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domingo, 13 de março de 2016

O que aconteceu na semana de 07-03-2006?


Notícias: 

- Roberto Carlos e Jack Johnson actuam no Pavilhão Atlântico, Testament e Painstruck no Ginásio Clube, em Corroios, Sun O))) e Earth na Casa da Música e Ursula Rucker no Lux.

- As NonStop vencem o Festival RTP da Canção 2006.



- Keane, Alice in Chains e Moonspell são confirmados no Super Bock Super Rock.

Disco da Semana:

Placebo - Meds

“Someone call the ambulance, there’s gonna be an accident!”

Palavras premonitórias saídas diretamente da segunda canção do quinto álbum dos Placebo. De certa forma, Meds terá sido o canto do cisne da banda. É verdade que o trio comandado por Brian Molko editou mais dois discos, mas quantos de vocês não teriam que ir à Wikipédia para o confirmar? Ou outra: quantos de vocês sabem que no ano passado fizeram um MTV Umplugged? Os Placebo perderam a relevância da mesma forma que os Incubus (quem?) perderam a sua: com discos medianos, fórmulas repetidas e, surpresa das surpresas, um progressivo apreço por melodias FM. Serve este texto então para referir que Meds ainda traz algumas boas ideias – como as da faixa-título logo a abrir, com a colaboração de Alison Mosshart dos The Kills (estes sim, dez anos depois ainda bem vivos). “Baby, did you forget to take your meds?”, perguntam-nos nessa mesma “Meds”. De forma algo metafórica, apetece responder que sim.



Outras Edições: 

Run DMC - Checks Thugs and Rock n Roll
E-40 - My Ghetto Report Card
Lordi - The Arockalypse
Joe Satriani - Super Colossal
Sepultura - Dante XXI
A Naifa - 3 Minutos Antes da Maré Encher

Citações com dez anos: 

- "Os últimos 2 álbuns estavam cheios de loops e de caixas de ritmos. Para este disco escrevemos canções de rock eufórico." (Bobby Gillespie, mentor dos Primal Scream em antecipação ao novo álbum, "Riot City Blues")

Obituário: 

- Morre o lendário Ali Farka Touré, vítima de cancro nos ossos. Tinha 66 anos.

domingo, 6 de março de 2016

O que aconteceu na semana de 22-02-2006?

Notícias: 

- Tool, Korn, Placebo e Within Temptation são confirmados no Super Bock Super Rock.

- Alice in Chains reúnem-se.

Disco da Semana: 

Corinne Bailey Rae - Corinne Bailey Rae

Ouvimos a estreia homónima de Corinne Bailey Rae, longe de imaginar que o passado a dava como fervorosa fã dos Led Zeppelin, L7 e Veruca Salt e que o CV apontava para a presença numa banda riot grrrrl nos seus verdes anos. É difícil acreditar que esta miúda de voz doce e aspeto singelo já foi (ou ainda é) do rock. E a música que se espraia entre a soul e o jazz ainda nos acumula mais a desconfiança. O burburinho à volta de Bailey Rae foi muito, com comparações a Norah Jones e, nas mais arrojadas investidas, a Billy Holiday. O resultado acabou por provocar indiferença generalizada. Nos créditos vemos oito produtores espalhados pelas 11 canções do álbum. Tanto produtor poderia ter resultado numa coisa pouco homogénea, mas não. Soa coerentemente a aborrecido. Alguma confusão poderia ter dissipado alguma da indiferença generalizada.


Citações com dez anos: 

- "Se tivessem feito um episódio do programa da VH1, "Behind the Music", seria um episódio perfeito, carregado de divórcios e todo o tipo de porcaria. Felizmente, foi só uma falha de comunicação." (Abe Cunningham, baterista dos Deftones sobre a gravação de "Saturday Night Wrist")

- "Não oiço rádio, mas, se o fizesse, era assim que queria que soasse. Isto é a minha versão de música pop." (Mike Patton sobre o álbum de estreia do projecto Peeping Tom)

- "Ao lado dos Sex Pistols, o Rock and Roll Hall l of fame é uma mancha de mijo." (Comunicado dos próprios Pistols)

- "Acho que vamos fazer umas datas com o Kanye West. Não sei se está confirmado, mas acho e espero que aconteça. É um artista incrível" (Flea)

sexta-feira, 12 de julho de 2013

[Jukebox de há dez anos] Dusk at the Mansion


Já por aí andam desde 2009 - a memória traz-nos, por exemplo, a abertura para o concerto dos Klaxons no Musicbox, em 2010 -, mas o primeiro EP, que pode ser ouvido gratuitamente, só chegou em 2012. Do que daí ouvimos, a inclusão dos Kraftwerk nesta lista era inevitável. "Não existe nenhuma explicação abrangente para cada uma das escolhas. Cada um de nós os ouvia por razões diferentes. Mais importante é que, enquanto banda, reconhecemos que fizeram parte integrante do ano de 2003." 

Os dez discos mais importantes de 2003 para os Dusk at the Mansion:

1. The Strokes - Room on Fire


2. Kraftwerk - Tour de France Soundtracks


3. The Rapture - Echoes


4. Chris Clark - Empty the Bones of You


5. Placebo - Sleeping With Ghosts


6. Radiohead - Hail to the Thief


7. Massive Attack - 100th Window


8. M83 - Dead Cities, Red Seas & Lost Ghosts


9. Marilyn Manson - The Golden Age of Grotesque


10. Outkast - Speakerboxxx/The Love Below 

terça-feira, 11 de junho de 2013

[Jukebox de há dez anos] Alex D'Alva Teixeira


Faz apenas um ano, mais coisa menos coisa, que ouvimos "3 Tempos" (do EP Isto não é um Projecto) pela primeira vez e é como se já tivesse passado uma eternidade.  O seguinte TOP 10 é resultado democrático das escolhas de Alex, Ben Monteiro e Vítor Hugo Azevedo.

Os dez discos mais importantes de 2003 para Alex D'Alva Teixeira: 

1. Linkin Park - Meteora


2. Radiohead - Hail to the Thief


3. Toranja - Esquissos


4. Thursday - War all the time


5. Placebo - Sleeping With Ghosts


6. Guano Apes - Walking On a Thin Line


7. The Mars Volta - De-Loused in the comatorium


8. Yeah  Yeah Yeahs - Fever To Tell


9. Muse - Absolution


10. Deftones - Deftones

sexta-feira, 17 de maio de 2013

[Jukebox de há dez anos] Bruno Broa


O primeiro convidado do Dez anos é muito tempo é também um amigo. Bruno Broa divide-se entre o rock com resquícios jazz da Alma Fábrica (principal compositor) e o punk do/a MulherHomem (vocalista). É ainda um dos fundadores da editora independente Movimento Alternativo Rock.

"
O que afinal recordo eu de há dez anos atrás a nível musical? Um pouco de Estática, um pouco de Movimento e um pouco mais de Estética, tudo ainda num embrulho por desempacotar que guardava das minhas descobertas da década de 90, e que há dez anos atrás, me indicavam caminhos e inspirações para as minhas próprias músicas". 


Os dez discos mais importantes de 2003 para Bruno Broa: 


1. Radiohead - Hail to the thief 


Oferecido por um grande amigo e colega de várias bandas. Quase que a adivinhar que seria um marco para mim. Como é tradição entre os fãs de Radiohead, existe sempre um que consideramos o álbum favorito - este é o meu. Acompanha me desde então e é das minhas grandes influências como músico. Sit down stand up!

2. Dead Can Dance - Wake




Indescritível e parte do meu ADN como músico, não só porque este álbum compila uma obra gigante em 26 temas e dois discos, mas também porque acredito numa narrativa ainda por decifrar para algumas partes do cérebro. Há uma intemporalidade absurdamente boa em cada faixa. Traz me à memória anos antes, no final dos 90s a minha vital descoberta de nomes como Young Marble Giants,  This Mortal Coil, entre outros, muitos outros. The Carnival (isn’t) over (after all.)

3. The White Stripes - Elephant

Perdi a conta às vezes que ouvi este álbum aos altos berros no meu quarto. Para deleite dos meus vizinhos, de certeza. Pelo menos posso dizer que nunca o ouvi sozinho... oh girrrrrrrrl, you have no faith in medicine!!!

4. Eels - Shootenanny

Desde o Beautiful Freak que sou grande fã do E!, que sem saber, é pai de muito hipster que anda por aí. O álbum não é dos meus favoritos, mas guardo a "Rock Hard Times" na memória como uma música verdadeiramente inspiradora. Não sei porquê mas associo o muito ao meu tempo na faculdade.
5.  UNKLE -  Never, Never, Land


"Invasion", com Robert Del Naja dos Massive atack é uma das músicas deste álbum fabuloso dos UNKLE. Mais tarde, o remix deles do, por sua vez também cover dos The Doors, "People Are Strange" por Stina Nordenstam, persiste até hoje como uma das minhas músicas favoritas. Uma brilhante metáfora do encadeamento de uma herança musical , que numa só música atravessa quase 50 anos.

6. Simon and Garfunkel - The Essential 

Prenda de Natal do mano mais velho, sempre atento às aspirações do mano músico. Juntamente com um livro da Taschen sobre Kurt Cobain’s, Janis Joplin’s e companhia, cujo título era “Eles morreram cedo demais”. Combo interessante, hein? De qualquer das formas é um disco que ouvi avidamente.  E quanto aos puristas anti-compilações, podem carpir à vontade, porque extremismos é falta de açúcar. Muitas das vezes é uma excelente forma de ter contacto com a obra antes de partir para o detalhe.

7. Dave Mathews Band - Some Devil

É daquelas ofertas de amigos que só anos mais tarde pus a rodar no leitor cá de casa. Mas quando o fiz fiquei satisfeito por o ter feito mais tarde. Muito provavelmente porque, se bem me recordo da besta que era, algo me diz que não teria gostado dele com 24 anos de idade. Dez anos depois, esta besta gosta muito do álbum todo.

8. Placebo - Sleeping With Ghosts



Não é de todo o meu álbum favorito dos Placebo, mas é das bandas que mais vezes vi ao vivo. Muito provavelmente por causa do Without You I'm Nothing. Mas é mesmo assim quando se é fã - compra-se tudo. A minha posse mais rara e mais preciosa deles é a edição do single "Without You I'm Nothing" com  o David Bowie, com 4 remixes, um deles dos UNKLE... claro!

9. Marilyn Manson -  The Golden Age Of Grotesque


Quem não ouvia este álbum há dez anos atrás? "mOBSCENE" foi um dos temas que mais ouvi deste álbum. Também porque estava por todo o lado. Confesso que na altura me irritou a versão de “Tainted Love” mas pronto... Já passou.

10. Desconhecido - Desconhecido


É um álbum  que ainda não  descobri, e que eventualmente virei a saber que foi editado em 2003. Porque a música é mesmo assim, uma continua descoberta de novas estéticas (felizmente ainda) proporcionadas por terceiros. A música para mim é um acto de partilha e sem a vedação do tempo a impedir a malta de ir "à xinxada" por coisas boas. Desde as k7 de cantares alentejanos na carrinha do meu Pai, às intermináveis malas de CDs do meu Padrinho, passando pelas tardes a emprestar mixtapes personalizadas e decoradas a gosto e outras tantas tardes a carpir os CDs emprestados nunca mais recuperados, finalmente chegando aos tempos modernos da partilha de links do Youtube, mas sempre com mesma a dica do "ouve lá esta" que nunca perderá validade.

Há dez anos... Alma fábrica e Mulherhomem, eram ainda abstracções futuras ,com outros nomes e outras pessoas ao meu lado, mas olhando para trás reconheço-lhes as feições. Não só no que andava a fazer, mas também no que andava a ouvir.

Dez Anos é Muito Tempo no Facebook.