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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

[Os melhores álbuns de 2005] 1º - M.I.A. - Arular


"London, quiet down I need to make a sound. New York, quiet down I need to make a sound. Kingston, quiet down I need to make a sound. Brazil, quiet down I need to make sound". Arranca assim "Bucky Done Gun" (saudades deste Diplo?), um dos singles mais fortes de Arular. Está tudo aqui: o grime londrino - que, na altura, ainda vivia tempo excitantes com Dizzee Rascal e The Streets em topo de forma -, o hip hop nova-iorquino, o dub de Kingston e o baile funk brasileiro. M.I.A., um O.V.N.I. que, encorajado por Peaches, criou um álbum cujos beats base feitos numa Roland MC-505 - uma artista de quarto antes da propagação da espécie? - e politicamente inspirada nos tempos difíceis que terá viveu no Sri Lanka - o título é inspirado num nome código político usado pelo pai de M.I.A.: Arul Pragasam. Do título às letras é, portanto, justo referir que Arular é tremendamente influenciado pelo pai. Mais tarde viria a dizer que a cena punk londrina também teve uma grande influência no disco: dos Clash a Malcolm McLaren. Muito de vez em quando lá vem um álbum como Arular, complexo, que começa na capa e termina muitos anos mais tarde. Já o podemos classificar como clássico?

domingo, 22 de março de 2015

[Semana 16-03-05] M.I.A. edita "Arular"


"London, quiet down I need to make a sound. New York, quiet down I need to make a sound. Kingston, quiet down I need to make a sound. Brazil, quiet down I need to make sound". Arranca assim "Bucky Done Gun" (saudades deste Diplo?), um dos singles mais fortes de Arular. Está tudo aqui: o grime londrino - que, na altura, ainda vivia tempo excitantes com Dizzee Rascal e The Streets em topo de forma -, o hip hop nova-iorquino, o dub de Kingston e o baile funk brasileiro. 

M.I.A., um O.V.N.I. que, encorajado por Peaches, criou um álbum cujos beats base feitos numa Roland MC-505 - uma artista de quarto antes da propagação da espécie? - e politicamente inspirada nos tempos difíceis que terá viveu no Sri Lanka - o título é inspirado num nome código político usado pelo pai de M.I.A.: Arul Pragasam. Do título às letras é, portanto, justo referir que Arular é tremendamente influenciado pelo pai. Mais tarde viria a dizer que a cena punk londrina também teve uma grande influência no disco: dos Clash a Malcolm McLaren. 

Muito de vez em quando lá vem um álbum como Arular, complexo, que começa na capa e termina muitos anos mais tarde. Já o podemos classificar como clássico?


terça-feira, 17 de março de 2015

O que aconteceu na semana de 16-03-2005?


Notícias:

- N*E*R*D chegam ao fim.

- Pixies são confirmados no Festival Paredes de Coura.

- Queens of the Stone Age actuam no Late Night with David Letterman.



Disco da Semana: 

M.I.A. - Arular

"London, quiet down I need to make a sound. New York, quiet down I need to make a sound. Kingston, quiet down I need to make a sound. Brazil, quiet down I need to make sound". Arranca assim "Bucky Done Gun" (saudades deste Diplo?), um dos singles mais fortes de Arular. Está tudo aqui: o grime londrino - que, na altura, ainda vivia tempo excitantes com Dizzee Rascal e The Streets em topo de forma -, o hip hop nova-iorquino, o dub de Kingston e o baile funk brasileiro. 

M.I.A., um O.V.N.I. que, encorajado por Peaches, criou um álbum cujos beats base feitos numa Roland MC-505 - uma artista de quarto antes da propagação da espécie? - e politicamente inspirada nos tempos difíceis que terá viveu no Sri Lanka - o título é inspirado num nome código político usado pelo pai de M.I.A.: Arul Pragasam. Do título às letras é, portanto, justo referir que Arular é tremendamente influenciado pelo pai. Mais tarde viria a dizer que a cena punk londrina também teve uma grande influência no disco: dos Clash a Malcolm McLaren. 

Muito de vez em quando lá vem um álbum como Arular, complexo, que começa na capa e termina muitos anos mais tarde. Já o podemos classificar como clássico?



Outras edições:

- The Decemberists - Picaresque
- Ocean Colour Scene - A Hyperactive Workout for the Flying Squad
- Angels of Light - The Angels of Light Sing 'Other People'

Citações com dez anos: 

-  "Acho que o Gary [Lightbody] queria mais controlo e menos interferência. Agora, uma vez que ele passará a ser o único a contribuir para o material original da banda [os Snow Patrol] passarão a ser um projecto a solo." (Mark McCLeland, baixista dos Snow Patrol, depois de ter sido despedido da banda)

- “Trabalhar nos vídeos [dos Gorillaz] é muito intenso e leva cerca de 3 meses." (Damon Albarn)

- "Não olho para rótulos: vejo o rock como uma arte crua e que pertence às pessoas. mas que também pode ser misturada com poesia e política, assim como ser espiritual e revolucionário." (Patti Smith)


- "Podia ir para estúdio e escrever umas coisas novas, mas porquê fazer um álbum novo se não está ao nível dos Black Sabbath?" (Ozzy Osbourne)

Obituário: 

Lyn Collins, voz que acompanhou James Brown nos anos 70, com 56 anos, vitima de Arritmia cardíaca. A sua voz foi samplada em "It Takes Two", o clássico hip hop de 1988 de Rob Base & DJ EZ.

domingo, 2 de março de 2014

[Semana 17-02-04] The Ponys editam "Laced with Romance"


Os miúdos não sabiam bem no que se estavam a meter. Afinal de contas, isto era só o bom e velho rock 'n' roll que eles adoravam. Uma forma de homenagear os seus heróis (Stones, The Cure, The Clash), um disco sem gorduras, sem "baladuchas" chatas, um registo sujo, gravado na garagem dos pais. Ano e meio depois, desafiados a gravar um segundo disco chegaram a invocar a palavra exaustão. O último registo é um EP e data já de 2010. Se tivermos em conta que Mick Jagger e Robert Smith ainda aí andam, lá devem ter chegado à conclusão: isto não é para todos.