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sexta-feira, 20 de maio de 2016

[Semana 09-05-06] The Black Angels editam "Passover"


Depois da estreia dos Black Mountain, a de outros "Black", membros da mesma linhagem rock. Os Black Angels têm em Passover um disco político como tantos outros da primeira década dos zeros que se focavam na obra de Bush, entre os conflitos no Afeganistão e no Iraque. Para isso, os Black Angels optam por um ângulo menos óbvio: centram as letras do álbum na Guerra do Vietname para estabelecer tangentes à do Iraque. E esta ideia de ir buscar a guerra mais antiga para explicar a mais recente que serve também para descrever um som do presente que não é mais que o passado (blues, psicadelismo, stoner, etc) que aqui reciclam com resultados muito interessantes.

terça-feira, 17 de maio de 2016

[Semana 09-05-06] Beirut editam "The Gulag Orkestar"


DeVotchKa e Gogol Bordello ganhavam atenção, esta ideia de música de leste para indies ganhava força e em breve chegaria ao seu estado de graça. Para isso muito contribuiu Zach Condon, nesta altura um miúdo de 19 anos, inegável talento de voz sofrida, quase quase a resvalar para a choradeira. The Gulag Orkestar é então world music para indies, música sem guitarras, mas tão emocional quanto possível. Incontornável estreia.

[Semana 09-05-06] Raconteurs editam "Broken Boy Soldiers"


Imaginem que tinham oportunidade de colaborar com o vosso melhor amigo e até calha desse vosso amigo ter talento. Os Raconteurs são isso, o encontro entre um amigo (Jack White) com um amigo (Brendan Benson) que, por sua vez, convida outros dois amigos (Jack Lawrence e Patrick Keeler). O resultado é bom: rápido, com boas melodias, bons riffs, boas canções. E, vá, numa altura em que Jack White ainda é “apenas” os White Stripes, vale a pena assinalar a existência de uma banda com baixista.





sábado, 23 de abril de 2016

[Semana 18-04-06] Islands editam "Return to the Sea"


Os Islands surgem depois das diferenças criativas entre Alden "Ginger" Penner e Nick Diamonds, eles que no inicio da década, como Unicorns, desconstruíram a canção pop. Islands é o projecto de Diamonds e soa bem mais comportado. Não quer isto dizer que sigam um livro de regras, mas revelam alguns cuidados. Com a melodia, principalmente. E um apelo épico a que não serão alheios Richard Perry e Sarah Neufeld, colaboradores dos Arcade Fire que participam em Return to the Sea. Os primeiros dois minutos dos nove que compõe "Swans (Life After Death)", aliás, lembram o crescendo de uma "Neighborhood #1 (Tunnels)". Um dos discos mais desafiantes do ano, do hip hop ao country, passando por algumas influências tropicais.


quarta-feira, 20 de abril de 2016

[Semana 18-04-06] Maritime editam "We, the Vehicles"


Não foram fáceis os primeiros anos dos Maritime. A ideia era superar a anterior vida dos membros (enquanto The Promise Ring e Dismberement Plan), mas a recepção ao primeiro álbum, Glass Floor, pode ser resumida neste texto da Pitchfork. É por isso que a qualidade destas canções é recebida com alguma surpresa. O aumento do nível de maturidade é assinalável e We, The Vehicles aproveita o balanço do pós-punk da moda, combinando esse som com algo mais maduro e próximo dos Death Cab For Cutie. Os Maritime ainda existem e este pode ter sido o álbum que os salvou.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

[Semana 28-03-06] Ghosface Killah edita "Fishscale" e T.I. edita "King"


Dois clássicos do hip hop do século XXI editados no mesmo dia. Mesmo na idade de ouro do hip hop, seja ela qual for, seria pouco provável. 

O de Ghosface Killah não é surpresa. Desde o "fim" dos Wu-Tang Clan que se afirmou, entre os 9, como dono da melhor carreira a solo. As referências não serão muito diferentes das que ainda hoje apresenta - afinal de contas, a cada disco que edita, o rapper baralha e volta a dar -, mas aqui surge na condição de contador de histórias que soam frescas e uma produção ao cuidado de pesos pesados como J. Dilla, Dr. Dre, Just Blaze e MF Doom.

King de T.I. é ponto de partido para a década de hip hop que se seguiu. Sim, é assim tão importante e poderíamos fechar este texto aqui. É um barómetro para o que se seguiu entre 2006 e hoje, mas na altura significou uma viragem em relação ao hip hop mais sulista do rapper. Vendeu meio milhão de cópias, mas é interessante pensar no que aconteceria se tivesse sido editado hoje (ou ontem) numa altura em que o negócio é essencialmente digital. Mais tarde, ainda no mesmo ano, haveria de colaborar com Justin Timberlake no celebrado Future Sex/Love Sounds. Queria ser o Rei do Sul, acabou Rei disto tudo. 



sábado, 2 de abril de 2016

[Semana 28-03-06] The Flaming Lips editam "At War With The Mystics"


You think you’re so radical, I think you ought to stop (say what?) But you’re going international, they’re going to call the cops (no, no, no) You’re turning into a poor man’s Donald Trump I know those circumstances make you want to jump Oh no"

Há algo de profético nas palavras de “Free Radicals”, segunda canção do 11º álbum dos The Flaming Lips. É um pormenor que diz muito em relação à pose da banda de Wayne Coyne. A bizarria e o nonsense com que tratam questões profundas não é para ser levado à letra. Em termos práticos, pode tornar-se inócuo apelidar os The Flaming Lips de banda psicadélica. São muito mais do que isso. O grupo criou uma identidade própria assente na sua imprevisibilidade, com bons ou maus resultados. Este At War With The Mystics (sim, título e disco de sensibilidade política) está do lado dos bons.

segunda-feira, 7 de março de 2016

[Semana 01-03-06] The Television Personalities editam "Dark Places" & Eef Barzelay edita "Bitter Honey"


Na mesma semana, o regresso dos Television Personalities (TP) de Dan Treacy e o álbum de estreia de Eef Barzelay, 15 anos depois de ter arrancado a sua carreira como músico (de suporte). Barzelay tem idade para ter vivido a primeira vida dos TP - na adolescência, nos verdes anos 80. São, de certo modo, contemporâneos e, entre outras coisas que terão em comum, está o facto de serem donos de um refinado humor e escreverem canções que relatam as histórias do seu miserável dia-a-dia - no caso de Treacy, existem provas que, caso fosse necessário, o validam: no final dos anos 90 pensou-se morto. Andou desaparecido, devido a problemas com drogas e criminalidade. O humor de mãos dadas com a auto-comiseração, portanto. Quando a isto tudo se juntam referências hip hop, ficamos uma ideia em relação ao foco do sarcasmo dos escritores de canções da década passada. Se em "Ballad of Bitter Honey", Barzelay goza: "That was my ass you saw bouncing / Next to Ludacris / It was only on screen for a second / But it was kinda hard to miss", em "Ex-Girlfriend Club", Treacy canta/fala: "Don't be fooled by looks! / I'm still daddy from the block / What time is it? / Now I can't love / We can still remember can't we / I got an email today from puff daddy". As diferenças? É a abordagem é que os distingue. Enquanto Treacy é músico de quarto antes de existirem músicos de quarto, Barzelay encosta-se escandalosamente à obra de Dylan. 

domingo, 14 de fevereiro de 2016

[Semana 08-02-06] Man Man editam "Six Demon Bag"


Os Man Man são pela diversão. E continuam vivos mesmo que lhes tenhamos perdido o rasto, se é que alguma vez o alcançámos. Surgem infiltrados naquela onda de bandas que declarava o seu amor pelo leste: Gogol Bordello, Beirut, DeVotchKa. Pois para o resto do mundo não era mais do que paixão e todos estes projectos são hoje mais pequenos do que na primeira década do Século XXI. À imagem dos Gogol Bordello, era mais celebrados em palco do que em disco. Não é que se tornasse medíocre, mas O efeito surpresa perdia-se. De qualquer forma, os Man Man não são como os Gogol Bordello, nem são tão bons como os Gogol Bordello. São melhores que os Gogol Bordello. 

sábado, 13 de fevereiro de 2016

[Semana 08-02-06] Jason Collett edita "Idols of Exile"


Disco injustamente esquecido de um colaborador dos canadianos Broken Social Scene que conta com a colaboração de vários colaboradores dos... Broken Social Scene. O que muda? A abordagem de Jason Collett, claro. Aproveita a baixa forma de dois dos mais importantes artistas do século XXI na categoria a que se convencionou chamar de escritores de canções ou cantautores: Josh Rouse e Ryan Adams, ambos imensamente proliferos -e talvez seja mesmo esse "o mal". Pelo menos meio disco tem que ser unanimemente composto por grandes canções, vale?

[Semana 02-02-06] Belle and Sebastian edita "The Life Persuit"


É curioso que, na mesma semana, os She Wants Revenge tenham fugido do sol da Califórnia para se refugiarem no som negro de Manchester, e os Belle & Sebastian tenham optado por um percurso inverso: para gravar The Life Persuit, os britânicos fugiram do frio escocês para gravar em Los Angeles, no sol dessa mesma Califórnia. O resultado: melodias solarengas e elementos soul e funk herdados das terras do Tio Sam  E assim continuavam a provar que havia vida para lá das saídas de Stuart David e Isobel Campbell. Magnífico disco pop.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

[Semana 26-10-05] Los Hermanos editam "Quatro"


Quatro é o último disco dos Los Hermanos e, voltando a ele, é difícil perceber o porquê de terem sido uma banda polarizadora: não se ama ou odeia Los Hermanos, só se ama. Porque eram bons. Muito bons. Resultavam de duas personalidades distintas, mas igualmente talentosas: Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante, o primeiro mais preocupado com as melodias, o segundo mais dedicado às letras. E, olhando para as discografias pós-Los Hermanos, podemos concluir que Camelo tinha as ideias mais arrumadas. Sou, de 2008, ditou o caminho que haveria de seguir até hoje, à Banda do Mar. Rodrigo Amarante tentou o inglês dos esquecidos Little Joy, algo estranho para quem compõe tão bem em português, e só em 2013 se voltou a notabilizar com o fenómeno "Youtubiano" Cavalo. Quatro será o disco mais intimista da banda, bandeira da Nova MBP. Mas não vale a pena colá-los ao que os originais fizeram nos anos 60 e 70. O que Los Hermanos fizeram foi especial, independentemente da inspiração de mestres como Chico ou Caetano.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

[Semana 26-10-05] Arab Strap editam "The Last Romance"


A um nível temporal, os Arab Strap são um hino a este blog: duraram precisamente dez anos. Este The Last Romance tem título premonitório e seria de facto o canto do cisne dos escoceses. Terminaram numa altura em que a cena local voltava a estar nas bocas do mundo via Franz Ferdinand. E, pegando numa referência da banda de Alex Kapranos, o duo composto por Aidan Moffat e Malcolm Middleton reclamava: "Take Me Out". Deixem-me fora, da cena, do hype, da moda. Meses antes da edição, os dois Arab Strap já revelavam desentendimentos: Malcolm queria um disco mais negro, Moffat preferia-o visceral. O segundo acabou por ganhar, mas, com o desentendimento e apesar dos bons resultados deste disco, a música ficaria a perder com o fim da banda. Estas canções continuam a descrever relacionamentos falhados, de um modo cáustico. A diferença é o próprio Moffat que a nota: "é um pouco mais acelerado, mas continua a lidar com o lado negro das relações. É como o lado negro da série Star Wars - mais rápido e mais sedutor."

sábado, 31 de outubro de 2015

[Semana 19-10-05] Danger Doom editam "The Mouse and the Mask"


MF Doom vinha coleccionando alteregos, Viktor Vaugh, em 2003, o(s) magnifico(s) Madvillainy, partilhado com Madlib, em 2004, e, como MF Doom, MM...Food, álbum conceptual sobre... Comida. Danger Mouse chegava com Guetto Pop Life, álbum de estreia de 2003, e o polémico/seminal The Grey Album, importantíssimo na forma como levantou a discussão dos direitos de autor. Já em 2005 haveria de produzir Demon Days dos Gorillaz - "castigo" aplicado pela EMI para fazer esquecer a "cowboyada" de The Grey Album. Danger Doom, portanto, registo quase 100 por cento inspirado em cartoons do canal televisivo Adult Swim. Danger Mouse como especialista em música de e para bonecada. The Mouse and the Mask é uma viagem psicadélica que, como de costume no trabalho de Doom, está carregada de referências e das temáticas favoritas do rapper: cinema, séries de TV (óbvio) e comics. As colaborações, à parte de Ghostface Killah, pouco acrescentam e é certo que o disco sobreviveria perfeitamente sem elas. 

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

[Semana 19-10-05] Kiss Me Deadly edita "Misty Medley"


Não é claro o porquê dos Kiss Me Deadly (homenagem a um livro/filme noir de 1955) não terem sobrevivido. Hipótese: honestidade, é esta a palavra que descreve a banda de Misty Medley, a entusiasmante estreia da banda de Montreal. A mesma honestidade que se começa a revelar no nome do disco para se espelhar nos títulos das canções - "groove", "pop", "ballads" ou a série de quatro "dances" - e na forma óbvia como coloca as referências, com os U2 à cabeça. Um discos de guitarras, sim, mas a apontar para a anca - chegaram a ser catalogados de pós-rock, mas o selo assusta mais do que cola. Regressemos ao início deste texto, ao porquê de não terem sobrevivido, à honestidade: é que o filme a quem "roubam" o título acaba de forma dramática. Fica a obra.

sábado, 17 de outubro de 2015

[Semana 12-10-05] Fiona Apple edita "Extraordinary Machine"


Fazer sair Extraordinary Machine sair foi um cabo dos trabalhos. Fiona Apple não editava há meia dúzia de anos e até aqui zero surpresas pois, mais ano menos ano, esta é a regularidade com que nos oferece um disco. A novela centra-se nos últimos três, primeiro com Jon Brion, produtor do anterior registo, o do título imenso, de 444 caracteres. A editora terá rejeitado por não ser suficientemente comercial, a mais velha história de todas. Decidiu-se regravar tudo com o produtor Mike Elizondo, escolha surpreendente pois era conhecido pela sua colaboração com Dr. Dre e sus muchachos Eminem ("Just Lose It") e 50 Cent ("In Da Club"). Não podemos comparar as duas versões porque não ouvimos a primeira, mas diz quem ouviu tudo vezes sem conta que esta última, a definitiva, soa muito melhor. Enredos novelescos à parte, Extraordinary Machine é um disco de voz e piano com vários apontamentos jazz. Nada de novo, portanto, relativamente aquilo que já ouvimos há década, não fosse toda a idiossincrasia inerente Apple, personagem sui generis, que na altura se separava de Paul Thomas Anderson, seguramente inspiração para algumas das letras que aqui escutamos.



terça-feira, 6 de outubro de 2015

[Semana 28-09-05] My Morning Jacket editam "Z"


O que fazer depois de uma obra-prima de 75 minutos, o magnífico It Still Moves? Logo à 1ª faixa, "Wordless Chorus", os My Morning Jacket mostram que colocaram o pé no travão e, à medida que o registo avança, vão acelerando devagarinho até chegar a canções de 6/7 minutos, já na 2ª parte do disco. Não é que a ambição dos My Morning Jacket seja proporcional à duração das canções, mas a banda torna-se naturalmente maior quando se alonga. Jim James, que quase tudo parece conseguir fazer, carrega um mundo de emoções que nunca se desmorona, mesmo em momentos como "Gideon", em que o vocalista torna a canção num single óbvio e magnífico single. Z prova os My Morning Jacket como uma das certezas do rock norte-americano do novo milénio. Mostram-se triunfantes em qualquer registo. Ainda hoje é assim.

sábado, 3 de outubro de 2015

[Semana 28-09-05] Clap Your Hands and Say Yeah editam "Clap Your Hands and Say Yeah"


Há hoje uma certa nostalgia em relação ao tempo do Myspace e dos blogs, em que bandas como os Clap Your Hands and Say Yeah (CYHASY) já o eram antes de o ser. É natural: já não existe aquela ideia de que tu, comum mortal, podes encontrar a próxima grande cena, pois, entretanto, as centenas de webzines dedicadas à música independente (?) já o fizeram. Este disco homónimo acaba por confirmar o que os mais atentos vaticinavam, uma auspiciosa estreia. A voz quase imperceptível, mas com alguns (vários) pontos de contacto com a de Thom Yorke valeram-lhes algumas comparações aos Radiohead, outros apontavam os Joy Division, outros ainda os Flaming Lips. A verdade é que as comparações não foram consensuais, ou não fosse CYHASY um álbum com voz própria. O facto de não termos tido direito a réplicas - do 2º disco quase não reza a história - levou-os a que 2015 tenha previsto uma assinalável celebração - reedição e digressão incluídas. Celebremos então. 

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

[Semana 07-09-05] Devendra Banhart edita "Cripple Crow"



Cripple Crow sucede os duplos projectos discográficos de 2002 (The Charles C. Leary e Oh Me Oh My) e 2004 (Rejoicing Hands e Niño Rojo) e confirma Devendra Banhart como um dos mais brilhantes escritores de canções da sua geração. A capa a la Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band antecipa a aventura épica de 22 canções, recheada de colaboradores e que bebe dos quatro cantos do mundo, Portugal incluído na célebre "Pensando Enti". Mais Cripple Crow é muito mais, é uma homenagem aos aos 50 (bossa nova, o Brasil) e 60 (a folk, os Beatles, Nick Drake, a pose hippie, John Fahey). É a maturidade aos 24, até ver insuperável.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

[Semana 07-09-05] The Clientele editam "Strange Geometry"


Strange Geometry começa na mesma toada de Violet Hour. Quer isto dizer que "Since K Got Over Me" está para o segundo álbum dos Clientele como "Violet Hour" estava para a estreia. As diferenças só surgem depois, com algumas cordas, mas ficam-se por aí. Não é de grandes surpresas ou solavancos, é a mesma pop melancólica que só quer escrever bonitas canções carregadas de metáforas quase invariavelmente a apontar para a solidão. Strange Geometry soa a um conjunto de músicos perdidos na grande cidade, não serão por acaso as alusões à grande multidão - diz-se que a capital inglesa é o único local da Europa em que conseguimos viver anónimos, não é? Paralelo perfeito para aquilo que são, em resumo, os Clientele: uma banda consistente, perdida dos topes de vendas e do grande público. Não era de todo justo.