Mostrar mensagens com a etiqueta The Strokes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta The Strokes. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 19 de junho de 2013

[Jukebox de há dez anos] noiserv


Diz-nos noiserv que está a preparar o regresso aos álbuns marcado para Outubro: É engraçado que foi mais ou menos há dez anos que comecei a escrever as canções que mais tarde, 2004, fariam nascer o projecto noiserv. Em termos de discos, muita coisa ouvia na altura, destacando o que mais vezes se repetia na minha cabeça, e muitos deles até aos dias de hoje. 

1. Explosions in the Sky - The Earth Is Not a Cold Dead Place


2. Radiohead - Hail to the Thief


3. Cat Power - You Are Free


4. Mogwai – Happy Songs for Happy People


5. The Decemberists - Castaways e Cutouts


6. Blur - Think Tank


7. Josh Rouse - 1972


8. The Shins – Chutes too Narrow


9. The Strokes – Room on Fire


10. Massive Attack - 100th Window


sábado, 1 de junho de 2013

[Jukebox de há dez anos] The Joy of Nature


2003 foi o ano em que saiu o primeiro álbum de The Joy of Nature and Discipline, mas não estava a ouvir nada semelhante a esse disco (aliás, o disco foi composto, principalmente, em 1999 e 2000). Em 2003 dediquei-me essencialmente a aquarelle, o projecto musical que nunca conseguiu realmente ter as oportunidades que possivelmente merecia. Foi também um ano que ficou para sempre gravado na memória, um daqueles anos em que houve acontecimentos que haviam de marcar todos os anos subsequentes.

Os dez discos mais importantes de 2003 para The Joy of Nature

1. David Sylvian - Belmian


A primeira vez que ouvi o Blemish [a reacção] foi: “Mas que raio? O que está este gajo agora a fazer?”. Não foi um disco que tenha entrado à primeira, mas tornou-se num dos preferidos e ouvi-o vezes sem conta durante um Verão.

2. Swans – Forever Burned


Este disco não é nem uma reedição nem uma compilação: contém por inteiro o álbum The Burning World e algumas faixas de discos que saíram quase pela mesma altura, como a obra-prima White Light from the Mouth of Infinity. Contém a “Song for the Sun” que foi a primeira música que deles ouvi – com 15 ou 16 anos – num programa do Nuno Galopim. Swans... Há mais de 20 anos que os oiço regularmente.

3. Nurse With Wound – Salt Marie Celeste


Gosto mais dos discos de drones de Nurse With Wound do que daqueles mais ligados às colagens e ao surrealismo. Este disco é constituído por uma única faixa com cerca de uma hora de duração em que se sente e vê um navio fantasma à deriva. A história do navio Marie Celeste é extremamente interessante e este disco leva-nos lá.

4. The Shipping News – Three-Four


Foi o primeiro disco que associei a 2003. Ouvia-o vezes sem conta no trabalho, numa altura bastante especial em que não me podia queixar de monotonia emocional. E são emoções que este disco traz, como a intensidade em crescendo da “Haunted On Foot” ou o coração quase a explodir na “We Start to Drift”. É o disco que mais me transporta de regresso a 2003.

5. Espers – Espers


Ao mesmo tempo que Devendra Banhart começava a ganhar popularidade e a folk psicadélica voltava a ser reavivada por novos hippies, surge um dos melhores exemplos desta nova vaga. Foi um disco inspirado e inspirador e trouxe à luz do dia uma série de instrumentos acústicos que deviam estar escondidos em algum sótão. 

6. Dean Roberts – Be Mine Tonight


Como se faz música assim? Parece desestruturada, complexa, mas terrivelmente emocional. Aqui não há nada fingido. Ouvi muito este disco na mesma fase em que descobri o cinema dos irmãos Quay.

7. Piano Magic – The Troubled Sleep of Piano Magic


Há aqui uma canção que faz toda a diferença – “The Unwritten Law”. Sempre que ouvia o disco, colocava esta canção em repeat. Mais uma vez, a relação terrível entre a tristeza e a beleza.

8. Bonnie Prince Billy – Master and Everyone


Voz e guitarra. Com canções como “The Way” não é preciso mais nada. Todas as canções são boas, mas bastava essa, que era exactamente o que me apetecia dizer na altura.

9. Barzin - Barzin


Geralmente não gosto de música tão doce e "tristinha" como a que está neste disco. Mas as canções deste disco são demasiado boas e fazem-me esquecer isso. E versos como Are you building a house/With these broken plans diziam-me muito. E a cereja no topo do bolo é a última faixa – “Sleep” que influenciou directamente o trabalho de aquarelle.

10. The Strokes – Room On Fire


2003 foi realmente o ano dos Strokes e este disco fez-me voltar a sentir como se tivesse 16 anos novamente.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

[Jukebox de há dez anos] Manuel Fúria


Desde os tempos em que dava voz aos Golpes que percebemos que Manuel Fúria não é apenas mais um a deixar-se levar pela leva que canta a língua de Camões. Da guitarra e fotografias promocionais aos títulos (do álbum, das canções), nada é deixado ao acaso. Quando pedimos a Manuel Fúria para construir uma lista dos 10 discos mais importantes de 2003, desconfiamos que, na altura, não estaria satisfeito com o estado das coisas no nosso Portugal. Estávamos cobertos de razão.

2003 foi um ano muito fixe em discos. Quer dizer, muito fixe menos em Portugal, onde as listas são deploráveis; o único sítio onde encontramos coisas boas é no catálogo da Florcaveira e isto porque a Amor Fúria ainda não existia. Para além dos discos, 2003 foi responsável por um dos melhores Verões de sempre. Os discos são estes e estão colocados aleatoriamente.

Os dez discos mais importantes de 2003 para Manuel Fúria:

The White Stripes - Elephant


Rebentam para o mundo com a "Seven Nation Army" dos estádios de futebol. Um disco poderoso.

Lou Reed - The Raven


Este disco marcou-me especialmente porque o Lou Reed autografou-mo a meio metro de mim, rapaz novo e impressionável. Em Coimbra, no Jardim da Sereia.

Ryan Adams - Love Is Hell, Pts. 1 & 2


Tem a versão do "Wonderwall" dos Oasis e é mesmo bonita.

Tiago Guillul - Mais 10 Fados Religiosos


Só ouvi este disco em 2007, mas é o meu preferido do Tiago. É aqui que está o grande êxito: "Quando Sangro do Nariz".

Lightning Bolt - Wonderful Rainbow


Lobster antes dos Lobster

Outkast - Speakerboxxx/The Love Below


Provavelmente o melhor disco destes todos. E eu não percebo  hip hop.

The Strokes - Room on Fire


Tem a "Reptilia" que é a melhor canção roque dos anos zero.

The Rapture - Echoes


Bateu bué.


The Sea And Cake - One Bedroom


Ouvi isto em dias de Sol, especialmente a versão do "Sound And Vision" do David Bowie.

terça-feira, 14 de maio de 2013

"Dez anos é muito tempo"


Há dez anos Bowie editava Reality. Há dez anos era fundado o Myspace, os Arctic Monkeys ainda não enchiam estádios. Há dez anos não existia Facebook. Há dez anos o grime era a grande próxima cena. Há dez anos o Benfica encontrava-se num jejum de nove anos, Jorge Jesus treinava o Estrela da Amadora. Há dez anos, Mourinho treinava o Futebol Clube do Porto. Há dez anos João Paulo II era Papa. Há dez anos Vilar de Mouros, Paredes de Coura, Super Bock Super Rock e Sudoeste eram representantes dos festivais nacionais. Há dez anos, os White Stripes e os Strokes eram o presente e futuro do rock. Há dez anos o Presidente da República era Jorge Sampaio e o primeiro ministro Durão Barroso. Dez anos é muito tempo.

Nota: Infelizmente não consegui encontrar a canção que inspirou o nome deste blogue. Tive que me contentar com uma referência aos 15 anos. Do mal o menos: a canção é do mesmo artista, é do Paulo de Carvalho.