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sábado, 31 de outubro de 2015

O que aconteceu na semana de 26-10-2005?


Notícias:

- Os MTV EMAs acontecem pela 1ª vez em Lisboa.


- Antony And The Johnsons actuam no Coliseu dos Recreios, Seu Jorge na Aula Manga e Steve Vai na Casa da Música.

- Boss AC estreia o vídeo de "Hip Hop (Sou Eu e És Tu)" na PlayStation. Podia ser encontrado no menu de opções da Playstation Portátil, da Sony.


- Green Day levam os 9 minutos de "Jesus of Suburbia" ao Top of the Pops, tornando-se esta a actuação mais longa da história do programa.


- Ryan Adams actua no Late Show with David Letterman.


- Bob Geldof é nomeado Nobel Man Of Peace 2005.

Disco da Semana:

Wolfmother - Wolfmother 

Está longe de ser uma pedrada no charco, a estreia dos Wolfmother, mas não deixa de ser um dos melhores discos rock de 2005. O potencial radiofónico de Wolfmother prometia-lhes arenas cheias, não fosse o power trio desentender-se demasiado depressa. Riffs cantaroláveis e melodias redondas que resultavam em canções pop (sim, pop) claramente influenciadas por monstros como Led Zeppelin, Deep Purple, Black Sabbath e até, de forma, arriscamos, involuntária, White Stripes. Enquanto os Darkness prometiam o melhor disco de hardrock dos últimos muitos anos, os Wolfmother lembravam-nos que a Austrália, de tempos a tempos, oferece-nos uma belíssima banda de rock' n' roll sem espinhas - AC/DC e Tame Impala à cabeça. E a verdade é que os Wolfmother parecem ter vindo de uma máquina do passado, pois ninguém faz um disco assim sem ter perfeita noção que não se pode divorciar das suas influências.


Outras Edições: 

Rammstein - Rosenrot 
Carlos Santana - All That I Am 
Slipknot - 9.0: Live
Blink 182 - Greatest Hits
Sun Kil Moon - Tiny Cities
Deep Purpke - Rapture of the Deep

Citações com dez anos: 

- “Decidi tentar o celibato, pois ouvi dizer que ajuda na meditação e tentei a meditação porque disseram-me que ajudaria com a música." (Rivers Cuomo, líder dos Weezer)

- "Será a preto e branco e um pouco estranho, o que de certa forma é normal acontecer nos meus vídeos. Terá também um toque Série B." (Anton Corbijn, sobre o vídeo de "Talk", realizado para os Coldplay)


- "Se formos os Kaiser Chiefs do próximo ano, desisto [dos Arctic Monkeys]. Suponho que tenham vendido imensos discos, mas não gosto deles. São um bocado chatos." (Alex Turner)

- "A fama é um grande mito da nossa sociedade. Quase parece uma coisa em que tens que crer [para te sentires bem]. É como creres que vai para o paraíso, como dizeres para ti mesmo: "sou famoso, tudo vai ficar bem". (Jarvis Cocker)

- "As letras têm um toque romântico." (Marilyn Manson, anunciando um novo álbum, "The Golden Age Of Grotesque") 

quinta-feira, 16 de julho de 2015

O que aconteceu na semana de 13-07-2005?


Notícias: 

- Maria Bethânia actua 4 noites seguidas no Coliseu dos Recreios.

- Robert Plant actua no Tonight Show, duas semanas antes do concerto no Festival Vilar de Mouros.


Disco da Semana: 

The Juan Maclean - Less Than Human

Chama-se Less Than Human, a estreia de Juan Maclean, e chega no mesmo ano de Human After All, o mediático terceiro disco dos Daft Punk. Título jocoso? Talvez. Mas, ao contrário dos Daft Punk de 2005, Maclean investe em material maioritariamente orgânico. O momentum da DFA (Rapture, LCD Soundsystem) e o ligeiro apelo indie desta música que é, sem sombra de dúvidas, de dança, garantem-lhe alguma atenção.

Outras edições:

Frank Black - Honeycomb
Imogen Heap - Speak for Yourself
UB40 - Who You Fighting For?

Citações com dez anos: 

- "Por vezes, sinto que que carrego o peso de todo o hip hop nos meus ombros." (Kanye West)

"Acho que as novas canções são bem melhores que as do "Silent Alarm"." (Russell Lissack, guitarrista dos Bloc Party)

- "Em vez de usarmos o dinheiro que a editora nos deu para o aluguer de um estúdio, comprámos todo o material e, agora, temo-lo de forma permanente. Já não sentimos a guilhotina prestes a cair, o que nos permite explorar mais." (Fabrizio Moretti, baterista dos The Strokes)

"Ultimamente, temos discutido sobre a gravação de um novo álbum. Queremos fazê-lo pelas razões certas, seja um sucesso comercial ou não." (Black Francis, a cara dos Pixies)

- "O Em[inem] está num nível em que sente que já fez tudo o que podia ser feito no rap." (Proof, membro dos D12)

- “No outro dia, peguei num macaco embalsamado e incendiei-o na piscina. Filmei tudo e foi lindo. Parecia o Titanic, o Hindenburg e o King Kong - tudo num só." (Marilyn Manson)

"Acho que nunca disse isto a ninguém, mas houve um momento em que o Kurt [Cobain] estava insatisfeito com a forma como eu tocava. Conseguia ouvi-lo falar com o Krist [Novoselic] e a dizer que eu não prestava." (Dave Grohl sobre Kurt Cobain)

quarta-feira, 27 de maio de 2015

O que aconteceu na semana de 25-05-2005?


Notícias:

- Queens of the Stone Age e Foo Fighters são confirmados no Festival Paredes de Coura;

- O Super Bock Super Rock traz Incubus, System of a Down, The Prodigy, The Hives, Moby, New Order, Marilyn Manson, Iggy Pop, Audioslave e Slayer ao Parque Tejo.


- É fechado o cartaz do Festival Ilha do Ermal, com nomes como Morbid Angel, Beck, Dizzee Rascal!, John Butler Trio e The Wailers.

- Bob Geldof confirma Live 8.

Disco da Semana:

Oasis - Don't Believe the Truth

Os Oasis de Don't Believe the Truth prolongam a memorabilia pop, citando por exemplo, os Beatles, os Kinks e os Velvet Underground. Contavam-se 10 anos desde (What's the Story) Morning Glory?, o último disco memorável da irmandade, e o 6º álbum de estúdio dos Gallagher pode não ser grande coisa, mas dá um passo na direcção que o último disco dos irmãos, Dig Out Your Soul, viria a cimentar: uma banda confortável no papel de quase veteranos. Embora o domínio de Noel seja claro, todos os elementos da formação da época 2004/2005 contribuíram com canções para a manutenção dos Oasis na Premier League britânica. Os Oasis voltariam, com Dig Out Your Soul, a ganhar o respeito entretanto perdido, editado três anos depois, para depois, por fim, terminarem como que dizendo: agora até já temos algum juízo, vamos seguir carreiras separadas e voltamos daqui a dez anos. Vai uma aposta?



Outors Álbuns Editados:

Four Tet - Everything Ecstatic
Smog - A River Ain't Too Much To Love
Stephen Malkmus - Face the Truth
Belle And Sebastian - If You're Feeling Sinister: Live at the Barbican

Citações com dez anos:

- "Só tenho uma irmã pelo que sempre olhei para ele como um irmão - é uma pena esta enorme falha de comunicação." (Damon Albarn, sobre o distanciamento de Graham Coxon)

- "Desde que desisti de ser um consumidor de drogas profissional, sou viciado em comprar coisas. Neste momento estou viciado em guitarras." (Noel Gallagher)

- "Estamos a trabalhar num novo álbum." (Pras Michel, baterista dos Fugees. O álbum nunca viria a ser editado)

- "Estamos naquele momento em que esperamos pelo resultado do exame. Quando recebes o resultado de um exame há uma sensação de alivio, mesmo que tenhas uma má nota." (Chris Martin, descrevendo a expectativa relativamente à recepção de "X&Y")

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O que aconteceu na semana de 26-01-2005 ?


Notícias:

- Coldplay e Nine Inch Nails encabeçam o cartaz do Coachella.

- Marilyn Manson, System of a Down, Audioslave, Iggy Pop And The Stooges, The Hives e Hoobastank são confirmados no Super Bock Super Rock.

- Arnaldo Antunes actua no Centro Cultural de Belém e Teatro Rivoli e Bryan Adam faz 3 noites no Pavilhão Atlântico.

Disco da Semana: 

Bloc Party - Silent Alarm

Janeiro de 2005. O termo hype ainda era muito (demasiado) usado para descrever aquelas bandas que com um single ou um EP prometiam ser a próxima grande cena. Foi assim que os Union, ou seja, os Bloc Party antes de serem os Bloc Party - foram promovidos à Premier League do rock britânico, à boleia de um EP cujo som, dizia-se, dançava entre os Strokes e os Gang of Four. E é aqui que Silent Alarm resolve-se: afasta-se do som dos Gang of Four e, mesmo não oferecendo nada de novo, apresentam um som singular, com os mais variados truques de produção (Radiohead) e o entusiasmo que não haveria de se repetir. 

Outros álbuns editados:

Brazilian Girls - Brazilian Girls
Antony and the Jonhsons - I Am a Bird 
John Frusciante - Curtains 
High on Fire - Blessed Black Wings

Citações com dez anos:

- "Ainda nem acredito que vamos abrir para a maior banda do mundo, os U2!" (Nathan Followill, baterista dos Kings Of Leon)

- "Acho a canção fantástica. Tento ser tão sexual quanto possível numa perspectiva masculina, sem soar vulgar ou obsceno. Acho que fiz um excelente trabalho." (50 Cent relativamente a "Candy Shop")

- "Nada de electrónicas desta vez, é tudo orgânico." (Aaron Dessner, guitarrista e teclista dos The National, relativamente ao novo álbum)

sexta-feira, 12 de julho de 2013

[Jukebox de há dez anos] Dusk at the Mansion


Já por aí andam desde 2009 - a memória traz-nos, por exemplo, a abertura para o concerto dos Klaxons no Musicbox, em 2010 -, mas o primeiro EP, que pode ser ouvido gratuitamente, só chegou em 2012. Do que daí ouvimos, a inclusão dos Kraftwerk nesta lista era inevitável. "Não existe nenhuma explicação abrangente para cada uma das escolhas. Cada um de nós os ouvia por razões diferentes. Mais importante é que, enquanto banda, reconhecemos que fizeram parte integrante do ano de 2003." 

Os dez discos mais importantes de 2003 para os Dusk at the Mansion:

1. The Strokes - Room on Fire


2. Kraftwerk - Tour de France Soundtracks


3. The Rapture - Echoes


4. Chris Clark - Empty the Bones of You


5. Placebo - Sleeping With Ghosts


6. Radiohead - Hail to the Thief


7. Massive Attack - 100th Window


8. M83 - Dead Cities, Red Seas & Lost Ghosts


9. Marilyn Manson - The Golden Age of Grotesque


10. Outkast - Speakerboxxx/The Love Below 

sexta-feira, 17 de maio de 2013

[Jukebox de há dez anos] Bruno Broa


O primeiro convidado do Dez anos é muito tempo é também um amigo. Bruno Broa divide-se entre o rock com resquícios jazz da Alma Fábrica (principal compositor) e o punk do/a MulherHomem (vocalista). É ainda um dos fundadores da editora independente Movimento Alternativo Rock.

"
O que afinal recordo eu de há dez anos atrás a nível musical? Um pouco de Estática, um pouco de Movimento e um pouco mais de Estética, tudo ainda num embrulho por desempacotar que guardava das minhas descobertas da década de 90, e que há dez anos atrás, me indicavam caminhos e inspirações para as minhas próprias músicas". 


Os dez discos mais importantes de 2003 para Bruno Broa: 


1. Radiohead - Hail to the thief 


Oferecido por um grande amigo e colega de várias bandas. Quase que a adivinhar que seria um marco para mim. Como é tradição entre os fãs de Radiohead, existe sempre um que consideramos o álbum favorito - este é o meu. Acompanha me desde então e é das minhas grandes influências como músico. Sit down stand up!

2. Dead Can Dance - Wake




Indescritível e parte do meu ADN como músico, não só porque este álbum compila uma obra gigante em 26 temas e dois discos, mas também porque acredito numa narrativa ainda por decifrar para algumas partes do cérebro. Há uma intemporalidade absurdamente boa em cada faixa. Traz me à memória anos antes, no final dos 90s a minha vital descoberta de nomes como Young Marble Giants,  This Mortal Coil, entre outros, muitos outros. The Carnival (isn’t) over (after all.)

3. The White Stripes - Elephant

Perdi a conta às vezes que ouvi este álbum aos altos berros no meu quarto. Para deleite dos meus vizinhos, de certeza. Pelo menos posso dizer que nunca o ouvi sozinho... oh girrrrrrrrl, you have no faith in medicine!!!

4. Eels - Shootenanny

Desde o Beautiful Freak que sou grande fã do E!, que sem saber, é pai de muito hipster que anda por aí. O álbum não é dos meus favoritos, mas guardo a "Rock Hard Times" na memória como uma música verdadeiramente inspiradora. Não sei porquê mas associo o muito ao meu tempo na faculdade.
5.  UNKLE -  Never, Never, Land


"Invasion", com Robert Del Naja dos Massive atack é uma das músicas deste álbum fabuloso dos UNKLE. Mais tarde, o remix deles do, por sua vez também cover dos The Doors, "People Are Strange" por Stina Nordenstam, persiste até hoje como uma das minhas músicas favoritas. Uma brilhante metáfora do encadeamento de uma herança musical , que numa só música atravessa quase 50 anos.

6. Simon and Garfunkel - The Essential 

Prenda de Natal do mano mais velho, sempre atento às aspirações do mano músico. Juntamente com um livro da Taschen sobre Kurt Cobain’s, Janis Joplin’s e companhia, cujo título era “Eles morreram cedo demais”. Combo interessante, hein? De qualquer das formas é um disco que ouvi avidamente.  E quanto aos puristas anti-compilações, podem carpir à vontade, porque extremismos é falta de açúcar. Muitas das vezes é uma excelente forma de ter contacto com a obra antes de partir para o detalhe.

7. Dave Mathews Band - Some Devil

É daquelas ofertas de amigos que só anos mais tarde pus a rodar no leitor cá de casa. Mas quando o fiz fiquei satisfeito por o ter feito mais tarde. Muito provavelmente porque, se bem me recordo da besta que era, algo me diz que não teria gostado dele com 24 anos de idade. Dez anos depois, esta besta gosta muito do álbum todo.

8. Placebo - Sleeping With Ghosts



Não é de todo o meu álbum favorito dos Placebo, mas é das bandas que mais vezes vi ao vivo. Muito provavelmente por causa do Without You I'm Nothing. Mas é mesmo assim quando se é fã - compra-se tudo. A minha posse mais rara e mais preciosa deles é a edição do single "Without You I'm Nothing" com  o David Bowie, com 4 remixes, um deles dos UNKLE... claro!

9. Marilyn Manson -  The Golden Age Of Grotesque


Quem não ouvia este álbum há dez anos atrás? "mOBSCENE" foi um dos temas que mais ouvi deste álbum. Também porque estava por todo o lado. Confesso que na altura me irritou a versão de “Tainted Love” mas pronto... Já passou.

10. Desconhecido - Desconhecido


É um álbum  que ainda não  descobri, e que eventualmente virei a saber que foi editado em 2003. Porque a música é mesmo assim, uma continua descoberta de novas estéticas (felizmente ainda) proporcionadas por terceiros. A música para mim é um acto de partilha e sem a vedação do tempo a impedir a malta de ir "à xinxada" por coisas boas. Desde as k7 de cantares alentejanos na carrinha do meu Pai, às intermináveis malas de CDs do meu Padrinho, passando pelas tardes a emprestar mixtapes personalizadas e decoradas a gosto e outras tantas tardes a carpir os CDs emprestados nunca mais recuperados, finalmente chegando aos tempos modernos da partilha de links do Youtube, mas sempre com mesma a dica do "ouve lá esta" que nunca perderá validade.

Há dez anos... Alma fábrica e Mulherhomem, eram ainda abstracções futuras ,com outros nomes e outras pessoas ao meu lado, mas olhando para trás reconheço-lhes as feições. Não só no que andava a fazer, mas também no que andava a ouvir.

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terça-feira, 14 de maio de 2013

[Semana 12-05-03] Marilyn Manson edita "The Golden Age of Grotesque"



Quando Marilyn Manson edita The Golden Age Of Grostesque, o mundo ainda sente demasiado as marcas do 11 de Setembro para se voltar a deixar chocar por toda a mitologia Manson. 

É possível que o quinto álbum do anticristo seja o seu mais ambicioso - é o registo de um artista total que se inspira em Voluptuous Panic: The Erotic World of Weimar Berlin (obra de Mel Gordon que é tudo aquilo que o título promete), de alguém que, três meses antes da edição do disco, deixa escapar um vídeo de dois minutos que anunciam uma nova era na sua carreira e que, na edição limitada, inclui um DVD com uma curta metragem de 25 minutos realizada pelo próprio. 

Em 2003, Manson parece sentir necessidade de reinvenção sem que a coloque em prática. As influências industriais e a estética glam começam a revelar cansaço - como aliás, a citação descarada de "Be Agressive" dos Faith No More em "mOBSCENE" é exemplo.

Depois de The Golden Age Of Grotesque, Marilyn Manson demora quatro anos a regressar aos álbuns - nunca tinha levado tanto tempo. A indefinição leva-o na direcção de outro álbum menor, Eat Me, Drink Me (olá, Lewis Carroll). 2003 terá marcado o início da curva descendente na carreira de Manson. Faz sentido - Manson não poderia manter aquela imagem extremamente sexual, violenta e provocante para sempre. Agora, nas casa dos 40, é cara de campanhas de moda e já ninguém se lembra da polémica toda à volta do Massacre de Columbine. Ainda bem.

Há dez anos... Marilyn Manson namorava com Dita Von Teese.




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