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sábado, 26 de outubro de 2013

[Semana 21-10-03] Dizzee Rascal edita "Boy in the Corner"


“Existem dois discos fundamentais para compreender o hip hop britânico da década dos zeros. O primeiro é este Boy in the Corner, de Dizzee Rascal; o outro é A Grand Don’t Come for Free deThe Streets, editado quase um ano depois. Ms. Dynamite, Wiley e Audio Bullys também tiveram a sua quota de responsabilidade na ascensão do subgénero nascido no East End londrino. Os beats caseiros – diz-se que Rascal chegou a usar uma Playstation 2 – aliados à capacidade de contar histórias, histórias de bairro, de violência, de drogas, resultam num O.V.N.I. criado por um puto de 19 anos que na altura tinha como álbum favorito In Utero dos Nirvana.” 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

[Semana 03-06-03] Audio Bullys editam "Ego War"



Bastou voltar a ouvir Boy in the Corner, o magnífico álbum de estreia de Dizzee Rascal, e os dois pimeiros discos de Mike "The Streets" Skinner para colocar Ego War no seu devido lugar.  Em 2003, o grime, a cena criada por dois miúdos, dominava as pistas de dança. A certa altura surgiu a necessidade de separar o trigo do joio, mas nem assim os Audio Bullys conseguiram passar ao lado - em 2005 chegaram mesmo a tocar o mainstream com uma versão de "Bang Bang (My Baby Shot Me Down)", de Nancy Sinatra.

Ego War não está claramente ao nível do melhor do género, vence antes pela forma descontraída com que Simon Franks e Tom Dinsdale seguem as pegadas que deixavam East London. É o reflexo de dois miúdos a brincar com os computadores que os papás lhes deram para trabalhar e a regarem as suas letras com álcool e a apimentá-la com miúdas. O resultado é eufórico e entusiasmante a espaços, mas desequilibrado. 

Dez anos depois, Mike Skinner arrumou o microfone e Dizzee Rascal desistiu de ser o mais talentoso rapper da década dos zeros. Os Audio Bullys não dão notícias há três anos, quando editaram Higher Than the Eiffel. O grime já era.