentrado de música negra soul, R&B e hip-hop e talvez o melhor disco de música negra desde Prince e Michael Jackson.
2. The Postal Service - Give Up
Agora reeditado, Give Up é um prenúncio electropop que ganhou importância pela ausência de um sucessor. À distância de dez anos, está longe de ser uma obra-prima mas continua a soar fresco.
3. Dizzee Rascal - Boy in da Corner
Dizzee Rascal não mais voltou a ser tão pleno e urgente como em Boy In Da Corner mas juntamente com Mike Skinner (The Streets) anunciava uma cena nova inglesa que viria a manter-se actual até ao fim da década.
4. The Rapture - Echoes
A grande banda da DFA viria a ser a do patrão, James Murphy, mas ainda em 2003 ainda só havia um single dos LCD Soundsystem e o primeiro álbum a chamar a atenção para o ressurgimento punk funk foi Echoes dos Rapture.
5. The Kills - Keep On Your Mean Side
Num ano de The's, os Kills adaptaram o formato fadista ao rock'n'roll e captaram memórias dos blues e dos Velvet Underground num álbum poderoso de estreia.
6. Yeah Yeah Yeahs - Fever to Tell
Outro tiro certeiro à primeira. Num momento de grande efervescência no rock nova-iorquino, os Yeah Yeah Yeahs trouxeram de volta a explosão arty dos Blondie.
7. The Thrills - So Much For the City
A Califórnia vista da Irlanda e o single bronzeado de verão - "Big Sur". Prometiam muito mas apagaram-se e hoje quase ninguém os recorda.
8. The Mars Volta - De-Loused In Comatorium
A ressaca produtiva dos At The Drive-In num álbum em que os Mars Volta se distinguem pela fusão entre o excesso progressivo e sangue latino. O mesmo exotismo que fazia dos Jane's Addiction um ovni pré-grunge em Los Angeles.
9. Rufus Wainwright - Want One
O melhor álbum de Rufus Wainwright, capaz de fazer chorar as pedras da calçada. Arranjos grandes e operáticos para um disco opulento e de grande profundidade na escrita.
10. Beyoncé - Dangerously In Love
O princípio pós-Destiny's Child num disco que, além de bom, foi importante para infernizar preconceitos indie que lentamente se esbateram para uma noção de integridade despegada do género ou da projecção.
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sexta-feira, 7 de junho de 2013
[Canções que têm dez anos] Dizzee Rascal - Fix Up, Look Sharp
Há um sample que acompanha os mais de 180 segundos de "Fix Up, Look Sharp", a sexta canção de Boy in the Corner, o primeiro e melhor álbum de Dizzee Rascal. A canção samplada é "The Big Beat", a primeira do álbum de estreia dos Billy Squier The Tale of the Tape. Rock de estádio, portanto. Uma sonoridade extremamente datada, mas que o toque de Midas de Dizzee Rascal, na altura um puto que acabava de atingir a maioridade, faz soar cool.
A certa altura Rascal dispara "being a celebrity don't mean shit to me. Fuck the glitz and glamour". Irónico, o miúdo já não é um miúdo e, dez anos depois, vende-se com colaborações duvidosas com a malta tão sem glamour como Calvin Harris, Jessie J, Tiesto e Robbie Williams. O que ouvimos no final do vídeo, a partir dos 2:51, é a extraordinária "Stop Dat", a segunda faixa de um clássico instantâneo. Saudades.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
[Semana 03-06-03] Audio Bullys editam "Ego War"
Bastou voltar a ouvir Boy in the Corner, o magnífico álbum de estreia de Dizzee Rascal, e os dois pimeiros discos de Mike "The Streets" Skinner para colocar Ego War no seu devido lugar. Em 2003, o grime, a cena criada por dois miúdos, dominava as pistas de dança. A certa altura surgiu a necessidade de separar o trigo do joio, mas nem assim os Audio Bullys conseguiram passar ao lado - em 2005 chegaram mesmo a tocar o mainstream com uma versão de "Bang Bang (My Baby Shot Me Down)", de Nancy Sinatra.
Ego War não está claramente ao nível do melhor do género, vence antes pela forma descontraída com que Simon Franks e Tom Dinsdale seguem as pegadas que deixavam East London. É o reflexo de dois miúdos a brincar com os computadores que os papás lhes deram para trabalhar e a regarem as suas letras com álcool e a apimentá-la com miúdas. O resultado é eufórico e entusiasmante a espaços, mas desequilibrado.
Dez anos depois, Mike Skinner arrumou o microfone e Dizzee Rascal desistiu de ser o mais talentoso rapper da década dos zeros. Os Audio Bullys não dão notícias há três anos, quando editaram Higher Than the Eiffel. O grime já era.
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