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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

[Os melhores álbuns de 2005] 6º - Devendra Banhart - Cripple Crow


Cripple Crow sucede os duplos projectos discográficos de 2002 (The Charles C. Leary e Oh Me Oh My) e 2004 (Rejoicing Hands e Niño Rojo) e confirma Devendra Banhart como um dos mais brilhantes escritores de canções da sua geração. A capa a la Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band antecipa a aventura épica de 22 canções, recheada de colaboradores e que bebe dos quatro cantos do mundo, Portugal incluído na célebre "Pensando Enti". Mais Cripple Crow é muito mais, é uma homenagem aos aos 50 (bossa nova, o Brasil) e 60 (a folk, os Beatles, Nick Drake, a pose hippie, John Fahey). É a maturidade aos 24, até ver insuperável.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

[Semana 07-09-05] Devendra Banhart edita "Cripple Crow"



Cripple Crow sucede os duplos projectos discográficos de 2002 (The Charles C. Leary e Oh Me Oh My) e 2004 (Rejoicing Hands e Niño Rojo) e confirma Devendra Banhart como um dos mais brilhantes escritores de canções da sua geração. A capa a la Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band antecipa a aventura épica de 22 canções, recheada de colaboradores e que bebe dos quatro cantos do mundo, Portugal incluído na célebre "Pensando Enti". Mais Cripple Crow é muito mais, é uma homenagem aos aos 50 (bossa nova, o Brasil) e 60 (a folk, os Beatles, Nick Drake, a pose hippie, John Fahey). É a maturidade aos 24, até ver insuperável.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

[Semana 10-08-05] Field Music editam "Field Music"


A crítica colou a estreia homónima dos Field Music à dos Futureheads e Maximo Park - comparações fáceis tendo em conta que um dos elementos da banda seria um ex-Futureheads e o baterista dividia-se entre o grupo e os Maximo Park. Mas a cabeça dos Field Music andava nos anos 60, das harmonias dos Beach Boys e algumas referências beatlescas. As referências mais recentes andavam na juventude encontrada dos Wilco e a pop perfeitinha de uns Magic Numbers ou The Shins. Importa reter que Field Music é uma das boas estreias de 2005 e se afasta do som tributo aos Gang of Four que dominava a cena britânica.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

[Os melhores álbuns de 2004] 8º - Of Montreal - Satanic Panic in the Attic


É o álbum mais pop dos Of Montreal até à data. E uma ode ao psicadelismo. Os Beatles na música, na capa (referência óbvia a Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band) e no vídeo de "Disconnect the Dots", os Beach Boys na música, nas harmonias e um pouco por todo o lado e os Stones na referência satânica do título do disco. Uma trip. Uma magnífica.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

[Semana 01-12-04] Jay-z e Linkin Park editam "Collision Course"


O mundo precisava mesmo de um mashup entre Jay-z e Linkin Park? Não, mas as contas bancárias dos envolvidos terão achado que sim. E o tempo deu-lhes razão. Afinal de contas, se a coisa até resultou de forma ilegal com o Grey Album (White Album dos Beatles e o Black Album do próprio Jay-z) porque não tentar a coisa pelas vias legais? Jay-z sempre se soube misturar, de R. Kelly a Kanye West. Surpreendeu na escolha de um alvo fácil como os Linkin Park para uma nova colaboração. Mais uma vez, a conta bancária terá achado que valia a pena. E o tempo, claro, deu-lhe novamente razão. Mais de 5 milhões de cópias vendidas em todo o mundo. Bem bom para uma altura em que cada vez se vendiam/vendem menos discos.

Collision Course equilibra os beats e rimas de Jay-z com os riffs e a gritaria dos Linkin Park. A vantagem vai, claro, para o rapper, cujo catálogo dá 10 a 0 ao da banda de Mike Shinoda e Chester Bennington. Por vezes, Jay-z rappa sobre os instrumentais banais dos Linkin Park, noutras é a vez dos Linkin Park a tentarem à força combinar o seu material com as produções de Jay-z. Se podíamos pegar em quaisquer dois discos e fazer o mesmo? Sim, na altura saíram alguns mashups do género, a fórmula gastou-se rapidamente. Danger Mouse safou-se bem, as contas bancárias dos envolvidos neste projecto também. Voltem lá a ouvir isto e digam-nos depois se a colaboração entre Lou Reed e Metallica continua a ser assim tão má. 

   

terça-feira, 29 de abril de 2014

[Semana 27-04-04] Of Montreal editam "Satanic Panic in the Attic"


É o álbum mais pop do Of Montreal até à data e uma ode ao psicadelismo. Os Beatles na música, na capa (referência óbvia a Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band) e no vídeo de "Disconnect the Dots", os Beach Boys na música, nas harmonias e um pouco por todo o lado e os Stones na referência satânica do título do disco. Uma trip. Uma magnífica. 

sábado, 14 de setembro de 2013

[Semana 09-09-03] Danger Mouse e Jemini editam "Guetto Pop Life"


Num mercado dominado por rappers como 50 Cent, Eminem e Jay-z, em 2003 o hip hop debatia o underground versus o mainstream, a integridade versus o bling-bling. Com o passar dos anos, a discussão foi perdendo força e deixando de fazer sentido. 

Guetto Pop Music marca a estreia discográfica de Danger Mouse, ele que um ano depois lançaria o celebre Grey Album (mashup de White Album dos Beatles e Black Album de Jay-z) e, três anos depois, com Cee Lo Green, deixaria o mundo a dançar ao som de "Crazy". Do outro lado Jemini the Gifted One, rapper de um álbum só, este. Seguiram caminhos bem diferentes os autores desta celebração. Uma celebração do hip hop e da sua história com o respeito que 2Pac resumiu numa só canção. Dos Gnarls Barkley aos Broken Bells, Danger Mouse tem vindo a provar que este disco não foi obra do acaso.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

[Jukebox de há dez anos] The Weatherman


Já é o terceiro capítulo de uma certeira discografia (podem ouvir os outros dois aqui e aqui), mas só agora The Weatherman se sentiu à vontade para lhe dar um título homónimo. Há dez anos The Weatherman não existia, mas podia e devia existir. É o trabalho de alguém que foca o passado, mas sem deixar de piscar o olho ao futuro. Em 2003 já olhava de esguelha para o presente, o da altura.

Os dez discos mais importantes de 2003 para The Weatherman: 


1. Josh Rouse - 1972


Um disco pejado de grandes canções que ficaram para sempre. Grandes melodias, arranjos soberbos, é tudo perfeito. É uma pena que os discos posteriores não tenham chegado aos calcanhares deste. É um daqueles discos em que vemos a nossa vida a acontecer diante dos nossos olhos, reconforta-nos perante o passado e encoraja-nos a olhar o futuro de frente. Ainda hoje me emociono quando o oiço.

2. The Thrills - So Much For The City 


Ouvi este disco vezes sem conta e é uma pena que não tenham conseguido igualá-lo nos discos posteriores. É uma pérola pop intemporal, recheada de grandes canções. Ficou para sempre. É um ícone da melhor pop alguma vez feita.

3. Black Rebel Motorcycle Club - Take Them On, On Your Own


Um dos meus discos preferidos de rock'n roll. Em termos de rock pós-ano 2000, para mim, bate aos pontos qualquer coisa dos Strokes ou dos White Stripes.

4. The Beatles - Let It Be... Naked


O remexer do baú é sempre questionável, e este disco, apesar de trazer todas aquelas canções com um som mais límpido e cru, pareceu-me não assim tão necessário. Não me fez particularmente gostar mais das canções, apesar de reconhecer que, no geral, saíram beneficiadas. Mas um novo disco dos Beatles é sempre um acontecimento.

5. Sufjan Stevens - Greetings from Michigan: The Great Lake State


Foi através deste disco que tomei contacto com o Sufjan Stevens. Surpreendeu-me tanto haver alguém a fazer este tipo de melodias que me tornei fã incondicional, além de se ter tornado uma grande influência. Vi-o ao vivo alguns anos mais tarde.


6. Radiohead - Hail to the Thief


Foi-me oferecido como prenda de anos na altura. A minha relação com Radiohead nunca foi pacífica, mas foi com este álbum que fiz as pazes, talvez por ser o mais equilibrado de todos, e por terem voltado às boas canções.

7. The Shins - Chutes Too Narrow


Palavras para quê? São os The Shins, aqui em grande forma.

8. Lisa Germano - Lullaby for liquid pigs 


Recordo-me de a ter visto em concerto, em 2006. Lembro-me particularmente de uma música dedicada ao Jeff Buckley de ir às lágrimas.  Foi tão bom que fui logo ouvir os discos. Este é muito bom, absolutamente fantasmagórico.

9. The Clientele - The Violet Hour


As melodias e a voz cativaram-me desde logo. Lembro-me que vieram tocar ao Porto, ao Meu Mercedes [É Maior Que O Teu], e não me consigo lembrar por que razão não fui ver. E isso traz-me um sabor amargo.

10. The Go-Betweens - Bright Yellow Bright Orange


Deste disco lembro-me que me marcou especialmente pela qualidade das letras, uma escrita de canções muito inteligente.