O que fazer depois de uma obra-prima de 75 minutos, o magnífico It Still Moves? Logo à 1ª faixa, "Wordless Chorus", os My Morning Jacket mostram que colocaram o pé no travão e, à medida que o registo avança, vão acelerando devagarinho até chegar a canções de 6/7 minutos, já na 2ª parte do disco. Não é que a ambição dos My Morning Jacket seja proporcional à duração das canções, mas a banda torna-se naturalmente maior quando se alonga. Jim James, que quase tudo parece conseguir fazer, carrega um mundo de emoções que nunca se desmorona, mesmo em momentos como "Gideon", em que o vocalista torna a canção num single óbvio e magnífico single. Z prova os My Morning Jacket como uma das certezas do rock norte-americano do novo milénio. Mostram-se triunfantes em qualquer registo. Ainda hoje é assim.
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
terça-feira, 6 de outubro de 2015
[Semana 28-09-05] My Morning Jacket editam "Z"
O que fazer depois de uma obra-prima de 75 minutos, o magnífico It Still Moves? Logo à 1ª faixa, "Wordless Chorus", os My Morning Jacket mostram que colocaram o pé no travão e, à medida que o registo avança, vão acelerando devagarinho até chegar a canções de 6/7 minutos, já na 2ª parte do disco. Não é que a ambição dos My Morning Jacket seja proporcional à duração das canções, mas a banda torna-se naturalmente maior quando se alonga. Jim James, que quase tudo parece conseguir fazer, carrega um mundo de emoções que nunca se desmorona, mesmo em momentos como "Gideon", em que o vocalista torna a canção num single óbvio e magnífico single. Z prova os My Morning Jacket como uma das certezas do rock norte-americano do novo milénio. Mostram-se triunfantes em qualquer registo. Ainda hoje é assim.
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
O que aconteceu na semana de 28-09-2005?
Notícias:
- Gorillaz e Coldplay lideram nomeações para os MTV EMA, em Lisboa: 5 cada. São anunciadas ainda actuações das duas bandas, assim como de Robbie Williams, Foo Fighters, Green Day e Black Eyed Peas.
- Eddie Vedder junta-se aos The Rolling Stones para intepretar "Wild Horses", no PNC Stadium, em Pittsburgh.
- 50 Cent actua no Pavilhão Atlântico, John Cale no Centro Cultural de Belém.
- Os downloads legais passam a representar mais de 6% de toda a indústria musical.
Disco da Semana:
Franz Ferdinand - You Could Have It So Much Better
Ah, o difícil segundo álbum, a pressão imensa de ter de estar à altura da estreia - os Bravery e os Kaiser Chiefs, só para citar dois exemplo contemporâneos, haveriam de se espalhar mais tarde, mas os Franz Ferdinand não, desafiando convenções e convicções atiram-se de imediato ao 2º disco e despacham a conversa do antes é que eles eram bons. Não, em You Could Have It So Much Better eles são igualmente bons, igualmente entusiasmantes, dando mesmo a ideia que era fácil e a melhor banda pop britânica do novo século. Mais tarde, com as inevitáveis mudanças, haveriam de sofrer como os outros, mas até aqui, tudo era imaculado.
Outras edições:
Ladytron - Witching Hour
My Morning Jacket - Z
Broken Social Scene - Broken Social Scene
Ms. Dynamite - Judgement Days
Nickelback - All The Right Reasons
Twista - The Day After
Ms. Dynamite - Judgement Days
Nickelback - All The Right Reasons
Twista - The Day After
Citações com dez anos:
- "Temos disco dos Blur, mas ainda é muito básico. Isto porque decidimos gravar só nós os três [sem o Graham Coxon] e teremos que tocar guitarra. Sou um guitarrista rudimentar, tem que ser algo mesmo estúpido e básico como o punk rock." (Damon Albarn)
- "Não teríamos sucesso na América se não fossemos uma banda cartoon." (Damon Albarn relativamente aos Gorillaz)
- "Tony Blair tem dito muito disparate sobre Kyoto nos últimos tempos, muita conversa da treta... parece que a América finalmente lhe comeu o cérebro." (Thom Yorke sobre o convite a encontrar-se com o Primeiro-Ministro britânico para discutir as alterações climatéricas)
- "Já provámos que somos capazes de escrever a canção pop perfeita" (Brandon Flowers)
- "Não sei se é bom ou mau isto de as pessoas estarem a olhar com mais atenção para a cena musical de Glasgow [devido ao sucesso dos Franz Ferdinand]. Para ser honesto, acho que poderá acabar por destrui-la." (Alex Kapranos)
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quinta-feira, 29 de agosto de 2013
[Jukebox de há dez anos] Electric Willow
Embora os álbuns sejam gravados em formato banda, os Electric Willow são o projecto de Cláudio Mateus. A já vasta discografia preenchida por referências sulistas já cria raízes desde esse longínquo 2006 e pode ser ouvida aqui.
Os discos mais importantes de 2003 para Electric Willow:
Os discos mais importantes de 2003 para Electric Willow:
1. John Cale – Hobosapiens
Mais um grande disco do pai do avant-garde. A música e a melancolia da voz do John Cale sempre me tocaram muito. Estive no concerto de apresentação deste álbum na Aula Magna…memorável.
2. Bonnie “Prince” Billy – Master and everyone
Este disco é talvez o mais delicado e intimista de um dos songwriters americanos de que mais gosto. Tive o privilégio de o ouvir a cantar as canções deste álbum num concerto inesquecível numa discoteca em Matosinhos.
3. My Morning Jacket - It Still Moves
Este é o meu disco preferido da banda de Jim James, é um desfilar de grandes canções por uma das maiores bandas de rock da actualidade.
4. Magnolia Electric Co. - Songs: Ohia
O primeiro disco do genial Jason Molina com os fabulosos Magnolia Electric Co, banda que o acompanhou até ao fim. O desaparecimento de Molina aos 40 anos foi a maior das perdas.
5. Fausto – “A Ópera Mágica do Cantor Maldito”
Este foi o muito esperado regresso de Fausto aos discos de originais, nove anos depois do Crónicas da Terra Ardente. Lembro-me da grande emoção que foi assistir à apresentação deste disco no Coliseu do Porto, a primeira vez que vi o nosso grande Fausto ao vivo.
6. Milton Nascimento - Pietá
A critica dava 5 estrelas a este álbum. Eu não conheço nenhum disco do Milton Nascimento que não mereça as 5 estrelas…é um monstro sagrado da música.
7. Neil Young and Crazy Horse – Greendale
Um dos meus músicos preferidos de sempre que se junta mais uma vez aos fiéis Crazy Horse para conceberem esta pequena ópera rock em dez canções onde é contada história da família Green.
8. Smog – Supper
Gosto de tudo o que o Bill Callahan faz, é sem dúvida um dos músicos actuais que mais admiro e este disco um dos que mais ouço.
9. The Fall - The Real New Fall LP (Formerly Country on the Click)
Continuo um fiel seguidor de Mark E. Smith. Trinta álbuns de originais e meia centena de músicos que já passaram pela sua banda, e a qualidade da música está sempre lá. É caso para dizer que The Fall não enganam
10. Sun Kil Moon – Ghosts of the Great Highway
É o primeiro álbum do novo projecto de Mark Kozelek, depois da extinção dos seus brilhantes Red House Painters. Este disco retoma tudo o que Mark Kozelek tem de melhor, a voz rara, as melodias irresistíveis e a lírica perfeita.
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