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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

[Os melhores álbuns de 2005] 8º - LCD Soundsystem - LCD Soundsystem


Em 2001, quando fundou a DFA, James Murphy virava trintão. Pouco depois, quando lança o single "Losing My Edge", tem 31. Em 2005, quando este muito antecipado homónimo chega às lojas já conta 34. Nunca encaixou nas premissas de uma estrela pop - demasiado peso, demasiado recatado e, pelo menos aparentemente, demasiado desajeitado, James Murphy é o herói indie improvável, chave mestra para aquela espécie de revolução que haveria de se seguir. O electroclash perde popularidade, a frente ofensiva da DFA tem os Rapture de "House of Jealous Lovers" em estado de graça e é a nova grande cena. LCD Soundsystem faz a ponte entre aquilo que os putos alternativos gostavam na altura - o pós-punk dos Bloc Party e Franz Ferdinand, o garage dos White Stripes e o rock dos Strokes - e a música de dança que, três anos depois, haveria de aprimorar e transformar numa obra-prima chamada Sound of Silver. Cerca de seis anos depois da estreia, Murphy, sabemos hoje, matou o projecto que "obrigou" os miúdos indie a dançar.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

[Semana 19-01-05] LCD Soundsystem editam "LCD Soundsystem"


Em 2001, quando fundou a DFA, James Murphy virava trintão. Pouco depois, quando lança o single "Losing My Edge", tem 31. Em 2005, quando este muito antecipado homónimo chega às lojas já conta 34. Nunca encaixou nas premissas de uma estrela pop - demasiado peso, demasiado recatado e, pelo menos aparentemente, demasiado desajeitado, James Murphy é o herói indie improvável, chave mestra para aquela espécie de revolução que haveria de se seguir. O electroclash perde popularidade, a frente ofensiva da DFA tem os Rapture de "House of Jealous Lovers" em estado de graça e é a nova grande cena. LCD Soundsystem faz a ponte entre aquilo que os putos alternativos gostavam na altura - o pós-punk dos Bloc Party e Franz Ferdinand, o garage dos White Stripes e o rock dos Strokes - e a música de dança que, três anos depois, haveria de aprimorar e transformar numa obra-prima chamada Sound of Silver. Cerca de seis anos depois da estreia, Murphy, sabemos hoje, matou o projecto que "obrigou" os miúdos indie a dançar.



terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O que aconteceu na semana de 19-01-2005 ?



Notícias:

- É anunciado um concerto dos U2 no Alvalade XXI.

- "Ray" é nomeado em 6 categorias para os Óscares: "Melhor Filme", "Melhor Realização", "Melhor Actor", "Melhor Guarda-Roupa", "Melhor Montagem" e "Melhor Som".



Disco da Semana:

LCD Soundsystem - LCD Soundsystem

Em 2001, quando fundou a DFA, James Murphy virava trintão. Pouco depois, quando lança o single "Losing My Edge", tem 31. Em 2005, quando este muito antecipado homónimo chega às lojas já conta 34. Nunca encaixou nas premissas de uma estrela pop - demasiado peso, demasiado recatado e, pelo menos aparentemente, demasiado desajeitado, James Murphy é o herói indie improvável, chave mestra para aquela espécie de revolução que haveria de se seguir. O electroclash perde popularidade, a frente ofensiva da DFA tem os Rapture de "House of Jealous Lovers" em estado de graça e é a nova grande cena. LCD Soundsystem faz a ponte entre aquilo que os putos alternativos gostavam na altura - o pós-punk dos Bloc Party e Franz Ferdinand, o garage dos White Stripes e o rock dos Strokes - e a música de dança que, três anos depois, haveria de aprimorar e transformar numa obra-prima chamada Sound of Silver. Cerca de seis anos depois da estreia, Murphy, sabemos hoje, matou o projecto que "obrigou" os miúdos indie a dançar.

Outros álbuns editados: 

Apocalyptica - Apocalyptica
M83 - Before the Dawn Heals Us
Lou Barlow - Emoh
The Chemical Brothers - Push the Button
Mercury Rev - The Secret Migration
Bright Eyes - Digital Ash in a Digital Urn
Bonnie 'Prince' Billy and Matt Sweeney - Superwolf
...And You Will Know Us by the Trail of Dead - Worlds Apart

Citações com dez anos:

- "Estávamos para editar um álbum duplo, mas, uma vez que é o nosso último com a Sony, não lhes quisemos dar demasiado. Que se lixem! (Noel Gallagher)

- "A ameaça transformou-se em oportunidade!" (John Kennedy, responsável máximo pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica, na sequência do melhor ano de sempre para o mercado digital)

- "Durante muito tempo achei que seria melhor não fazer um filme sobre Ian Curtis, mas parece-me que finalmente encontrámos as pessoas certas para contar a história". (Deborah Curtis, viúva de Ian Curtis)

- "Nunca acabámos. Simplesmente não tocamos nem gravamos há alguns anos. Continuamos a visitar-nos e a escrever música." (Geoff Barrow, multi-instrumentista dos Portishead revelando que a banda vai editar um novo álbum)

Obituário:

- Morre Consuelo Velazquez, vítima de um problema cardiovascular.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

[Semana 27-10-04] Death From Above 1979 editam "You're a Woman, I'm a Machine"


Bizarra a forma como os Death From Above 1979 deixam de existir quase anónimos após esta auspiciosa estreia e, meia-dúzia de anos depois regressam para uma celebrada digressão mundial que começou com o regresso-surpresa no South By Southwest. Num contexto, apesar dos Strokes e dos White Stripes - em que o rock pouco ou nada traz de novo, este som que é punk que é dançável que é suado acaba por soar fresco. Um baixo e uma bateria, um ritmo infernal que, ironicamente, não ficaria mal como carta fora do baralho (a par dos Rapture) na DFA de James Murphy, a mesma que obrigou Sebastien Grainger e Jesse F. Keeler a colar um ano, o último da década de 70, ao nome pensado a priori. Até a cowbell lá anda em "Sexy Results", a última das excelentes 11 canções de um excelente primeiro álbum.