Seria difícil para Mark Lanegan ter criado um álbum mais americano do que este. Na verdade, não fosse a participação de PJ Harvey em duas canções e o sexto álbum do ex-Screaming Trees seria uma ode às terras do Tio Sam. Nesta altura, o rock voltava a ser entusiasmante. Os Strokes mantinham a chama acesa e os White Stripes criavam hinos de estádio, a vaga pós-punk (Franz Ferdinand, Futureheads, etc) dava os primeiros passos, e, acima de todos os outros, os Queens of the Stone (QOTSA), donos de um indisputável trono rock' n' roll do início do século. Não admira que, como ex-colaborador dos QOTSA, Lanegan tenha dado uso à sua lista de contactos e listado Josh Homme e Nick Oliveri - em sessões marcadas para horas e dias diferentes, presume-se - para participações, a par de Greg Dulli - que, mais tarde viria a colaborar no projecto The Gutter Twins -, Dean Ween e a já citada PJ Harvey. Blues, rock, Tom Waits, referências western, uma ode à americana.
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domingo, 10 de agosto de 2014
domingo, 17 de novembro de 2013
[Semana 11-11-03] Mark Lanegan edita "Here Comes That Weird Chill"
Se descontarmos Songs for the Deaf dos Queens of the Stone Age, Bubblegum não terá paralelo na riquíssima discografia de Mark Lanegan. Bubblegum, a obra-prima a solo da cara dos Screaming Trees, só chegaria em 2004, meses depois deste Here Comes That Weird Chill, razoável EP de nove canções que inclui colaborações de membros dos Ween, Afghan Wings (mais tarde Lanegan viria a colaborar com Greg Dulli nos The Gutter Wins) e Queens of the Stone Age e uma cover de Captain Beefheart, "Clear Spot".
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