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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

[Os melhores álbuns de 2005] 26º - Los Hermanos - Quatro


Quatro é o último disco dos Los Hermanos e, voltando a ele, é difícil perceber o porquê de terem sido uma banda polarizadora: não se ama ou odeia Los Hermanos, só se ama. Porque eram bons. Muito bons. Resultavam de duas personalidades distintas, mas igualmente talentosas: Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante, o primeiro mais preocupado com as melodias, o segundo mais dedicado às letras. E, olhando para as discografias pós-Los Hermanos, podemos concluir que Camelo tinha as ideias mais arrumadas. Sou, de 2008, ditou o caminho que haveria de seguir até hoje, à Banda do Mar. Rodrigo Amarante tentou o inglês dos esquecidos Little Joy, algo estranho para quem compõe tão bem em português, e só em 2013 se voltou a notabilizar com o fenómeno "Youtubiano" Cavalo. Quatro será o disco mais intimista da banda, bandeira da Nova MBP. Mas não vale a pena colá-los ao que os originais fizeram nos anos 60 e 70. O que Los Hermanos fizeram foi especial, independentemente da inspiração de mestres como Chico ou Caetano.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

[Semana 26-10-05] Los Hermanos editam "Quatro"


Quatro é o último disco dos Los Hermanos e, voltando a ele, é difícil perceber o porquê de terem sido uma banda polarizadora: não se ama ou odeia Los Hermanos, só se ama. Porque eram bons. Muito bons. Resultavam de duas personalidades distintas, mas igualmente talentosas: Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante, o primeiro mais preocupado com as melodias, o segundo mais dedicado às letras. E, olhando para as discografias pós-Los Hermanos, podemos concluir que Camelo tinha as ideias mais arrumadas. Sou, de 2008, ditou o caminho que haveria de seguir até hoje, à Banda do Mar. Rodrigo Amarante tentou o inglês dos esquecidos Little Joy, algo estranho para quem compõe tão bem em português, e só em 2013 se voltou a notabilizar com o fenómeno "Youtubiano" Cavalo. Quatro será o disco mais intimista da banda, bandeira da Nova MBP. Mas não vale a pena colá-los ao que os originais fizeram nos anos 60 e 70. O que Los Hermanos fizeram foi especial, independentemente da inspiração de mestres como Chico ou Caetano.

terça-feira, 21 de maio de 2013

[A Rubrica do Canoilas] Há dez anos, como foi em Portugal?



Aviso prévio: este artigo foi escrito por alguém que tinha 16 anos em 2003. Mas boa memória. Mas só ouvia merda. E ainda hoje ouve.

2003 foi o ano do "estrala-a-bomba". O foguete vai no ar e o grupo Adiafa (não consegui escrever banda, senti-me que estava a enganar os senhores) dominava o TOP português de vendas. Foi ouvir até cansar. (Nota: 2003 também foi o ano em que se descobriu o imenso talento das Las Ketchup). No fim do ano, a Direcção-Geral de Saúde publicava o relatório anual "Risco de morrer em Portugal 2003" e dava conta da duplicação da taxa de suicídios nos últimos 10 anos, com especial incidência no Alentejo. Não há coincidências, já dizia o outro.

"Fixe, fizeste uma analogia idiota e ligeiramente ofensiva. E música a sério?"

Bem, Mariza passou de mera side-kick do Herman, entre momentos ridículos de médiuns de cagalhões na tola e gajas descascadas (sdds Hermanias) e lançou o segundo disco, Fado Curvo, que vendeu meia dúzia de cópias (seis platinas). Relembramos mais uma razão pela qual a morte do Bernardo Sassetti foi uma merda do caralho, com o grande disco em colaboração com o Mário Laginha. Old Jerusalem estreia-se em longa duração.

Mas nem tudo é bom. Os Toranja lançam Esquissos e temos de levar com a puta da "Carta" durante meses. E com o Tiago Bettencourt durante anos. Ainda agora foi anunciado para o Sudoeste.

“Boa, as minhas expectativas estavam baixas, mas mesmo assim consegues não dizer uma merda de jeito até agora. Arruma lá com o assunto.”

2003, para mim, foi o ano do Irmão do Meio. Um excelente álbum do Sérgio Godinho, pejado de convidados de luxo. Destaques para "Quatro Quadras Soltas", com os Gaiteiros de Lisboa (que convidaram os Adiafa para o Avis Rara, do ano passado) e "Lisboa Que Amanhece" Caetano Veloso. Mas a pérola aparece mesmo no fim do disco, a última faixa. Melhor canção do ano, cantada em português, sem merdas: "Dancemos no Mundo", com os Clã.

P.S.: Isto é tudo muito giro, mas 2003 é o ano da edição do Deloused in the Comatorium, dos Mars Volta. Alto discão e até tem uma música em português ("Cicatriz ESP"), por isso posso meter este P.S. sem stress, certo?

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