Mostrar mensagens com a etiqueta Metallica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Metallica. Mostrar todas as mensagens

domingo, 21 de fevereiro de 2016

O que aconteceu na semana de 15-02-2006?



Notícias: 

- Bauhaus actum no Coliseu do Porto e Tiga no Lux Frágil,

- Shakira é Guns N' Roses confirmados no Rock in Rio Lisboa.

- The Rolling Stones dão concerto gratuito na Praia de Copacabana no Rio de Janeiro.

Disco da Semana

Liars - Drum's Not Dead

O título pode ser uma ironia. De uma banda chamada Liars, há desculpa para a hesitação. Mas mais importante é perceber que a banda foi preparando a mutação que consumou com este Drum’s Not Dead. Depois da estreia apelidada de punk dançável, They threw us all in a Trench and Struck a Monument on Top, e do já muito diferente They Were Wrong, so we Drowned, muito mais aventureiro e focado na percussão (ah!), um terceiro álbum sinistro, críptico e mais focado no ruído. Drones (comparações aos Black Dice), harmonias (comparações aos Animal Collective), krautrock (provável fruto da gravação em Berlim, num antigo estúdio de rádio) e palavras quase imperceptíveis, um disco conceptual que tem nas personagens Drum e Mt. Heart Attack (estão em todos os títulos das canções) dois protagonistas: o primeiro dinâmico, o segundo estático. Faz sentido. Drum’s Not Dead e, dez anos depois, os Liars também não.


Outras Edições: 

The Weatherman - Cruisin' Alaska 
Destroyer - Destroyer's Rubies 
Isolée - Western Store

Citações com dez anos: 

- “Os Kaiser Chiefs ganharam o "best rock act", o que é perturbador. Pelo simples facto de não ser uma banda de rock." (Barry Burns, guitarrista dos Mogwai)

- “Tendo em conta que este tipo chamado Rick [Rubin] é ainda inexperiente, achámos que seria um gesto bonito ajudá-lo a entrar no mundo da industria musical. Pedimos-lhe para produzir o nosso próximo álbum. Por outras palavras, estamos muito contentes por partilhar convosco que Rick Rubin produzirá o novo álbum dos Metallica!" (Comunicado no site oficial dos Metallica)

- “As pessoas estão fartas dos Coldplay. Não nos vão ver por aí durante muitos anos." (Chris Martin)

terça-feira, 3 de março de 2015

O que aconteceu na semana de 02-03-2005 ?


Notícias: 

- Hoobastank actuam no Coliseu dos Recreios e Hard Club e Jarvis Cocker sobe ao palco do Lux.

- Um incêndio destrói o histórico Easley McCain, o estúdio onde Jeff Buckley gravava quando morreu. Também os Sonic Youth, os The White Stripes, os Wilco e os Guided By Voices gravaram ali.

- Peter Murphy e The Charlatans são confirmados no Festival Vilar de Mouros.

- Festival Galp Energia anuncia cartaz: Seal, Skank, Skin e Toranja.

- Incubus e Moby são confirmados no Super Bock Super Rock. Hoobastank cancelam a actuação.

- Franz Ferdinand e Keane são anunciados para a 1ª parte do concerto dos U2 no Alvalade XXI.

Disco da Semana: 

Kaiser Chiefs - Employment

Dois meses depois de Silent Alarm, nova folgorosa estreia num mercado britânico que tentava prolongar à força o momentum que a magnífica estreia dos Franz Ferdinand havia encetado cerca de 12 meses antes. O revivalismo pós-punk a produzir bandas como cogumelos e a imprensa britânica sob os comandos do New Musical Express com hype atrás de hype numa altura em que o termo ainda fazia sentido. A estreia dos Kaiser Chiefs é bem simpática, mas foi elevada a um estatuto que não é o seu. Foi um dos álbuns do ano para muito boa publicação que quis ver aqui os sucessores de uns Blur que estavam à beira do hiato que se prolongou até esta década. A verdade é que, mais quatro álbuns depois, os Kaiser Chiefs são encarados como a banda de um carismático Ricky Wilson que virou jurado de um talent show, o The Voice, que o alcunha de Mr. Puppy Dog Eyes. 


Outros álbuns editados:

50 Cent - The Massacre
Black Label Society - Mafia
Ash - Meltdown
50 Foot Wave - Golden Ocean
Flaming Lips - LateNightTales

Citações com dez anos: 

- "Não nos vemos como um grupo diferente [dos Joy Division] só por não termos o Ian [Curtis] connosco fisicamente. Ele continua lá espiritualmente." (Peter Hook)

- "Já ouvi ["Lullabies to Paralyze"] e é um bom disco. Mas estava à espera que fosse um regresso às origens - um disco de guitarras mais pesadas". (Nick Oliveri, ex-baixista dos Queens of the Stone Age sobre o novo álbum da banda)

- "Consigo perceber que os The Strokes e os Franz Ferdinand são verdadeiros, mas não o consigo ver nos The Bravery." (Brandon Flowers)

- "Nunca imaginámos o impacto que o filme podia ter nas nossas vidas." (Lars Ulrich, relativamente ao documentário "Some Kind of a Monster")

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

[Semana 01-12-04] Jay-z e Linkin Park editam "Collision Course"


O mundo precisava mesmo de um mashup entre Jay-z e Linkin Park? Não, mas as contas bancárias dos envolvidos terão achado que sim. E o tempo deu-lhes razão. Afinal de contas, se a coisa até resultou de forma ilegal com o Grey Album (White Album dos Beatles e o Black Album do próprio Jay-z) porque não tentar a coisa pelas vias legais? Jay-z sempre se soube misturar, de R. Kelly a Kanye West. Surpreendeu na escolha de um alvo fácil como os Linkin Park para uma nova colaboração. Mais uma vez, a conta bancária terá achado que valia a pena. E o tempo, claro, deu-lhe novamente razão. Mais de 5 milhões de cópias vendidas em todo o mundo. Bem bom para uma altura em que cada vez se vendiam/vendem menos discos.

Collision Course equilibra os beats e rimas de Jay-z com os riffs e a gritaria dos Linkin Park. A vantagem vai, claro, para o rapper, cujo catálogo dá 10 a 0 ao da banda de Mike Shinoda e Chester Bennington. Por vezes, Jay-z rappa sobre os instrumentais banais dos Linkin Park, noutras é a vez dos Linkin Park a tentarem à força combinar o seu material com as produções de Jay-z. Se podíamos pegar em quaisquer dois discos e fazer o mesmo? Sim, na altura saíram alguns mashups do género, a fórmula gastou-se rapidamente. Danger Mouse safou-se bem, as contas bancárias dos envolvidos neste projecto também. Voltem lá a ouvir isto e digam-nos depois se a colaboração entre Lou Reed e Metallica continua a ser assim tão má. 

   

quarta-feira, 5 de junho de 2013

[Semana 03-06-03] Metallica editam "St. Anger"


Sobre St. Anger já tudo terá sido dito. Sucede o período de reabilitação de James Hetfield, a saída do baixista Jason Newsted, a entrada de Robert Trujillo (ex-Suicidal Tendencies) e o processo judicial com o Napster. É o álbum que cumpre o regresso à agressividade dos anos 80, um álbum que cospe nos anos 90 dos cabelos curtos e das mediocridades hard rock. 

É claramente um álbum de ruptura, o único diferente de todos os outros - descartemos, claro, o mais recente Lulu (quem?). St. Anger é claramente o disco dos Metallica que não pode ser comparado com nenhum outro - longo, rápido, repetitivo, desprovido de solos, brutal. São os Metallica a lutar contra si mesmos, a provarem que ainda é possível fazer vida com isto de ser a maior banda de metal do mundo. Os estádios cheios continuam a dar-lhes razão.