Mostrar mensagens com a etiqueta Beach Boys. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Beach Boys. Mostrar todas as mensagens

domingo, 31 de janeiro de 2016

[Semana 25-01-06] East River Pipe edita "What Are You On?"


Ao contrário do que se vai fazendo crer nos dias de hoje, os artistas de quarto já existem desde os anos 60, quando Brian Wilson se terá trancada num estúdio caseiro para gravar uma trilogia de discos dos Beach Boys. Isto para referir que, quando o New York Times escreve que Fred Cornogs é "o Brian Wilson da gravação caseira", a afirmação soa redundante. Em 2006, East River Pipe, o projecto, assinalava já os 17 anos, décadas de droga e álcool. E é esse o tema central do disco: as drogas. Tudo de forma honesta e sem grande subterfúgios.  E com óptimas melodias. 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

[Semana 10-08-05] Field Music editam "Field Music"


A crítica colou a estreia homónima dos Field Music à dos Futureheads e Maximo Park - comparações fáceis tendo em conta que um dos elementos da banda seria um ex-Futureheads e o baterista dividia-se entre o grupo e os Maximo Park. Mas a cabeça dos Field Music andava nos anos 60, das harmonias dos Beach Boys e algumas referências beatlescas. As referências mais recentes andavam na juventude encontrada dos Wilco e a pop perfeitinha de uns Magic Numbers ou The Shins. Importa reter que Field Music é uma das boas estreias de 2005 e se afasta do som tributo aos Gang of Four que dominava a cena britânica.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

[Semana 16-02-05] M. Ward edita "Radio Transistor" e Josh Rouse edita "Nashville"


Depois de Andrew Bird, M. Ward e Josh Rouse. Folk, a nova grande cena. Nos anos seguintes, M. Ward haveria de se juntar à estrela pop Zooey Deschanel nos She & Him e formar um super grupo do género com Jim James e Conor Oberst, os muito apropriadamente nomeados Monsters of Folk. Josh Rouse haveria de semi-desaparecer do mapa. Se os colocarmos em confronto directo, pese as diferenças, M. Ward safa-se bem melhor. Não que Nashville seja mau, é apenas um disco folk nada de especial com muito de Being There dos Wilco mas em pior e aqui e ali uns toques de Smiths. Transistor Radio já é de outro calibre, é o disco em que Ward mais denúncia a influência dos seus heróis, de forma óbvia em "Sweethearts on Parade", original de Louis Armstrong, e "You Still Believe Me", instrumental de um original dos Beach Boys, e de forma menos óbvia no fingerpicking à John Fahey ou nos apontamentos western. A partir daqui, assistiremos a uma queda do revivalismo pós-punk e à ascensão da folk americana.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

[Os melhores álbuns de 2004] 8º - Of Montreal - Satanic Panic in the Attic


É o álbum mais pop dos Of Montreal até à data. E uma ode ao psicadelismo. Os Beatles na música, na capa (referência óbvia a Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band) e no vídeo de "Disconnect the Dots", os Beach Boys na música, nas harmonias e um pouco por todo o lado e os Stones na referência satânica do título do disco. Uma trip. Uma magnífica.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

[Semana 14-07-04] Rogue Wave editam "Out of Shadow"


Em 2004, enquanto o homónimo dos Franz Ferdinand inspirava meio mundo, “Chutes Too Narrow” dos The Shins assumia-se como modelo de uma pop mais bem comportada, mais devedora do legado dos Beach Boys, com melodias cuidadas e harmonias perfeitas. Depois de “The Slow Wonder” de A.C. Newman, também “Out of Shadow” dos Rogue Wave deve muito limada da banda de James Mercer. Do psicadelismo à folk mais pastoral, a estreia de Zach Rogue veio provar, mais uma vez, que um tipo deprimido vale muito mais do que dois ou três de bem com a vida.

terça-feira, 29 de abril de 2014

[Semana 27-04-04] Of Montreal editam "Satanic Panic in the Attic"


É o álbum mais pop do Of Montreal até à data e uma ode ao psicadelismo. Os Beatles na música, na capa (referência óbvia a Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band) e no vídeo de "Disconnect the Dots", os Beach Boys na música, nas harmonias e um pouco por todo o lado e os Stones na referência satânica do título do disco. Uma trip. Uma magnífica. 

terça-feira, 28 de maio de 2013

[Semana 27-05-03] The Thrills editam "So Much For The City"


So Much For the City prova que nem toda a música produzida na Irlanda tem que tem que reverenciar os Pogues ou incluir gaita-de-foles, bodhrán ou bouzouki. Mas So Much For The City, a estreia discográfica dos Thrills, é mais do que isso, é uma carta de amor ao Sol da Califórnia, é uma homenagem aos Beach Boys, é uma vénia à Costa Oeste norte-americana. 

O grande truque dos Thrills é não ter muita vontade de esconder essa reverência - títulos como "Santa Cruz (You're Not That Far)" e "Big Sur", ponte transatlântica que liga a Europa e os Estados Unidos, os vídeos de "One Horse Town" e novamente "Big Sur" são uma ode ao verão Californiano. Em 2003, os Thrills colocavam os óculos de Sol, preparavam o Verão. 

Contas feitas, So Much For The City sai-se como um admirável exercício nostálgico. Deixaram algumas saudades.