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domingo, 20 de março de 2016

O que aconteceu na semana de 14-03-2006?


Notícias/Concertos: 

- Los Hermanos actuam em Viseu e Famalicão e Ursula Rucker actua apenas em Famalicão.

- Rock in Rio Lisboa confirma Jamiroquai.

- Super Bock Super Rock confirma Franz Ferdinand e Pharrell Williams.

- Black Sabbath, Blondie, Miles Davis, Lynyrd Skynyrd e Sex Pistols entram no Rock and Roll Hall of Fame.

Disco da Semana:

Dead Combo - Quando a Alma Não é Pequena

Era o segundo disco do duo e recordamos uma entrevista num então muito diferente Curto Circuito. Um dos apresentadores (não nos lembramos qual) perguntava: “Depois da estreia, o que mudou?”. A resposta: “Estamos ricos”. Sim, há um sarcasmo inerente à resposta de Tó Trips, mas a verdade é que, dez anos depois, os Dead Combo são um daquelas bandas nacionais que podem dedicar boa parte da sua actividade profissional à banda que, entretanto, correu o país e o mundo. O vasto leque de convidados não esconde alguma ambição na hora de cozinhar um disco que explora ambientes jazz e western, mas também a tradição portuguesa.

Outras edições: 

Prince - 3121
Band of Horses - Everything All the Time
Ben Harper - Both Sides of the Gun
Graham Coxon - Love Travels at Illegal Speeds 
Stephin Merritt - Showtunes 
Adam Green - Jacket Full of Danger 
Gonçalo Salgueiro - Segue a Minha Voz

Citações com dez anos: 

- "Poderá tocar nas várias formas que ele encontrou para mudar a música, ao longo de várias décadas. Do bebop ao hip hop." (Vince Wilburn, sobrinho de Miles Davis sobre a biopic que só viria a ser concretizada em 2015, "Miles Away")

- "Estamos oficialmente num hiato, talvez até tenhamos chegado ao fim." (Wes Borland sobre os Limp Bizkit)

- “Sai à noite e dancei em clubes Nova-Iorquinos. Algo que ajudou muito em canções como a "Supermassive Black Hole". Os Franz Ferdinand fizeram muito bem essa mistura de batidas de dança com guitarras alternativas. (Matt Bellamy)

sábado, 29 de junho de 2013

[Semana 24-06-03] É editado "Movimentos Perpétuos Música Para Carlos Paredes"


2003, ano de Carlos Paredes - premonição de uma perda gigante que se consumaria em 2004. Fruto de uma investida feliz e pouco habitual, o mestre é homenageado pelos seus disciplos ainda em vida. 150 artistas das mais variadas vertentes - escrita, pintura, teatro, cinema e, claro, música - numa enorme vénia ao herói da guitarra portuguesa.

Não é um disco de versões, mas sim um álbum que busca inspiração na obra do génio. Movimentos Perpétuos Música Para Carlos Paredes tem o mérito de juntar no mesmo conjunto de canções variadas linguagens, umas mais longe do universo Carlos Paredes - Sam the Kid, Bullet, etc -, outras mais próximas - Ricardo Rocha, Ana Sadio, etc. É uma homenagem em que os convidados potenciam os seus pontos fortes - Sam sampla o mestre e junta-lhe um beat, os embrionários Dead Combo colocam em destaque a guitarra eléctrica de Trips, Rodrigo Leão não larga o violino e por aí fora. 

Independentemente dos resultados, o mais bonito é Paredes ter tido tempo para aproveitar tudo isto. Imaginamos-lhe um sorriso nos lábios.