segunda-feira, 22 de julho de 2013

[Jukebox de há dez anos] Gobi Bear


Foto: Rui Farinha

Gobi Bear enviou-nos esta lista a meio da digressão que o tem levado a viajar pela Europa. Folk cândida que se espalha num trio de EPs gravados em apenas 365 dias. 

Os discos mais importantes de 2003 para Gobi:

1. The White Stripes - Elephant 


2. The Strokes - Room on Fire


3. Sérgio Godinho - O Irmão do Meio


4. Los Hermanos - Ventura


5. José Gonzales - Veneer


6. Jay-Z - The Black Album


7. Explosions in the Sky - The Earth is Not a Cold Dead Place


8. Eels - Shootenanny!


9. Comeback Kid - Turn it Around


10. Cat Power - You Are Free


segunda-feira, 15 de julho de 2013

[Jukebox de há dez anos] Flávio Torres


Uns receiam usar a termo, Flávio Torres usa-o sem reservas: cantautor. É-o na medida em que escreve e compõe as suas canções. Canções de amor, canções de protesto, canções (algumas inspiradas) que compõe "Canções de Bolso", álbum de estreia que pode ser ouvido no Spotify.

Flávio Torres revela que "é com muita satisfação [que] relembro aquilo que ouvia ou pelo menos parte do que ouvia em 2003. Inclusive tornei a relembrar alguns discos que têm passagens pessoais para mim muito importantes. Neste ano vivia entre Peniche (cidade onde estudava) e a Covilhã (Cidade que me viu nascer) grande parte deste período a minha ligação ao mar foi muito forte e o Verão inesquecível, em que uma onda de som vibrante entoava até mim. Guitarras na praia, cerveja entre amigos e partilha de muita música fizeram deste ano um dos melhores da minha vida. Aqui fica a minha lista desse ano de 2003 - Porque dez anos é muito tempo."

Os dez discos mais importantes de 2003 para Flávio Torres:

1. Sérgio Godinho - Irmão do Meio


Este é um disco de irmandade com excelentes canções do Sergio [Godinho] reinterpretados em colaboração com outros artistas nacionais, desde a Teresa Salgueiro ao José Mario Branco. Gostava muito de ouvi-lo pela noite fora, foi sem dúvida [um] dos grandes trabalhos discográficos nacionais de 2003. Para mim o melhor.

2. Ben Harper - Diamonds on the Inside


Ainda hoje considero este um dos melhores trabalhos do Ben Harper. Fiquei vidrado neste disco durante meses, a particularidade do roots rock e bluesy na alma destas canções trazem-me grandes memórias e fazem-me viajar não sei bem para onde. É um disco magico.

3. The White Stripes - Elephant


Disco que ouvia diariamente, para mim foi um dos grandes momentos de 2003, em que o rock foi reinventado de uma forma genial por Jack e Meg White - com garra e alma.

4. Jane's Addiction - Strays


Um disco explosivo que me agarrou na primeira audição. Lembro-me que quando ouvi o single “Just Because” senti de imediato aquela vontade de por em repeat. O resto do disco foi–se entranhando naturalmente, grandes musicas.

5. Fausto - A Ópera Mágica de um Cantor Maldito



É o 11º álbum deste grande artista nacional que infelizmente caiu no esquecimento de muitos e também [tem sido] desprezado. Este disco é grande como todos os outros do Fausto, a letra é magistral e gloriosa, a musica é fabulosa. É um disco para todas as idades, um verdadeiro álbum português. O Fausto acompanha-me sempre.

6. Calexico - Feast of Wire


Este álbum conta com instrumentais lindíssimos com a insubstituível trompete e aquela voz que se enquadra neste desenho perfeito. Este é um disco de melodias e de verdadeiras canções, "Black Heart" é uma das minhas favoritas [e] ouvia[-a] junto à tranquilidade do mar.

7. Neil Young - Greendale


Um disco acústico ao vivo de canções simples e nostálgicas que dispensam grandes apresentações. São canções que falam de uma localidade fictícia, Greendale, e dos seus habitantes, [os] que Neil [Young] criou. Mais tarde esta história saiu em filme. Acompanhou-me por noites a fio. Disco 5 estrelas.

8. The Black Keys – Thickfreakness


Este segundo trabalho dos The Black Keys conta com um mix de heavy-blues-garage fabuloso, na altura foi um pouco comparado com o Elephant dos manos White Stripes. No entanto, para mim, as diferenças são enormes e incomparáveis. Grande disco.

9. Easy Star All Stars - Dub Side of the Moon 


Se alguma vez ouvi um disco de versões em que estas são originais, têm a mesma alma e onde o destino da viagem é precisamente o mesmo, este é o disco. Versões do disco Dark Side of the Moon de Pink Floyd em modo dub/reggae muito bem feitas. Aconselho esta experiência. Este acompanha-me ainda hoje no carro.

10. Massive Attack - 100th Window


Como só os Massive [Attack] fazem - um Trip-Hop electrónico genuíno e bastante dark. Foi para mim, neste ano de 2003, um disco de refúgio onde as canções sintetizadas, não dançáveis e depressivas me comprometiam para relaxar e procurar alguma introspecção. Foi um disco de cabeceira muito bom.

domingo, 14 de julho de 2013

[Semana 8-07-03] Big Fat Mamma editam "Parece Difícil"


Vão oito anos desde a formação dos Big Fat Mamma (1995) até à edição do primeiro álbum (2003). Parece Difícil é aquilo a que a banda bracarense classificou de "Free", ou seja, um caldeirão de som em que cabem rock, funk, ska, hip hop, bossa, etc. 

Parece Difícil é a materialização de um conjunto de canções que levou quase uma década (muito tempo...) a preparar. A ironia está toda no facto de parecer fácil. 

Depois deste disco, não voltariam editar. Positivo: deixaram o cadastro limpinho. Onde é que eles andam? Budda (guitarra), Nico (bateria) e Alex Liberalli continuam juntos em vários projectos: Budda Blues Power, Monstro Mau. Trio Pagú e o trabalho na editora Mobydick Records. Aos restantes membros não apanhámos o rasto.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

[Jukebox de há dez anos] Dusk at the Mansion


Já por aí andam desde 2009 - a memória traz-nos, por exemplo, a abertura para o concerto dos Klaxons no Musicbox, em 2010 -, mas o primeiro EP, que pode ser ouvido gratuitamente, só chegou em 2012. Do que daí ouvimos, a inclusão dos Kraftwerk nesta lista era inevitável. "Não existe nenhuma explicação abrangente para cada uma das escolhas. Cada um de nós os ouvia por razões diferentes. Mais importante é que, enquanto banda, reconhecemos que fizeram parte integrante do ano de 2003." 

Os dez discos mais importantes de 2003 para os Dusk at the Mansion:

1. The Strokes - Room on Fire


2. Kraftwerk - Tour de France Soundtracks


3. The Rapture - Echoes


4. Chris Clark - Empty the Bones of You


5. Placebo - Sleeping With Ghosts


6. Radiohead - Hail to the Thief


7. Massive Attack - 100th Window


8. M83 - Dead Cities, Red Seas & Lost Ghosts


9. Marilyn Manson - The Golden Age of Grotesque


10. Outkast - Speakerboxxx/The Love Below 

quinta-feira, 11 de julho de 2013

[Semana 8-07-03] Kings of Leon editam "Youth and Young Manhood"



Nunca tendo sido essenciais, os Kings of Leon que sobem esta semana ao palco principal do Optimus Alive, conseguiam, em 2003, ser espontâneos e intensos. O rock sulista de Youth and Young Manhood era lascivo sem a necessidade gritar "sexo" dezenas de vezes ao longo de um grande refrão. 

Até Because of the Times, o melhor dos seis álbuns, a família Followill foi fazendo crescer um culto que lhe conferia alguma credibilidade indie. A partir de Only By the Night e "Sex on Fire" e "Use Somebody" e outras canções com os olhos postos nos estádios, os Kings of Leon tornaram-se apenas num produto de massas. raízes cristãs Se cresceram? Sim, tornaram-se previsíveis. 








segunda-feira, 8 de julho de 2013

[Jukebox de há dez anos] Sr. Inominável


As canções do primeiro EP de Sr. Inominável (Ricardo Lemos e Pedro Rio-Tinto) são sobre relacionamentos, mas podiam ser (in)directas à indústria musical. Exemplos: "Fora de Prazo", "Corre Por Aí" ou "És Assim, És Assado". 

Os dez discos mais importantes de 2003 para os Sr. Inominável:

1. The Strokes - Room On Fire


2. Radiohead - Hail To The Thief


3. Animal Collective - Here Comes the Indian 


4. Belle & Sebastian - Dear Catastrophe Waitress


5. Black Rebel Motorcycle Club - Take Them On, On Your Own 


6. PJ Harvey - Stories From the City, Stories From the Sea


7. Cat Power - You Are Free


8. The National - Sad Songs For Dirty Lovers 


9. Mesa - Mesa

10. Sufjan Stevens  - Greetings from Michigan: The Great Lake State


quinta-feira, 4 de julho de 2013

[Semana 1-07-03] Sufjan Stevens edita "Michigan"


Já conhecemos a história de trás para a frente. 2003 é o ano de Michigan, o primeiro álbum dedicado a um dos 50 estados norte-americanos, o ano do primeiro registo do chamado 50 States Project. Dois anos depois, Stevens editaria o maravilhoso Illnois e deita fora o megalómano projeto.

De Michigan a The Age of Adz, Sufjan Stevens passou os últimos dez anos a provar que a música não tem que ser raquitica para tocar um mundo em que tudo acontece a uma velocidade avassaladora. É a quantidade louca de coisas/recursos/instrumentos que Stevens coloca em cada álbum que lhe conferem identidade.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

[Jukebox de há dez anos] Ermo


"A merda é que temos um país que pensa como um rebanho sem pastor". A Cidade dos Arcebispos não está feliz. Os Ermo não se revêem naquilo que vivemos hoje e metem o dedo na ferida, seja através de uma actualização de "FMI", de José Mário Branco ou na desconstrução do hino nacional. O EP que antecipa o álbum a ser editado este ano pode ser ouvido gratuitamente aqui. Relativamente a 2003, os Ermo esclarecem: "Não são estes os melhores álbuns do ano. 2003 não foi um grande ano. Estes são os álbuns que saíram em 2003 [e que] mais me agradam hoje. Importante distinção que creio aprazer também ao blogue, dado o seu conceito. Sem qualquer ordem específica, fiquem então com o melhor de 2003 para os Ermo": 

Boris - Boris at Last Feedbacker


Álbum genial de uma banda que ainda hoje lhe faz jus. Acabaram por se tornar numa das nossas bandas preferidas, não só pelo som, mas também pela forma como vêem a sua carreira, sendo um dos grupos mais versáteis do séc. XXI. Quem conhece o seu trabalho sabe do que falamos.

Viktor Vaughn - Vaudeville Villain


Um dos reis do hip-hop, em todas as suas identidades.

György Ligeti - The Ligeti Project III: Cello Concerto; Clocks and Clouds; Violin Concerto; Síppal, dobbal, nádihegedűvel


Dentro da música clássica convencional, é um dos compositor que mais nos agrada.

Melechesh - Sphynx 


Não é um álbum basilar. No entanto, foi com este que os conhecemos. Lembramos-nos de na altura em que ouvimos este álbum pela primeira vez achar que eram a coisa mais original que já tínhamos ouvido no death metal. Não são, mas são bons.

Arvo Pärt - Triodion (Polyphony/Stephen Layton) 


A par do Ligeti, surge o Arvo Pärt, senhor e mestre do tintinnabuli, jogando num campeonato totalmente de qualquer outro compositor contemporâneo.

Keiji Haino - ここ


Um dos artistas mais originais que conhecemos. Este é um dos lançamentos menos experimentais dele, muito a roçar os Rallizes Dénudés, mas belíssimo de qualquer maneira.

Mão Morta - Carícias e Malícias


Um dos melhores álbuns portugueses ao vivo.

Grails - The Burden of Hope 


Provavelmente, o disco que menos gostamos de Grails, mas ainda assim um grande álbum

Portal - Seepia


Se os Melechesh não eram a coisa mais original no death metal, estes terão de o ser. Talvez ainda não neste Seepia, mas viriam a evoluir e a tornar-se uma das nossas bandas preferidas dentro do estilo.

Muse - Absolution


O único álbum que realmente gostamos dos Muse. Um manual de como fazer singles.