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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

[Semana 10-08-05] Field Music editam "Field Music"


A crítica colou a estreia homónima dos Field Music à dos Futureheads e Maximo Park - comparações fáceis tendo em conta que um dos elementos da banda seria um ex-Futureheads e o baterista dividia-se entre o grupo e os Maximo Park. Mas a cabeça dos Field Music andava nos anos 60, das harmonias dos Beach Boys e algumas referências beatlescas. As referências mais recentes andavam na juventude encontrada dos Wilco e a pop perfeitinha de uns Magic Numbers ou The Shins. Importa reter que Field Music é uma das boas estreias de 2005 e se afasta do som tributo aos Gang of Four que dominava a cena britânica.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

[Os melhores álbuns de 2004] 18º - A.C. Newman - The Slow Wonder


Carreira a solo após carreira a solo, os The New Pornographers têm vindo a provar que, embora também valha a pena, o todo não supera a soma das partes. Ainda antes de Dan Bejar editar o seu melhor disco como Destroyer, Kaputt, A.C. Newman lançou um magnifico disco que a geração The O.C. abraçou e que tem como grande inspiração outro magnífico álbum pop, Chutes Too Narrow dos Shins.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

[Semana 16-06-04] A.C. Newman edita "The Slow Wonder"


Carreira a solo após carreira a solo, os The New Pornographers têm vindo a provar que, embora também valha a pena, o todo não supera a soma das partes. Ou seja, há na banda de "Moves" demasiado talento para que tudo fique concentrado num só projecto. Ainda antes de Dan Bejar editar o seu melhor disco como Destroyer, o último, já de 2011, Kaputt, A.C. Newman lançou um magnifico disco que a geração The O.C. abraçou e que tem como grande inspiração noutro magnífico álbum pop, Chutes Too Narrow dos Shins. 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

[Jukebox de há dez anos] Trêsporcento


A moldura é a mesma há quatro anos. O que muda é o que está lá dentro, são os pormenores. O último "Quadro", acabado em 2012, confirma o rock de pinceladas indie, apromado com metáforas que por vezes começam no título das canções. 

Os discos mais importantes de 2003 para os Trêsporcento:

1. The Postal Service - Give Up


2. Josh Rouse - 1972


3. The Strokes - Room on Fire


4. TV on the Radio - Young Liars EP


5. Kings of Leon - Youth and Young Manhood


6. Dizzee Rascal - Boy in the Corner


7. Belle & Sebastian - Dear Catastrophe Waitress


8. The Shins  - Chutes Too Narrow 


9. The Darkness - Permission to Land


10. Massive Attack - 100th Window

quarta-feira, 24 de julho de 2013

[Jukebox de há dez anos] peixe:avião


Depois de Madrugada - o segundo álbum e a palavra portuguesa favorita de Saul Williams -, há novo material a caminho, sendo o regresso é antecipado pelo single" Avesso". Mas os peixe:avião já não são só as canções. Há dois anos criaram a PAD - "colectivo de Artistas (...) [com a] missão de criar uma comunidade de artistas pautada por coerência estética e qualidade, cujas carreiras possam ser potenciadas de forma profissional." 

Os discos mais importantes de 2003 para os peixe:avião:

1. Broadcast - Haha Sound


2. Yo La Tengo - Summer Sun


3. The Shins - Chutes Too Narrow


4. Cat Power - You Are Free


5. The Postal Service - Give Up


6. Four Tet - Rounds


7. Broken Social Scene - You Got it in People


8. Manitoba - Up in flames


9. Sufjan Stevens - Michigan


10. The Sea and Cake - One Bedroom


quarta-feira, 19 de junho de 2013

[Jukebox de há dez anos] noiserv


Diz-nos noiserv que está a preparar o regresso aos álbuns marcado para Outubro: É engraçado que foi mais ou menos há dez anos que comecei a escrever as canções que mais tarde, 2004, fariam nascer o projecto noiserv. Em termos de discos, muita coisa ouvia na altura, destacando o que mais vezes se repetia na minha cabeça, e muitos deles até aos dias de hoje. 

1. Explosions in the Sky - The Earth Is Not a Cold Dead Place


2. Radiohead - Hail to the Thief


3. Cat Power - You Are Free


4. Mogwai – Happy Songs for Happy People


5. The Decemberists - Castaways e Cutouts


6. Blur - Think Tank


7. Josh Rouse - 1972


8. The Shins – Chutes too Narrow


9. The Strokes – Room on Fire


10. Massive Attack - 100th Window


sexta-feira, 14 de junho de 2013

[Jukebox de há dez anos] Birds Are Indie


Diz-nos a página oficial de Facebook: Birds Are Indie is a duo, a boy anda girl that fell in love 14 years ago. None of them knows particularly well how to sing and play. However singing and playing seems to do them well." Resta apenas dizer que os concertos têm surgido um pouco por todo o lado, do Algarve a Madrid e que podem ouvir How Music Fits Our Silence gratuitamente no Bandcamp oficial do duo.

Os dez discos mais importantes de 2003 para os Birds Are Indie


1. Cat Power - You Are Free: 


Joana Corker: Esta menina já tinha uma boa carreira para trás, mas só em 2003 é que lhe prestei real atenção, graças a este disco. Só conhecia uma música do disco, mas o artwork levou-me a comprá-lo.

2. The Clientele - The Violet Hour


Ambos: Gostamos muito da voz do Alasdair MacLean e da forma como nas gravações a carrega de reverb, o que se adequa muito bem ao ambiente deste disco em particular.

3. The Postal Service - Give Up


Joana Corker: Uma cópia em CD-R deste álbum esteve no meu carro durante anos e nunca me cansei de o ouvir. E isso já diz bastante...

4. d3ö - SixPackTrack 


Ambos: É uma das bandas de Coimbra que mais admiramos. Vimos uma série de concertos deles e são desconcertantes pela entrega, descontracção, bom humor e forma como interagem uns com os outros e com o público. Este foi o primeiro de uma trilogia de EPs de que muito gostamos.

5. The Shins - Chutes Too Narrow


Ambos: A primeira vez que ouvimos este disco foi numa festa, em casa de um amigo. Ficámos simultaneamente com as sobrancelhas para cima e olhámos um para o outro, como quem pergunta: "O que é isto?...". Foi  fácil obter a resposta e poucos dias depois o disco já rodava no nosso rádio.

6. Yeah Yeah Yeahs - Fever To Tell


Ambos: Esta banda foi uma das que apareceu numa espécie de boom do rock no início da década, com especial foque em Nova Iorque. Os Yeah Yeah Yeahs destacaram-se pela sua formação pouco convencional (sem baixo) e pela voz singular da Karen O que, ao vivo, é "contagiantemente" enérgica. 

7. Belle & Sebastian - Dear Catastrophe Waitress


Ambos: Estes escoceses são uma das bandas que mais gostamos porque, para além das canções em si, desenvolvem uma relação muito próxima com quem os segue, preocupam-se muito com o design e o artwork e, ouvindo a discografia completa, percebe-se passo a passo a sua evolução natural enquanto músicos, desde a quase total inocência até à afirmação em estúdio.

8. Calexico - Feast of Wire


Ricardo Jerónimo: Em Coimbra há um edifício chamado Casa da Cultura que tem uma fonoteca onde é possível requisitar CDs e levá-los para casa durante uma semana. Em 2003 trouxe de lá este disco, porque tinha lido algures uma boa crítica ao mesmo. Foi o meu primeiro contacto com os Calexico, que depois fiz por conhecer mais a fundo, algo que vai culminar com o concerto que vamos ver este ano em Paredes de Coura.

9. Sun Kill Moon - Ghosts of the Great Highway


Ambos: Depois do fim dos Red House Painters, o Mark Kozelek começou uma série compulsiva de discos a solo que, apesar do seu brilhantismo enquanto guitarrista, letrista e vocalista, não nos enchem tanto as medidas. Os Sun Kil Moon, que no fundo eram quase os Red House Painters, mas com outro nome, levaram-nos de novo para o contexto que mais gostamos do Mark Kozelek.

10. The Coral - Magic and Medicine


Ricardo Jerónimo: É um disco que ouvi vezes e vezes sem conta no meu primeiro trabalho. Uma vez li que o Noel Gallagher disse que os The Coral eram a melhor banda do mundo, depois dos Oasis. Mas eu, apesar de gostar bastante deste disco, não concordo com nenhuma das coisas...

segunda-feira, 27 de maio de 2013

[Jukebox de há dez anos] The Weatherman


Já é o terceiro capítulo de uma certeira discografia (podem ouvir os outros dois aqui e aqui), mas só agora The Weatherman se sentiu à vontade para lhe dar um título homónimo. Há dez anos The Weatherman não existia, mas podia e devia existir. É o trabalho de alguém que foca o passado, mas sem deixar de piscar o olho ao futuro. Em 2003 já olhava de esguelha para o presente, o da altura.

Os dez discos mais importantes de 2003 para The Weatherman: 


1. Josh Rouse - 1972


Um disco pejado de grandes canções que ficaram para sempre. Grandes melodias, arranjos soberbos, é tudo perfeito. É uma pena que os discos posteriores não tenham chegado aos calcanhares deste. É um daqueles discos em que vemos a nossa vida a acontecer diante dos nossos olhos, reconforta-nos perante o passado e encoraja-nos a olhar o futuro de frente. Ainda hoje me emociono quando o oiço.

2. The Thrills - So Much For The City 


Ouvi este disco vezes sem conta e é uma pena que não tenham conseguido igualá-lo nos discos posteriores. É uma pérola pop intemporal, recheada de grandes canções. Ficou para sempre. É um ícone da melhor pop alguma vez feita.

3. Black Rebel Motorcycle Club - Take Them On, On Your Own


Um dos meus discos preferidos de rock'n roll. Em termos de rock pós-ano 2000, para mim, bate aos pontos qualquer coisa dos Strokes ou dos White Stripes.

4. The Beatles - Let It Be... Naked


O remexer do baú é sempre questionável, e este disco, apesar de trazer todas aquelas canções com um som mais límpido e cru, pareceu-me não assim tão necessário. Não me fez particularmente gostar mais das canções, apesar de reconhecer que, no geral, saíram beneficiadas. Mas um novo disco dos Beatles é sempre um acontecimento.

5. Sufjan Stevens - Greetings from Michigan: The Great Lake State


Foi através deste disco que tomei contacto com o Sufjan Stevens. Surpreendeu-me tanto haver alguém a fazer este tipo de melodias que me tornei fã incondicional, além de se ter tornado uma grande influência. Vi-o ao vivo alguns anos mais tarde.


6. Radiohead - Hail to the Thief


Foi-me oferecido como prenda de anos na altura. A minha relação com Radiohead nunca foi pacífica, mas foi com este álbum que fiz as pazes, talvez por ser o mais equilibrado de todos, e por terem voltado às boas canções.

7. The Shins - Chutes Too Narrow


Palavras para quê? São os The Shins, aqui em grande forma.

8. Lisa Germano - Lullaby for liquid pigs 


Recordo-me de a ter visto em concerto, em 2006. Lembro-me particularmente de uma música dedicada ao Jeff Buckley de ir às lágrimas.  Foi tão bom que fui logo ouvir os discos. Este é muito bom, absolutamente fantasmagórico.

9. The Clientele - The Violet Hour


As melodias e a voz cativaram-me desde logo. Lembro-me que vieram tocar ao Porto, ao Meu Mercedes [É Maior Que O Teu], e não me consigo lembrar por que razão não fui ver. E isso traz-me um sabor amargo.

10. The Go-Betweens - Bright Yellow Bright Orange


Deste disco lembro-me que me marcou especialmente pela qualidade das letras, uma escrita de canções muito inteligente.