A crítica colou a estreia homónima dos Field Music à dos Futureheads e Maximo Park - comparações fáceis tendo em conta que um dos elementos da banda seria um ex-Futureheads e o baterista dividia-se entre o grupo e os Maximo Park. Mas a cabeça dos Field Music andava nos anos 60, das harmonias dos Beach Boys e algumas referências beatlescas. As referências mais recentes andavam na juventude encontrada dos Wilco e a pop perfeitinha de uns Magic Numbers ou The Shins. Importa reter que Field Music é uma das boas estreias de 2005 e se afasta do som tributo aos Gang of Four que dominava a cena britânica.
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segunda-feira, 17 de agosto de 2015
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
[Os melhores álbuns de 2004] 18º - A.C. Newman - The Slow Wonder
Carreira a solo após carreira a solo, os The New Pornographers têm vindo a provar que, embora também valha a pena, o todo não supera a soma das partes. Ainda antes de Dan Bejar editar o seu melhor disco como Destroyer, Kaputt, A.C. Newman lançou um magnifico disco que a geração The O.C. abraçou e que tem como grande inspiração outro magnífico álbum pop, Chutes Too Narrow dos Shins.
segunda-feira, 16 de junho de 2014
[Semana 16-06-04] A.C. Newman edita "The Slow Wonder"
Carreira a solo após carreira a solo, os The New Pornographers têm vindo a provar que, embora também valha a pena, o todo não supera a soma das partes. Ou seja, há na banda de "Moves" demasiado talento para que tudo fique concentrado num só projecto. Ainda antes de Dan Bejar editar o seu melhor disco como Destroyer, o último, já de 2011, Kaputt, A.C. Newman lançou um magnifico disco que a geração The O.C. abraçou e que tem como grande inspiração noutro magnífico álbum pop, Chutes Too Narrow dos Shins.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
[Jukebox de há dez anos] Trêsporcento
A moldura é a mesma há quatro anos. O que muda é o que está lá dentro, são os pormenores. O último "Quadro", acabado em 2012, confirma o rock de pinceladas indie, apromado com metáforas que por vezes começam no título das canções.
Os discos mais importantes de 2003 para os Trêsporcento:
1. The Postal Service - Give Up
2. Josh Rouse - 1972
3. The Strokes - Room on Fire
4. TV on the Radio - Young Liars EP
5. Kings of Leon - Youth and Young Manhood
6. Dizzee Rascal - Boy in the Corner
7. Belle & Sebastian - Dear Catastrophe Waitress
8. The Shins - Chutes Too Narrow
9. The Darkness - Permission to Land
10. Massive Attack - 100th Window
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quarta-feira, 24 de julho de 2013
[Jukebox de há dez anos] peixe:avião
Depois de Madrugada - o segundo álbum e a palavra portuguesa favorita de Saul Williams -, há novo material a caminho, sendo o regresso é antecipado pelo single" Avesso". Mas os peixe:avião já não são só as canções. Há dois anos criaram a PAD - "colectivo de Artistas (...) [com a] missão de criar uma comunidade de artistas pautada por coerência estética e qualidade, cujas carreiras possam ser potenciadas de forma profissional."
Os discos mais importantes de 2003 para os peixe:avião:
1. Broadcast - Haha Sound
2. Yo La Tengo - Summer Sun
3. The Shins - Chutes Too Narrow
4. Cat Power - You Are Free
5. The Postal Service - Give Up
6. Four Tet - Rounds
7. Broken Social Scene - You Got it in People
8. Manitoba - Up in flames
9. Sufjan Stevens - Michigan
10. The Sea and Cake - One Bedroom
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quarta-feira, 19 de junho de 2013
[Jukebox de há dez anos] noiserv
Diz-nos noiserv que está a preparar o regresso aos álbuns marcado para Outubro: É engraçado que foi mais ou menos há dez anos que comecei a escrever as canções que mais tarde, 2004, fariam nascer o projecto noiserv. Em termos de discos, muita coisa ouvia na altura, destacando o que mais vezes se repetia na minha cabeça, e muitos deles até aos dias de hoje.
1. Explosions in the Sky - The Earth Is Not a Cold Dead Place
2. Radiohead - Hail to the Thief
3. Cat Power - You Are Free
4. Mogwai – Happy Songs for Happy People
5. The Decemberists - Castaways e Cutouts
6. Blur - Think Tank
7. Josh Rouse - 1972
8. The Shins – Chutes too Narrow
9. The Strokes – Room on Fire
10. Massive Attack - 100th Window
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sexta-feira, 14 de junho de 2013
[Jukebox de há dez anos] Birds Are Indie
Os dez discos mais importantes de 2003 para os Birds Are Indie
1. Cat Power - You Are Free:
Joana Corker: Esta menina já tinha uma boa carreira para trás, mas só em 2003 é que lhe prestei real atenção, graças a este disco. Só conhecia uma música do disco, mas o artwork levou-me a comprá-lo.
2. The Clientele - The Violet Hour
Ambos: Gostamos muito da voz do Alasdair MacLean e da forma como nas gravações a carrega de reverb, o que se adequa muito bem ao ambiente deste disco em particular.
3. The Postal Service - Give Up
Joana Corker: Uma cópia em CD-R deste álbum esteve no meu carro durante anos e nunca me cansei de o ouvir. E isso já diz bastante...
4. d3ö - SixPackTrack
Ambos: É uma das bandas de Coimbra que mais admiramos. Vimos uma série de concertos deles e são desconcertantes pela entrega, descontracção, bom humor e forma como interagem uns com os outros e com o público. Este foi o primeiro de uma trilogia de EPs de que muito gostamos.
5. The Shins - Chutes Too Narrow
Ambos: A primeira vez que ouvimos este disco foi numa festa, em casa de um amigo. Ficámos simultaneamente com as sobrancelhas para cima e olhámos um para o outro, como quem pergunta: "O que é isto?...". Foi fácil obter a resposta e poucos dias depois o disco já rodava no nosso rádio.
6. Yeah Yeah Yeahs - Fever To Tell
Ambos: Esta banda foi uma das que apareceu numa espécie de boom do rock no início da década, com especial foque em Nova Iorque. Os Yeah Yeah Yeahs destacaram-se pela sua formação pouco convencional (sem baixo) e pela voz singular da Karen O que, ao vivo, é "contagiantemente" enérgica.
7. Belle & Sebastian - Dear Catastrophe Waitress
Ambos: Estes escoceses são uma das bandas que mais gostamos porque, para além das canções em si, desenvolvem uma relação muito próxima com quem os segue, preocupam-se muito com o design e o artwork e, ouvindo a discografia completa, percebe-se passo a passo a sua evolução natural enquanto músicos, desde a quase total inocência até à afirmação em estúdio.
8. Calexico - Feast of Wire
Ricardo Jerónimo: Em Coimbra há um edifício chamado Casa da Cultura que tem uma fonoteca onde é possível requisitar CDs e levá-los para casa durante uma semana. Em 2003 trouxe de lá este disco, porque tinha lido algures uma boa crítica ao mesmo. Foi o meu primeiro contacto com os Calexico, que depois fiz por conhecer mais a fundo, algo que vai culminar com o concerto que vamos ver este ano em Paredes de Coura.
9. Sun Kill Moon - Ghosts of the Great Highway
Ambos: Depois do fim dos Red House Painters, o Mark Kozelek começou uma série compulsiva de discos a solo que, apesar do seu brilhantismo enquanto guitarrista, letrista e vocalista, não nos enchem tanto as medidas. Os Sun Kil Moon, que no fundo eram quase os Red House Painters, mas com outro nome, levaram-nos de novo para o contexto que mais gostamos do Mark Kozelek.
10. The Coral - Magic and Medicine
Ricardo Jerónimo: É um disco que ouvi vezes e vezes sem conta no meu primeiro trabalho. Uma vez li que o Noel Gallagher disse que os The Coral eram a melhor banda do mundo, depois dos Oasis. Mas eu, apesar de gostar bastante deste disco, não concordo com nenhuma das coisas...
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segunda-feira, 27 de maio de 2013
[Jukebox de há dez anos] The Weatherman
Os dez discos mais importantes de 2003 para The Weatherman:
1. Josh Rouse - 1972
Um disco pejado de grandes canções que ficaram para sempre. Grandes melodias, arranjos soberbos, é tudo perfeito. É uma pena que os discos posteriores não tenham chegado aos calcanhares deste. É um daqueles discos em que vemos a nossa vida a acontecer diante dos nossos olhos, reconforta-nos perante o passado e encoraja-nos a olhar o futuro de frente. Ainda hoje me emociono quando o oiço.
2. The Thrills - So Much For The City
Ouvi este disco vezes sem conta e é uma pena que não tenham conseguido igualá-lo nos discos posteriores. É uma pérola pop intemporal, recheada de grandes canções. Ficou para sempre. É um ícone da melhor pop alguma vez feita.
3. Black Rebel Motorcycle Club - Take Them On, On Your Own
Um dos meus discos preferidos de rock'n roll. Em termos de rock pós-ano 2000, para mim, bate aos pontos qualquer coisa dos Strokes ou dos White Stripes.
4. The Beatles - Let It Be... Naked
O remexer do baú é sempre questionável, e este disco, apesar de trazer todas aquelas canções com um som mais límpido e cru, pareceu-me não assim tão necessário. Não me fez particularmente gostar mais das canções, apesar de reconhecer que, no geral, saíram beneficiadas. Mas um novo disco dos Beatles é sempre um acontecimento.
5. Sufjan Stevens - Greetings from Michigan: The Great Lake State
Foi através deste disco que tomei contacto com o Sufjan Stevens. Surpreendeu-me tanto haver alguém a fazer este tipo de melodias que me tornei fã incondicional, além de se ter tornado uma grande influência. Vi-o ao vivo alguns anos mais tarde.
6. Radiohead - Hail to the Thief
Foi-me oferecido como prenda de anos na altura. A minha relação com Radiohead nunca foi pacífica, mas foi com este álbum que fiz as pazes, talvez por ser o mais equilibrado de todos, e por terem voltado às boas canções.
7. The Shins - Chutes Too Narrow
Palavras para quê? São os The Shins, aqui em grande forma.
8. Lisa Germano - Lullaby for liquid pigs
Recordo-me de a ter visto em concerto, em 2006. Lembro-me particularmente de uma música dedicada ao Jeff Buckley de ir às lágrimas. Foi tão bom que fui logo ouvir os discos. Este é muito bom, absolutamente fantasmagórico.
9. The Clientele - The Violet Hour
As melodias e a voz cativaram-me desde logo. Lembro-me que vieram tocar ao Porto, ao Meu Mercedes [É Maior Que O Teu], e não me consigo lembrar por que razão não fui ver. E isso traz-me um sabor amargo.
10. The Go-Betweens - Bright Yellow Bright Orange
Deste disco lembro-me que me marcou especialmente pela qualidade das letras, uma escrita de canções muito inteligente.
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