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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

[Os melhores álbuns de 2005] 13º - The Bravery - The Bravery


Na mesma semana de novo álbum dos New Order, a estreia dos Bravery, eles que curiosamente pegam em alguns dos ensinamentos da banda de Manchester. Também envolveram-se numa guerra de palavras com os Killers - outros obreiros dessa causa que é o revivalismo 80s, com canções recheadas a sintetizadores e um vocalista cuja voz se confunde facilmente com a de Robert Smith dos Cure. Depois disto, tantos os Bravery como os New Order, por motivos distintos, haveriam de cair no esquecimento. 

terça-feira, 8 de julho de 2014

[Semana 30-06-04] The Cure editam "The Cure"


Em 2004, ao 12º disco de estúdio, os The Cure chegam ao inevitável homónimo. Mantendo a tradição estabelecida desde 1992, a banda de Robert Smith edita mais um álbum em ano de campeonato europeu de futebol e fá-lo com uma vitalidade que parecia perdida em Inglaterra 96. “The Cure” é claustrofóbico, desesperado, nervoso – atributos que poderão ser associados à escolha do produtor Ross Robinson – que trabalhou, por exemplo, com os caóticos Slipknot.


domingo, 2 de março de 2014

[Semana 17-02-04] The Ponys editam "Laced with Romance"


Os miúdos não sabiam bem no que se estavam a meter. Afinal de contas, isto era só o bom e velho rock 'n' roll que eles adoravam. Uma forma de homenagear os seus heróis (Stones, The Cure, The Clash), um disco sem gorduras, sem "baladuchas" chatas, um registo sujo, gravado na garagem dos pais. Ano e meio depois, desafiados a gravar um segundo disco chegaram a invocar a palavra exaustão. O último registo é um EP e data já de 2010. Se tivermos em conta que Mick Jagger e Robert Smith ainda aí andam, lá devem ter chegado à conclusão: isto não é para todos.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

[Semana 09-09-03] The Rapture editam "Echoes"


Injustamente alcunhados de Disco Strokes - as similaridades com a banda de Julian Casablancas ficam-se pelos primeiros cinco segundos de "Sister Savior", os que nos lembram "Take It or Leave It" -, ao segundo álbum os Rapture pilham influências pós-punk (por ordem alfabética: Gang of Four, PiL, The Cure), provocam suor funk e, citando de forma livre Todd Hutlock da Stylus Magazine, de volta e meia dão ordem de soltura a "uma puta de uma cow bell" - aqui, grandes responsabilidades na forma como "House of Jealous Lovers" atingiu o estatuto de clássico. E isto leva-nos a outra afirmação injusta, mas que se popularizou dois anos depois, com a estreia discográfica dos LCD Soundsystem: os Rapture tornaram-se na outra banda da DFA.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

[Semana 19-05-03] Tricky edita "Vulnerable

"Chama-se «Vulnerable» porque é o meu álbum mais aberto e honesto. Já não me estou a tentar esconder - agora poderão olhar para o meu verdadeiro eu." 

Pode estar nesta primeira citação do próprio Tricky a justificação para a escolha de uma voz desconhecida como a de Constanza Francavilla - fã que ofereceu os seus serviços, num concerto em Itália, através de uma demo produzida pela própria. Nestas questões, pouca coisa será mais vulnerável que uma artista sem experiência profissional, pouco habituada ao ritmo da "industria", nada habituada ao frenezim de uma digressão.

Em 2003, a cena de Bristol é cada vez menos relevante - os Portishead estão no hiato que nos faria esperar mais meia-dúzia de anos, os Massive Attack picam o ponto e Tricky é um deserto criativo desde esse clássico absoluto que é Maxinquaye. Para trás ficara essa obra-prima do trip-hop a que a saudosa Martina Topley-Bird havia emprestado a voz. E é aqui que reside a grande diferença de Maxinquaye para este Vulnerable: a voz.

De resto, os defeitos e virtudes do sétimo álbum do ex-Massive Attack estará na forma como o ouvinte o quiser interpretar. Do ponto de vista técnico, Vulnerable é um tremendo falhanço - é banal, pouco arrojado, fraco. Do ponto de vista conceptual é precisamente aquilo que Tricky dizia estar à procura - aberto, honesto... vulnerável.

Dez anos depois já nos esquecemos dos covers de "Dear God" (XTC) e "The Love Cats" (The Cure). Dez anos depois, vemos Tricky a reproduzir em palco Maxinquaye, com Martina Topley-Bird. Dez anos depois, vimo-lo durante dez minutos a atacar uma versão de "Ace of Spades" (Motorhead) no Optimus Alive 2012.