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terça-feira, 1 de outubro de 2013

[Jukebox de há dez anos] dUAS seMIcOLCHEIAS iNVERTIDAS

 


Seis anos de dUAS seMIcOLCHEIAS iNVERTIDAS, eles que nasceram "de maneira acidental". As edições (de autor) têm títulos à Led Zeppelin, dois EPs (I e II), uma cassete e um álbum (4) e a vida ao vivo deste projecto volátil já passou por "seis digressões europeias e cerca de 250 concertos nas mais variadas situações e lugares." Paralelamente, criaram a Associação Terapêutica do Ruido responsável, entre outras coisas, pela organização do entretanto extinto Festival Terapêutico do Ruído, onde os vimos há anos, numa actuação que se reflete numa espécie de teatro de variedades.

Os discos mais importantes de 2003 para os dUAS seMIcOLCHEIAS iNVERTIDAS:

 90 Day Men - Panda Park



Dirty Three - She Has No Strings Apollo




 Familia Miranda - Ferguson




Getachew Mekurya - Ethiopiques Volume 14: Negus of Ethiopian Sax


John Fahey - Red Cross




Lightning Bolt - Wonderful Rainbow


Lungfish - Love is Love




Ricardo Rocha - Voluptuária




Shipping News - Three-Four


 Ui - Answers


sábado, 29 de junho de 2013

[Semana 24-06-03] É editado "Movimentos Perpétuos Música Para Carlos Paredes"


2003, ano de Carlos Paredes - premonição de uma perda gigante que se consumaria em 2004. Fruto de uma investida feliz e pouco habitual, o mestre é homenageado pelos seus disciplos ainda em vida. 150 artistas das mais variadas vertentes - escrita, pintura, teatro, cinema e, claro, música - numa enorme vénia ao herói da guitarra portuguesa.

Não é um disco de versões, mas sim um álbum que busca inspiração na obra do génio. Movimentos Perpétuos Música Para Carlos Paredes tem o mérito de juntar no mesmo conjunto de canções variadas linguagens, umas mais longe do universo Carlos Paredes - Sam the Kid, Bullet, etc -, outras mais próximas - Ricardo Rocha, Ana Sadio, etc. É uma homenagem em que os convidados potenciam os seus pontos fortes - Sam sampla o mestre e junta-lhe um beat, os embrionários Dead Combo colocam em destaque a guitarra eléctrica de Trips, Rodrigo Leão não larga o violino e por aí fora. 

Independentemente dos resultados, o mais bonito é Paredes ter tido tempo para aproveitar tudo isto. Imaginamos-lhe um sorriso nos lábios.