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segunda-feira, 28 de março de 2016

O que aconteceu na semana de 21-03-2006?


Notícias/Concertos: 

- The Jon Spencer Blues Explosion actuam no Teatro Académico Gil Vicente

- The Cult são confirmados no Super Bock Super Rock.

- Marcelo D2, Orishas, Mesa, Tara Perdida, Pitty, GNR, The Darkness, The Gathering, Starsailor e Kasabian são confirmados no Rock in Rio Lisboa.

- Soulfly actuam no Paradise Garage e Hard Club e Damian Marley sobe ao palco dos Coliseus.

Disco da Semana: 

Yeah Yeah Yeahs - Show Your Bones

Ainda aquela ideia do segundo disco como bicho papão. 2006 era isto. A cada novo álbum de uma banda com uma estreia mais ou menos entusiasmante, havia expetativas loucas para o seu sucessor. Os Yeah Yeah Yeahs de Fever To Tell, a tal estreia entusiasmante, destacavam-se por equilibrarem com sucesso o que faziam em disco com aquilo que era revelado ao vivo. Foi a postura de Karen O e as idiossincrasias da guitarra de Nick Zinner que os colocaram no mapa das bandas indie que valiam a pena acompanhar no início do século. A tal prova do segundo disco foi então superada com Show Your Bones, um dos melhores registos rock do ano.


Outras Edições: 

The Legendary Tigerman - Masquerade 
The Vines - Vision Valley 
Howe Gelb - Sno Angel Like You
Embrace - This New Day
Be Your Own Pet - Be Your Own Pet
Ghostface Killah - Fishcale
Shakira - Oral Fixation Vol. 2
T.I. - King
Rob Zombie - Educated Horses
Fingertips - Catharsis

Citações com dez anos: 

- "Eles têm a sua própria identidade e é óptima." (Noel Gallagher sobre os Arctic Monkeys)

- "Na verdade, gosto dos Arctic Monkeys e o que quer que eu tenha dito, foi dito de um modo paternal. Espero não os ter irritado." (Morrissey Official na sequência das declarações em que disse que o sucesso dos Monkeys estava a ser demasiado rápido)

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

[Jukebox de há dez anos] Dear Telephone


Não são dez, mas sim 12. Três por cada membro dos bracarenses Dear Telephone.

Os discos mais importantes de 2003 para André Simão:

The Books - The Lemon Of Pink 


Um manifesto de liberdade formal, lirismo descontrolado e descomprometido.

Robert Wyatt - Cuckooland


O regresso inspirado deste monstro das canções. Lembro-me da imensa expectativa em torno do disco. Marcou-me especialmente pela ponte delicada entre o jazz e o singer-songwriting.

Two Banks of Four - Three Street Worlds


Do meio do turbilhão irrelevante de bandas e compilações de future jazz – como tão indigentemente lhe chamavam – despontavam estes rapazes, com um disco verdadeiramente coeso, urbano, tenso e entusiasmante.

Os discos mais importantes de 2003 para Graciela Coelho:

Gillian Welch - Soul Journey


Conjunto de viagens cruas e quentes. Beleza e rudeza, de mãos dadas.

Belle and Sebastian - Dear Catastrophe Waitress


Álbum maior da banda: melodias fortíssimas e arranjos maravilhosos. Uma espécie de encontro imediato entre Beach Boys, Stone Roses e Kronos Quartet.

Arab Strap - Monday at the Hug & Pint


Amor, sexo e relações falhadas, com sotaque escocês. Guitarras, beats maquinais, lirismo extremo à Oscar Wilde em dia mau.

Os discos mais importantes de 2003 para Pedro Oliveira:

Bonnie Prince Billy – Master and Everyone


Um dos maiores cantautores dos nossos tempos, peculiar, fazedor de canções simples e tocantes. Um dos discos que mais ouvi até hoje. Canção que destaco: "The Way".

Manitoba – Up in Flames


Inquietante, super rico rítmica e estruturalmente. Um dos discos que me fez despertar para construções fora do convencional. Abriu o meu caminho para os Manitoba e Daphni. Canção que destaco: "Jacknuggeted".

Mark Lanegan – Here comes that wierd Chill


Senhor de uma das vozes mais ímpares de rock mundial. Musicalmente duro e rude é um disco "back to the basics". Canção que destaco: "Wish you well".

Os discos mais importantes de 2003 para Ricardo Cibrão:

 Howe Gelb - The Listener




Foi o meu álbum de entrada para o mundo Gelb. Desconcertante porque é simples e excitante porque é duro e honesto.

Chris Brokaw - Wandering as Water


Este disco é discreto como o percurso de mais de 20 anos de anonimato de Brokaw na música americana. Foi o segundo álbum a solo e revelou a sua faceta mais trovadoresca.


Calexico - Feast of Wire




Talvez o álbum mais coeso de toda a discografia da banda. As canções de antologia, a mistura de géneros e de texturas e a afirmação de Burns como tenor (deixando para trás alguma da timidez que caracterizou os seus registos anteriores), fizeram deste, um disco absolutamente memorável.