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quinta-feira, 7 de abril de 2016

[Semana 28-03-06] Ghosface Killah edita "Fishscale" e T.I. edita "King"


Dois clássicos do hip hop do século XXI editados no mesmo dia. Mesmo na idade de ouro do hip hop, seja ela qual for, seria pouco provável. 

O de Ghosface Killah não é surpresa. Desde o "fim" dos Wu-Tang Clan que se afirmou, entre os 9, como dono da melhor carreira a solo. As referências não serão muito diferentes das que ainda hoje apresenta - afinal de contas, a cada disco que edita, o rapper baralha e volta a dar -, mas aqui surge na condição de contador de histórias que soam frescas e uma produção ao cuidado de pesos pesados como J. Dilla, Dr. Dre, Just Blaze e MF Doom.

King de T.I. é ponto de partido para a década de hip hop que se seguiu. Sim, é assim tão importante e poderíamos fechar este texto aqui. É um barómetro para o que se seguiu entre 2006 e hoje, mas na altura significou uma viragem em relação ao hip hop mais sulista do rapper. Vendeu meio milhão de cópias, mas é interessante pensar no que aconteceria se tivesse sido editado hoje (ou ontem) numa altura em que o negócio é essencialmente digital. Mais tarde, ainda no mesmo ano, haveria de colaborar com Justin Timberlake no celebrado Future Sex/Love Sounds. Queria ser o Rei do Sul, acabou Rei disto tudo. 



sábado, 31 de outubro de 2015

[Semana 19-10-05] Danger Doom editam "The Mouse and the Mask"


MF Doom vinha coleccionando alteregos, Viktor Vaugh, em 2003, o(s) magnifico(s) Madvillainy, partilhado com Madlib, em 2004, e, como MF Doom, MM...Food, álbum conceptual sobre... Comida. Danger Mouse chegava com Guetto Pop Life, álbum de estreia de 2003, e o polémico/seminal The Grey Album, importantíssimo na forma como levantou a discussão dos direitos de autor. Já em 2005 haveria de produzir Demon Days dos Gorillaz - "castigo" aplicado pela EMI para fazer esquecer a "cowboyada" de The Grey Album. Danger Doom, portanto, registo quase 100 por cento inspirado em cartoons do canal televisivo Adult Swim. Danger Mouse como especialista em música de e para bonecada. The Mouse and the Mask é uma viagem psicadélica que, como de costume no trabalho de Doom, está carregada de referências e das temáticas favoritas do rapper: cinema, séries de TV (óbvio) e comics. As colaborações, à parte de Ghostface Killah, pouco acrescentam e é certo que o disco sobreviveria perfeitamente sem elas. 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

[Os melhores álbuns de 2004] 6º - Madvillany - Madvillain


É o trabalho de dois ratos de biblioteca (Madlib nos beats, Doom no microfone), registo perfeito que exalta as mais valias de cada um. Madlib, mestre do diggin, das referências a filmes dos anos 40/50, dos comics, dos compositores minimalistas. MF Doom, responsável por 1001 projectos fundamentais do hip hop mais negro e obscuro. A viagem é feita de canções curtas, mas complexas e carregadas de samples. Exige tempo, exige que nos debrucemos neste documento, fruto de uma das mais aguardadas e ricas colaborações do hip hop norte-americano. Madlib e Doom são artistas complexos que se escondem por trás de máscaras e pseudónimos que variam de acordo com a abordagem e que se cruzam de projecto em projecto. São várias as referências aos vários alter egos dos dois. Madvillainy é composto por 22 peças que compõe um puzzle complexo. É incrível, já o dissemos?

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

[Os melhores álbuns de 2004] 9º - MF Doom - MM... Food


A comida não é mais do que um meio para encaixar metáforas. MM... Food sucede Mudvillainy, a magnífica, perfeita, colaboração com Madlib, sendo que Doom usa praticamente os mesmos truques de produção de Madlib: referências ao cinema, séries de televisão e comics. Ao contrário de outras obras de Doom e apesar de, de certa forma, ser um álbum conceptual, MM... Food não cria uma narrativa sólida, uma história com principio meio e fim. Ainda que, ao lado de Mudvillainy, seja um parente pobre, não deixa de ser magnífico.

domingo, 23 de novembro de 2014

[Semana 17-11-04] MF Doom edita "MM... Food"


A comida não é mais do que um meio para encaixar metáforas. MM... Food sucede Mudvillainy, a magnífica, perfeita, colaboração com Madlib. Doom usa praticamente os mesmos truques de produção de Madlib: referências ao cinema, séries de televisão e comics. Confirma a incapacidade do rapper/produtor de travar a sua veia criativa que, em poucos meses, para além das obras MF Doom, o levou à criação de discos sob os pseudónimos/alteregos Viktor Vaughn e King Geedorah. Ao contrário de outras obras de Doom e apesar de, de certa forma, ser um álbum conceptual, MM... Food não cria uma narrativa sólida, uma história com principio meio e fim. Ainda que, ao lado de Mudvillainy, seja um parente pobre, não deixa de ser magnífico.

domingo, 6 de abril de 2014

[Semana 31-03-04] Madvillainy editam "Madvillain"


Madvillainy, colaboração entre Madlib e MF Doom, é incrível. É o trabalho de dois ratos de biblioteca (Madlib nos beats, Doom no microfone), registo perfeito que exalta as mais valias de cada um. Madlib, mestre do diggin, das referências a filmes dos anos 40/50, dos comics, dos compositores minimalistas. MF Doom, responsável por 1001 projectos fundamentais do hip hop mais negro e obscuro. A viagem é feita de canções curtas, mas complexas e carregadas de samples. Exige tempo, exige que nos debrucemos neste documento, fruto de uma das mais aguardadas e ricas colaborações do hip hop norte-americano. Madlib e Doom são artistas complexos que se escondem por trás de máscaras e pseudónimos que variam de acordo com a abordagem e que se cruzam de projecto em projecto. São várias as referências aos vários alter egos dos dois. Madvillainy é composto por 22 peças que compõe um puzzle complexo. É incrível, já o dissemos?

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

[Semana 23-09-03] Viktor Vaughn edita "Vaudeville Villain"


Viktor Vaughn é MF Doom que, ao longo do tempo, tem sido muitas outras coisas. Em 2003, MF Doom foi Viktor Vaughn depois de ser King Geedorah, projectos completamente diferentes que exigiram diferentes pseudónimos. Take Me to Your Leader é a perspectiva de um monstro alienígena, King Geedorah, a sua avaliação do que se passa na Terra.  Vaudeville Villain é a perspectiva de um outro vilão, que tanto pode ter saído de um série B, como de um sci-fi à Star Trek ou um de um guetto do Bronx. É o primeiro disco em que Doom confia a produção a outras mãos. O leque de convidados é relativamente desconhecido, mas confere a Vaudeville Villain uma concisão que, à partida, poderia parecer difícil, tendo em conta a conceptualização de uma obra complexa mas recompensadora.