O que fazer depois de um álbum clássico (Ladies and Gentlemen We Are Floating in Space) e de um outro cheio de tudo - cheio de si, cheio de músicos, orquestrações, ambição (Let It Come Down)? A resposta de Jason Pierce, senhor Spiritualized, está num álbum despido, num regresso às raízes - não as suas, mas as do rock. A influência dos Stooges é óbvia - Pierce parece ter o diabo no corpo, ou seja, parece ter sido tomado pela velha iguana, Iggy Pop -, mas é no registo back to basics dos White Stripes que o ex-Spaceman situa Amazing Grace, o último álbum antes dos problemas de saúde que o afectaram durante anos e que foram adiando Songs in A&E até 2008.
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sexta-feira, 13 de setembro de 2013
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
[Semana 09-09-03] The Rapture editam "Echoes"
Injustamente alcunhados de Disco Strokes - as similaridades com a banda de Julian Casablancas ficam-se pelos primeiros cinco segundos de "Sister Savior", os que nos lembram "Take It or Leave It" -, ao segundo álbum os Rapture pilham influências pós-punk (por ordem alfabética: Gang of Four, PiL, The Cure), provocam suor funk e, citando de forma livre Todd Hutlock da Stylus Magazine, de volta e meia dão ordem de soltura a "uma puta de uma cow bell" - aqui, grandes responsabilidades na forma como "House of Jealous Lovers" atingiu o estatuto de clássico. E isto leva-nos a outra afirmação injusta, mas que se popularizou dois anos depois, com a estreia discográfica dos LCD Soundsystem: os Rapture tornaram-se na outra banda da DFA.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
[Semana 02-09-03] Outkast editam "Speakerboxxx/The Love Below"
Na verdade, este disco foi editado na semana de 26 de Agosto de 2003, mas, na ressaca das férias, não houve tempo para escrever este texto a tempo e horas. Spearkerboxxx/The Love Below é a lição pop dos Outkast. É a resposta à mais difícil das questões: o que fazer quando um dos mais fascinantes grupos de rap nascidos nos 90s se depara com divergências criativas? Juntam-se dois discos completamente diferentes nu só, duplo, que, ou cai com estrondo ou se torna uma dos maiores marcos discográficos dos últimos 10/15 anos. Speakerboxxx, a parte de Big Boi é uma equação mais conversadora e prevísível que une doses iguais de hip hop, funk e rock. É a metade mais Outkast, mas menos estimulante. The Love Below, a parte de Andre 3000, é mais exposta e arriscada. Andre 3000, fiel às sua crenças - dizia ele na altura, à imagem de Nas, que o hip hop estava morto - cria canções à Prince, mas melhor que as canções de Prince dos últimos muitos anos. The Love Below, disco confessional, sexy, libidinoso, carnal, é, provavelmente, dez anos, depois a mais arriscada e vencedora criação de 2003.
terça-feira, 27 de agosto de 2013
[Semana 26-08-03] Black Rebel Motorcycle Club editam "Take Them On, On Your Own"
sábado, 3 de agosto de 2013
[Semana 29-07-03] Junior Senior editam "D-D-Don't Don't Stop the Beat"
No Verão de 2003, dois rapazes não especialmente talentosos, um Junior e um Senior, lançam um disco tão divertido quanto descomprometido - é importante que estas duas características surjam juntas, pois foi essa fusão que os deixou cair nas boas graças do público e da crítica.
D-D-Don't Don't Stop the Beat durou bem mais do que um verão - os videojogos (a febre da cantoria e dançaria na consola lá de casa) têm feito um enorme trabalho neste particular. Basta olhar para os nostálgicos comentários ao vídeo de "Mover Your Feet" no Youtube para perceber que os Junior Senior são mais eficazes do que 90% das porcaria de verão que ouvimos ano após ano. É irrepetível? É. Em 2005, com Hey Hey My My Yo Yo, mal demos por eles, apesar das críticas positivas. Algumas perderam tempo a tentar tornar estes dinamarqueses num objecto sério discorrendo sobre potenciais influências. Três anos depois, na sequência de um falhanço comercial chamado Say Hello, Wave Goodbye EP, os Junior Senior diriam o adeus definitivo. Tinha acabado o prazo.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
[Semana 29-07-03] Patrick Wolf edita "Lycanthropy"
2003, o ano de Adam Green, Joss Stone e Patrick Wolf, putos maravilha que não se viriam a tornar assim tão maravilhosos. Neste campeonato, a música não andava assim tão longe do futebol. Por norma, um talento começa a dar nas vistas aos 16 e atinge a maturidade aos 20 e qualquer coisa - com o advento da Internet, as coisas estarão um pouco diferentes, mas essa é conversa para outras núpcias. Os três exemplos apresentados no início deste texto são jogadores de segunda linha, aqueles que percorreram tudo o que é selecção sub-qualquer coisa, mas que só são chamados ao plantel principal em particulares.
Lycanthropy é Patrick Wolf a brincar na areia, a enveredar pelo virtuosismo individual e a sacrificar o todo. Como qualquer talento com tendência para a individualidade, Wolf é inconstante, sendo capaz do melhor e do pior.
domingo, 28 de julho de 2013
[Semana 22-07-03] Raveonettes editam "Chain Gang of Love"
O Guardian descreveu-os como a versão indie dos Roxette e acrescentou que "pelo menos os Roxette tinham melodias". A comparação é tão descabida que não tivemos em pejo em começar por aqui.
Os Raveonettes, duo rapaz-rapariga na altura tão em voga, tiveram uma ideia, uma das boas: juntar as guitarras sujas de um clássico da década de 80 - Psychocandy, o álbum seminal dos Jesus & the Mary Chain - ao doo wop das girls groups dos 60s, girls groups como as Rounettes. O baptismo do projecto não será inocente, a estética a preto e branco também não. No fundo, dos White Stripes aos My Bloody Valentine, o que estes dinamarqueses ainda hoje fazem é tão simples como reciclar as estéticas que mais os influenciaram como músicos. Resultou.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
[Semana 22-07-03] Canibus edita "Rip the Jacker"
A diferença que faz uma grande produção. Rip the Jacker, para além de inverter o título de um dos mais famosos assassinos da história, é o "ou vai ou racha" de Canibus. É o quinto álbum do rapper, mas o primeiro em que aposta numa produção ambiciosa. Rip the Jacker é uma viagem. E que viagem! Os samples passeiam-se pelo minimalismo de Philip Glass, citações avulso de séries norte-americanas, o dub jamaicano e até (surpresa!) um fado de António Chaínho: "A Sombra (Fado Nocturno)". O nome a apontar no meio de todo este cosmopolitismo, o responsável por esta muda de lençóis, por esta cama impecavelmente apresentada é Kevin Baldwin aka Stoupe the Enemy of Mankind.
terça-feira, 23 de julho de 2013
[Semana 22-07-03] Adam Green edita "Friends of Mine"
Adam Green era um miúdo quando se lançou nos Moldy Peaches e um adolescente quando tentou atinar numa carreira a solo que estreou com Garfield, apropriado título para um rapaz que, em condições normais, estaria em casa desempregado nessa mesma rotina feita à base de sono e lasanha. Podia ser um diário, o diário de um adolescente, um puto que canta os problemas de uma miúda (as que quer engatar, claro) e descasca na contemporânea Jessica Simpson - diz-se por aí que a mensagem é mais política do que parece. Um rapazola a disparar as referências de uma juventude perdida em desgostos amorosos, jogos do computador e livros de história. A mudança de voz quer ser porta-voz de uma maturidade que acabou por chegar mais tarde, cinco anos depois, com o óptimo Minor Threat.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
[Semana 8-07-03] Kings of Leon editam "Youth and Young Manhood"
Nunca tendo sido essenciais, os Kings of Leon que sobem esta semana ao palco principal do Optimus Alive, conseguiam, em 2003, ser espontâneos e intensos. O rock sulista de Youth and Young Manhood era lascivo sem a necessidade gritar "sexo" dezenas de vezes ao longo de um grande refrão.
Até Because of the Times, o melhor dos seis álbuns, a família Followill foi fazendo crescer um culto que lhe conferia alguma credibilidade indie. A partir de Only By the Night e "Sex on Fire" e "Use Somebody" e outras canções com os olhos postos nos estádios, os Kings of Leon tornaram-se apenas num produto de massas.
raízes cristãs Se cresceram? Sim, tornaram-se previsíveis.
quinta-feira, 4 de julho de 2013
[Semana 1-07-03] Sufjan Stevens edita "Michigan"
Já conhecemos a história de trás para a frente. 2003 é o ano de Michigan, o primeiro álbum dedicado a um dos 50 estados norte-americanos, o ano do primeiro registo do chamado 50 States Project. Dois anos depois, Stevens editaria o maravilhoso Illnois e deita fora o megalómano projeto.
De Michigan a The Age of Adz, Sufjan Stevens passou os últimos dez anos a provar que a música não tem que ser raquitica para tocar um mundo em que tudo acontece a uma velocidade avassaladora. É a quantidade louca de coisas/recursos/instrumentos que Stevens coloca em cada álbum que lhe conferem identidade.
sábado, 29 de junho de 2013
[Semana 24-06-03] É editado "Movimentos Perpétuos Música Para Carlos Paredes"
2003, ano de Carlos Paredes - premonição de uma perda gigante que se consumaria em 2004. Fruto de uma investida feliz e pouco habitual, o mestre é homenageado pelos seus disciplos ainda em vida. 150 artistas das mais variadas vertentes - escrita, pintura, teatro, cinema e, claro, música - numa enorme vénia ao herói da guitarra portuguesa.
Não é um disco de versões, mas sim um álbum que busca inspiração na obra do génio. Movimentos Perpétuos Música Para Carlos Paredes tem o mérito de juntar no mesmo conjunto de canções variadas linguagens, umas mais longe do universo Carlos Paredes - Sam the Kid, Bullet, etc -, outras mais próximas - Ricardo Rocha, Ana Sadio, etc. É uma homenagem em que os convidados potenciam os seus pontos fortes - Sam sampla o mestre e junta-lhe um beat, os embrionários Dead Combo colocam em destaque a guitarra eléctrica de Trips, Rodrigo Leão não larga o violino e por aí fora.
Independentemente dos resultados, o mais bonito é Paredes ter tido tempo para aproveitar tudo isto. Imaginamos-lhe um sorriso nos lábios.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
[Semana 24-06-03] The Mars Volta editam "De-Loused in the Comatorium"
A história dá muitas voltas e acaba em motivo para blogues como este. Em 2001, na ressaca do muito aclamado Relationship of Command, os At-Drive In anunciam o fim. Dois anos depois, há precisamente dez anos, os Mars Volta, ou seja, Omar Rodriguez-Lopez e Cedric Bixler-Zavala, estreiam-se com o incatalogável De-Loused in the Comatorium. Meses antes, os Sparta, os restos dos At-Drive In que menos interessam, lançam Wiretap Scars, um álbum que segue as pisadas da banda que se tinha acabado de desmantelar. O diagnóstico do fim dos At-Drive In é traçado: diferenças criativas, claro.
O álbum de estreia dos Mars Volta é um chuto no rabo dos velhos e um ataque a potenciais novos fãs. É notória a necessidade de se afastarem do som dos At-Drive In, algo que nos faz acreditar que as razõe$ para a recente reunião não tenham $ido a$ melhore$.
Ainda hoje é difícil decifrar De-Loused in the Comatorium. Álbum conceptual baseado numa short story escrita por Cedric, autor de letras complexas e indecifráveis? Disco meramente pirotécnico para encher o ouvido? Complexo objecto conceptual que gira à volta da história de auto-destruição de Julio Venegas, amigo de Cedric falecido em 1996? Ficam as certezas: A recepção crítica de De-Loused não se voltou a repetir; A mesma funcionou com força motriz para dedicar o álbum ao recém-falecido Jeremy Ward; Dez anos depois, os Mars Volta chegaram ao fim e os At-Drive In andam por aí.
quinta-feira, 20 de junho de 2013
[Semana 17-06-03] Animal Collective editam "Here Comes the Indian"
Here Comes the Indian é o quarto álbum dos Animal Collective, mas é como se fosse o primeiro. É o primeiro a ser assinado com o nome que os colocaria no mapa. É o primeiro gravado por todos os actuais elementos. E é o primeiro de uma escalada que cumpre a transformação desta OVNI numa das bandas mais influentes dos nossos tempos.
Gravado ao vivo em apenas três dias, Here Comes the Indian está a milhas da linguagem pop dos últimos mui aclamados álbuns. Não seria escandaloso se tivessem sido associados à New Weird America - o contacto com a natureza, estranhas harmonias, a liberdade -, mas não, preferiram antes ser responsáveis por uma nova linguagem que colocou Brooklyn em centro do mundo.
domingo, 16 de junho de 2013
[Semana 10-06-03] Ugly Duckling editam "Taste the Secret"
Quanto dura uma piada? Diz-nos o dicionário que uma anedota deve ser uma "breve narração". Com Taste the Secret, os Ugly Ducking - trio hip hop californiano - esticam a piada até ao limite do razoável. E é uma piada batida. A eterna questão das cadeias de fast food - a tortura animal, o capitalismo, a obesidade, etc.
Taste the Secret narra de forma jocosa a luta entre a fictícia Meatshake, empresa fast food que serve tudo em carne - batatas fritas, saladas, batidos -, e a Veggie Hut, arqui-rival de fast food vegetariana). É claro que a guerra passa o limite do razoável e, a certa altura, toda esta paródia (70 minutos de jingles, discussões, hoorays) nos faz esquecer que o objectivo final sempre foi criar um bom disco rap.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
[Semana 10-06-03] Radiohead editam "Hail to the Thief"
Dez anos depois, percebemos perfeitamente que Hail to the Thief soa a fim de ciclo. Fim de ciclo porque marca o regresso da banda a uma linguagem mais pop, menos desafiante do que a encetada com Kid A e Amnesiac. Fim de ciclo porque sela a marca dos dez anos de uma carreira discográfica. Fim de ciclo porque nos dez anos seguintes só temos direito a dois novos registos, ambos surpreendentes pedradas no charco. E fim de ciclo porque marca o início da carreira de Thom Yorke a solo, o momento que nos permite perceber de que cérebro vem quase toda esta música.
É o álbum que antecede a revolução na Internet que foi In Rainbows, disco que nos apanhou de surpresa, quatro anos depois, em 2007. Estávamos avisados, já em 2003, durante a promoção ao sexto registo de estúdio, os Radiohead percebiam os ventos de mudança - a banda disponibilizou quatro canções gratuitamente via streaming.
Visto de longe, Hail to the Thief não é o OK Computer II que Yorke chegou a anunciar, é um álbum uma veia política assinalável que surge espelhada no título e capa do mesmo, com a fraude nas eleições do primeiro mandato de George W. Bush a funcionar como inspiração. A partir daqui, os Radiohead não voltaram a olhar para trás.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
[Jukebox de há dez anos] Bruno Broa
O primeiro convidado do Dez anos é muito tempo é também um amigo. Bruno Broa divide-se entre o rock com resquícios jazz da Alma Fábrica (principal compositor) e o punk do/a MulherHomem (vocalista). É ainda um dos fundadores da editora independente Movimento Alternativo Rock.
"O que afinal recordo eu de há dez anos atrás a nível musical? Um pouco de Estática, um pouco de Movimento e um pouco mais de Estética, tudo ainda num embrulho por desempacotar que guardava das minhas descobertas da década de 90, e que há dez anos atrás, me indicavam caminhos e inspirações para as minhas próprias músicas".
Os dez discos mais importantes de 2003 para Bruno Broa:
"O que afinal recordo eu de há dez anos atrás a nível musical? Um pouco de Estática, um pouco de Movimento e um pouco mais de Estética, tudo ainda num embrulho por desempacotar que guardava das minhas descobertas da década de 90, e que há dez anos atrás, me indicavam caminhos e inspirações para as minhas próprias músicas".
Os dez discos mais importantes de 2003 para Bruno Broa:
2. Dead Can Dance - Wake
Indescritível e parte do meu
ADN como músico, não só porque este álbum compila uma obra gigante em 26 temas
e dois discos, mas também porque acredito numa narrativa ainda por decifrar
para algumas partes do cérebro. Há uma intemporalidade absurdamente boa em cada
faixa. Traz me à memória anos antes, no final dos 90s a minha vital descoberta
de nomes como Young Marble Giants, This Mortal Coil, entre outros, muitos outros. The Carnival (isn’t) over (after all.)
3. The White Stripes - Elephant
Perdi a conta às vezes que ouvi este álbum aos altos berros no meu quarto. Para deleite dos meus vizinhos, de certeza. Pelo menos posso dizer que nunca o ouvi sozinho... oh girrrrrrrrl, you have no faith in medicine!!!
4. Eels - Shootenanny
Desde o Beautiful Freak que sou grande fã do E!, que sem saber, é pai de muito hipster que anda por aí. O álbum não é dos meus favoritos, mas guardo a "Rock Hard Times" na memória como uma música verdadeiramente inspiradora. Não sei porquê mas associo o muito ao meu tempo na faculdade.
5. UNKLE - Never, Never, Land
"Invasion", com Robert Del Naja dos Massive atack é uma das músicas deste álbum fabuloso dos UNKLE. Mais tarde, o remix deles do, por sua vez também cover dos The Doors, "People Are Strange" por Stina Nordenstam, persiste até hoje como uma das minhas músicas favoritas. Uma brilhante metáfora do encadeamento de uma herança musical , que numa só música atravessa quase 50 anos.
6. Simon and Garfunkel - The Essential
Prenda de Natal do mano mais
velho, sempre atento às aspirações do mano músico. Juntamente com um livro da
Taschen sobre Kurt Cobain’s,
Janis Joplin’s e companhia, cujo título era “Eles morreram cedo demais”.
Combo interessante, hein? De qualquer das formas é um disco que
ouvi avidamente. E quanto aos puristas anti-compilações, podem carpir
à vontade, porque extremismos é falta de açúcar. Muitas das vezes é
uma excelente forma de ter contacto com a obra antes de partir para o detalhe.
7. Dave Mathews Band - Some Devil
É daquelas ofertas de amigos que só anos mais tarde pus a rodar no leitor cá de casa. Mas quando o fiz fiquei satisfeito por o ter feito mais tarde. Muito provavelmente porque, se bem me recordo da besta que era, algo me diz que não teria gostado dele com 24 anos de idade. Dez anos depois, esta besta gosta muito do álbum todo.
8. Placebo - Sleeping With Ghosts
Não é de todo o meu álbum favorito dos Placebo, mas é das bandas que mais vezes vi ao vivo. Muito provavelmente por causa do Without You I'm Nothing. Mas é mesmo assim quando se é fã - compra-se tudo. A minha posse mais rara e mais preciosa deles é a edição do single "Without You I'm Nothing" com o David Bowie, com 4 remixes, um deles dos UNKLE... claro!
9. Marilyn Manson - The Golden Age Of Grotesque
Quem não ouvia este álbum há dez anos atrás? "mOBSCENE" foi um dos temas que mais ouvi deste álbum. Também porque estava por todo o lado. Confesso que na altura me irritou a versão de “Tainted Love” mas pronto... Já passou.
10. Desconhecido - Desconhecido
É um álbum que ainda não descobri, e que eventualmente virei a saber que foi editado em 2003. Porque a música é mesmo assim, uma continua descoberta de novas estéticas (felizmente ainda) proporcionadas por terceiros. A música para mim é um acto de partilha e sem a vedação do tempo a impedir a malta de ir "à xinxada" por coisas boas. Desde as k7 de cantares alentejanos na carrinha do meu Pai, às intermináveis malas de CDs do meu Padrinho, passando pelas tardes a emprestar mixtapes personalizadas e decoradas a gosto e outras tantas tardes a carpir os CDs emprestados nunca mais recuperados, finalmente chegando aos tempos modernos da partilha de links do Youtube, mas sempre com mesma a dica do "ouve lá esta" que nunca perderá validade.
Há dez anos... Alma fábrica e Mulherhomem, eram ainda abstracções futuras ,com outros nomes e outras pessoas ao meu lado, mas olhando para trás reconheço-lhes as feições. Não só no que andava a fazer, mas também no que andava a ouvir.
Dez Anos é Muito Tempo no Facebook.
Dez Anos é Muito Tempo no Facebook.
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