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domingo, 6 de março de 2016

O que aconteceu na semana de 29-02-2006?

Concertos: 

- HIM actuam no Coliseu dos Recreios.

- DJ Premier & MC Big Shug actuam no Clube Mercado.

Disco da Semana: 

Isobel Campbell & Mark Lanegan - Ballad of the Broken Seas


Percebe-se alguma estranheza/surpresa da imprensa na altura da edição de Ballad Of The Broken Seas: a suave, bela, angelical ex-voz dos Belle And Sebastian, Isobel Campbell, casada com a áspera e cavernosa do ex-vocalista dos Screaming Trees, Mark Lanegan. Longe estaria essa mesma imprensa de imaginar que o projeto duraria sete anos e mais dois álbuns, cada um melhor que o outro. É um disco de outro tempo, mas que funcionou em 2006, em 2008 e em 2010. Continuaria a funcionar hoje pois estes dois ensinaram-nos que não falham.


Outras edições: 

- White Rose Movement - Kick
- Questlove - Babies Makin' Babies 2: Misery Strikes Back...No More Babies
- Buzzcocks - Flat-Pack Philosophy
- Neko Case - Fox Confessor Brings the Flood
- Mogwai - Mr. Beast
- Mudhoney - Under a Billion Suns
- David Gilmour - On an Island

Citações com dez anos: 

- "Algumas canções rock, algumas baladas - não inventámos a roda." (Stone Gossard, guitarrista dos Pearl Jam sobre o novo álbum da banda)

- “Soa-me a inveja, tenho uma colecção de chapéus maior, o melhor bigode e um sentido de humor mais desenvolvido." (Billy Childish sobre Jack White)

domingo, 10 de agosto de 2014

[Semana 04-08-04] Mark Lanegan Band edita "Bubblegum"


Seria difícil para Mark Lanegan ter criado um álbum mais americano do que este. Na verdade, não fosse a participação de PJ Harvey em duas canções e o sexto álbum do ex-Screaming Trees seria uma ode às terras do Tio Sam. Nesta altura, o rock voltava a ser entusiasmante. Os Strokes mantinham a chama acesa e os White Stripes criavam hinos de estádio, a vaga pós-punk (Franz Ferdinand, Futureheads, etc) dava os primeiros passos, e, acima de todos os outros, os Queens of the Stone (QOTSA), donos de um indisputável trono rock' n' roll do início do século. Não admira que, como ex-colaborador dos QOTSA, Lanegan tenha dado uso à sua lista de contactos e listado Josh Homme e Nick Oliveri - em sessões marcadas para horas e dias diferentes, presume-se - para participações, a par de Greg Dulli - que, mais tarde viria a colaborar no projecto The Gutter Twins -, Dean Ween e a já citada PJ Harvey. Blues, rock, Tom Waits, referências western, uma ode à americana. 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

[Jukebox de há dez anos] Dear Telephone


Não são dez, mas sim 12. Três por cada membro dos bracarenses Dear Telephone.

Os discos mais importantes de 2003 para André Simão:

The Books - The Lemon Of Pink 


Um manifesto de liberdade formal, lirismo descontrolado e descomprometido.

Robert Wyatt - Cuckooland


O regresso inspirado deste monstro das canções. Lembro-me da imensa expectativa em torno do disco. Marcou-me especialmente pela ponte delicada entre o jazz e o singer-songwriting.

Two Banks of Four - Three Street Worlds


Do meio do turbilhão irrelevante de bandas e compilações de future jazz – como tão indigentemente lhe chamavam – despontavam estes rapazes, com um disco verdadeiramente coeso, urbano, tenso e entusiasmante.

Os discos mais importantes de 2003 para Graciela Coelho:

Gillian Welch - Soul Journey


Conjunto de viagens cruas e quentes. Beleza e rudeza, de mãos dadas.

Belle and Sebastian - Dear Catastrophe Waitress


Álbum maior da banda: melodias fortíssimas e arranjos maravilhosos. Uma espécie de encontro imediato entre Beach Boys, Stone Roses e Kronos Quartet.

Arab Strap - Monday at the Hug & Pint


Amor, sexo e relações falhadas, com sotaque escocês. Guitarras, beats maquinais, lirismo extremo à Oscar Wilde em dia mau.

Os discos mais importantes de 2003 para Pedro Oliveira:

Bonnie Prince Billy – Master and Everyone


Um dos maiores cantautores dos nossos tempos, peculiar, fazedor de canções simples e tocantes. Um dos discos que mais ouvi até hoje. Canção que destaco: "The Way".

Manitoba – Up in Flames


Inquietante, super rico rítmica e estruturalmente. Um dos discos que me fez despertar para construções fora do convencional. Abriu o meu caminho para os Manitoba e Daphni. Canção que destaco: "Jacknuggeted".

Mark Lanegan – Here comes that wierd Chill


Senhor de uma das vozes mais ímpares de rock mundial. Musicalmente duro e rude é um disco "back to the basics". Canção que destaco: "Wish you well".

Os discos mais importantes de 2003 para Ricardo Cibrão:

 Howe Gelb - The Listener




Foi o meu álbum de entrada para o mundo Gelb. Desconcertante porque é simples e excitante porque é duro e honesto.

Chris Brokaw - Wandering as Water


Este disco é discreto como o percurso de mais de 20 anos de anonimato de Brokaw na música americana. Foi o segundo álbum a solo e revelou a sua faceta mais trovadoresca.


Calexico - Feast of Wire




Talvez o álbum mais coeso de toda a discografia da banda. As canções de antologia, a mistura de géneros e de texturas e a afirmação de Burns como tenor (deixando para trás alguma da timidez que caracterizou os seus registos anteriores), fizeram deste, um disco absolutamente memorável.

domingo, 17 de novembro de 2013

[Semana 11-11-03] Mark Lanegan edita "Here Comes That Weird Chill"


Se descontarmos Songs for the Deaf dos Queens of the Stone Age, Bubblegum não terá paralelo na riquíssima discografia de Mark Lanegan. Bubblegum, a obra-prima a solo da cara dos Screaming Trees, só chegaria em 2004, meses depois deste Here Comes That Weird Chill, razoável EP de nove canções que inclui colaborações de membros dos Ween, Afghan Wings (mais tarde Lanegan viria a colaborar com Greg Dulli nos The Gutter Wins) e Queens of the Stone Age e uma cover de Captain Beefheart, "Clear Spot".