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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

[Os melhores álbuns de 2005] 8º - LCD Soundsystem - LCD Soundsystem


Em 2001, quando fundou a DFA, James Murphy virava trintão. Pouco depois, quando lança o single "Losing My Edge", tem 31. Em 2005, quando este muito antecipado homónimo chega às lojas já conta 34. Nunca encaixou nas premissas de uma estrela pop - demasiado peso, demasiado recatado e, pelo menos aparentemente, demasiado desajeitado, James Murphy é o herói indie improvável, chave mestra para aquela espécie de revolução que haveria de se seguir. O electroclash perde popularidade, a frente ofensiva da DFA tem os Rapture de "House of Jealous Lovers" em estado de graça e é a nova grande cena. LCD Soundsystem faz a ponte entre aquilo que os putos alternativos gostavam na altura - o pós-punk dos Bloc Party e Franz Ferdinand, o garage dos White Stripes e o rock dos Strokes - e a música de dança que, três anos depois, haveria de aprimorar e transformar numa obra-prima chamada Sound of Silver. Cerca de seis anos depois da estreia, Murphy, sabemos hoje, matou o projecto que "obrigou" os miúdos indie a dançar.

domingo, 20 de setembro de 2015

O que aconteceu na semana de 14-09-2005?


Notícias: 

- Na sequência do acordo exclusivo entre Bob Dylan e a Starbucks que previa os direitos de venda exclusivos de um novo CD do músico, "Live At Gaslight 1962", a HMV Canada remove todo o catálogo do músico das suas prateleiras.

- David Bowie confessa-se fã dos Arcade Fire e actua com os canadianos.



- Tupac Shakur torna-se no 1º rapper a ser imortalizado numa estátua (de bronze). A localização: Peace Garden, no Tupac Amaru Shakur Center For The Arts (TASCA), em Stone Mountain, em Georgia.

Disco da Semana:

Broadcast - Tender Buttons

É verdade de James Cargill e Trish Keenan sempre afirmaram ser os únicos elementos a tempo inteiro dos Broadcast, mas também é facto que é neste disco, sem Steve Perkins, Tim Felton e Roj Stevens, que o som da banda muda para algo mais maquinal, frio, intrico e psicadélico, um som que lhes deu comparações aos Stereolab - comparações que viriam a tomar contornos catastróficos se tivermos em conta que as vozes de ambos os projectos acabaram por morrer "demasiado cedo". Minimalista ao ponto de lhes valer comparações com os seminais Young Marble Giants, perto daquilo que os tornou num dos projectos de culto mais interessantes da década.

Outras Edições:

Elbow - Leaders of the Free World
Echo and the Bunnymen - Siberia
CocoRosie - Noah's Ark
Nada Surf - The Weight is a Gift
Bon Jovi - Have a Nice Day
Children of Bodom - Are You Dead Yet?
Earth, Wind & Fire - Illumination
Maroon 5 - Live - Friday the 13th

Citações com dez anos: 

- “Não sabemos se continuaremos a ser uma banda no ano que vem." (Brian Bell, guitarrista dos Weezer, eles que ainda hoje são uma banda)

- Originalmente, era para se chamar "Dracula's Lunch", mas gosto do som de "Juice Box"." (Julian Casablancas, sobre "uma nova canção dos The Strokes")

- "As actuações ao vivo são o motivo pelo qual eu faço música." (Kanye West)

- “Aparentemente, o maior elogio que a nossa cultura concede aos artistas hoje em dia, é o de aparecer num anúncio - idealmente nus e a ronronar num capot de um carro. Rejeitei continua e repetidamente esta dúbia honra." (Tom Waits)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

[Semana 26-01-05] Bloc Party editam "Silent Alarm"


Janeiro de 2005. O termo hype ainda era muito (demasiado) usado para descrever aquelas bandas que com um single ou um EP prometiam ser a próxima grande cena. Foi assim que os Union, ou seja, os Bloc Party antes de serem os Bloc Party - foram promovidos à Premier League do rock britânico, à boleia de um EP cujo som, dizia-se, dançava entre os Strokes e os Gang of Four. E é aqui que Silent Alarm resolve-se: afasta-se do som dos Gang of Four e, mesmo não oferecendo nada de novo, apresentam um som singular, com os mais variados truques de produção (Radiohead) e o entusiasmo que não haveria de se repetir. 




quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

[Semana 19-01-05] LCD Soundsystem editam "LCD Soundsystem"


Em 2001, quando fundou a DFA, James Murphy virava trintão. Pouco depois, quando lança o single "Losing My Edge", tem 31. Em 2005, quando este muito antecipado homónimo chega às lojas já conta 34. Nunca encaixou nas premissas de uma estrela pop - demasiado peso, demasiado recatado e, pelo menos aparentemente, demasiado desajeitado, James Murphy é o herói indie improvável, chave mestra para aquela espécie de revolução que haveria de se seguir. O electroclash perde popularidade, a frente ofensiva da DFA tem os Rapture de "House of Jealous Lovers" em estado de graça e é a nova grande cena. LCD Soundsystem faz a ponte entre aquilo que os putos alternativos gostavam na altura - o pós-punk dos Bloc Party e Franz Ferdinand, o garage dos White Stripes e o rock dos Strokes - e a música de dança que, três anos depois, haveria de aprimorar e transformar numa obra-prima chamada Sound of Silver. Cerca de seis anos depois da estreia, Murphy, sabemos hoje, matou o projecto que "obrigou" os miúdos indie a dançar.



quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

[Os melhores álbuns de 2004] 4º - Death From Above 1979 - You're a Woman, I'm a Machine


Num contexto em que o rock pouco ou nada trazia de novo, este som que é punk e que é dançável e que é suado acaba por soar fresco. Um baixo e uma bateria, um ritmo infernal que, ironicamente, não ficaria mal como carta fora do baralho (a par dos Rapture) na DFA de James Murphy, a mesma que obrigou Sebastien Grainger e Jesse F. Keeler a colar um ano (o último da década de 70) ao nome pensado a priori. 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

[Semana 13-01-04] Phantom Planet editam "Phantom Planet"


À segunda temporada de The O.C., os Phantom Planet, responsáveis pela canção do genérico da série, mudam de direcção. Agora querem enveredar pelo rock desalinhado dos muito badalados Strokes. De banda pop bem comportada para a distorção, para a garagem, à procura de crédito indie com o produtor Dave Fridmann, o homem que trabalhou com os Flaming Lips e com os Mercury Rev. A ideia que dá é que os Phantom Planet se viram na direcção que o vento sopra e não admira que este álbum homónimo soe tão forçado.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

[Jukebox de há dez anos] Trêsporcento


A moldura é a mesma há quatro anos. O que muda é o que está lá dentro, são os pormenores. O último "Quadro", acabado em 2012, confirma o rock de pinceladas indie, apromado com metáforas que por vezes começam no título das canções. 

Os discos mais importantes de 2003 para os Trêsporcento:

1. The Postal Service - Give Up


2. Josh Rouse - 1972


3. The Strokes - Room on Fire


4. TV on the Radio - Young Liars EP


5. Kings of Leon - Youth and Young Manhood


6. Dizzee Rascal - Boy in the Corner


7. Belle & Sebastian - Dear Catastrophe Waitress


8. The Shins  - Chutes Too Narrow 


9. The Darkness - Permission to Land


10. Massive Attack - 100th Window

segunda-feira, 22 de julho de 2013

[Jukebox de há dez anos] Gobi Bear


Foto: Rui Farinha

Gobi Bear enviou-nos esta lista a meio da digressão que o tem levado a viajar pela Europa. Folk cândida que se espalha num trio de EPs gravados em apenas 365 dias. 

Os discos mais importantes de 2003 para Gobi:

1. The White Stripes - Elephant 


2. The Strokes - Room on Fire


3. Sérgio Godinho - O Irmão do Meio


4. Los Hermanos - Ventura


5. José Gonzales - Veneer


6. Jay-Z - The Black Album


7. Explosions in the Sky - The Earth is Not a Cold Dead Place


8. Eels - Shootenanny!


9. Comeback Kid - Turn it Around


10. Cat Power - You Are Free


sexta-feira, 12 de julho de 2013

[Jukebox de há dez anos] Dusk at the Mansion


Já por aí andam desde 2009 - a memória traz-nos, por exemplo, a abertura para o concerto dos Klaxons no Musicbox, em 2010 -, mas o primeiro EP, que pode ser ouvido gratuitamente, só chegou em 2012. Do que daí ouvimos, a inclusão dos Kraftwerk nesta lista era inevitável. "Não existe nenhuma explicação abrangente para cada uma das escolhas. Cada um de nós os ouvia por razões diferentes. Mais importante é que, enquanto banda, reconhecemos que fizeram parte integrante do ano de 2003." 

Os dez discos mais importantes de 2003 para os Dusk at the Mansion:

1. The Strokes - Room on Fire


2. Kraftwerk - Tour de France Soundtracks


3. The Rapture - Echoes


4. Chris Clark - Empty the Bones of You


5. Placebo - Sleeping With Ghosts


6. Radiohead - Hail to the Thief


7. Massive Attack - 100th Window


8. M83 - Dead Cities, Red Seas & Lost Ghosts


9. Marilyn Manson - The Golden Age of Grotesque


10. Outkast - Speakerboxxx/The Love Below 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

[Jukebox de há dez anos] Sr. Inominável


As canções do primeiro EP de Sr. Inominável (Ricardo Lemos e Pedro Rio-Tinto) são sobre relacionamentos, mas podiam ser (in)directas à indústria musical. Exemplos: "Fora de Prazo", "Corre Por Aí" ou "És Assim, És Assado". 

Os dez discos mais importantes de 2003 para os Sr. Inominável:

1. The Strokes - Room On Fire


2. Radiohead - Hail To The Thief


3. Animal Collective - Here Comes the Indian 


4. Belle & Sebastian - Dear Catastrophe Waitress


5. Black Rebel Motorcycle Club - Take Them On, On Your Own 


6. PJ Harvey - Stories From the City, Stories From the Sea


7. Cat Power - You Are Free


8. The National - Sad Songs For Dirty Lovers 


9. Mesa - Mesa

10. Sufjan Stevens  - Greetings from Michigan: The Great Lake State